USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- BTC: USD --

Jornalistas Proclamam Greve por Salários Congelados Há Quase 10 Anos

Ícone de sino para notificações

Greve de Jornalistas na Itália: Paralisação de 24 Horas Afeta Mídia

A greve dos jornalistas italianos, iniciada às 6h da manhã desta sexta-feira (28), terá duração de 24 horas. Durante esse período, não haverá atualizações em sites e redes sociais dos jornais, que informaram seus leitores sobre a paralisação em suas primeiras páginas. A redação do Il Post também aderiu à greve, enfatizando que a decisão é por solidariedade à categoria e não contra a empresa, que se demonstrou compreensiva.

Impacto na Televisão e na Mídia Impressa

O cancelamento de vários programas de TV é parte das consequências da greve. A RAI, rede estatal de rádio e televisão, limitou suas edições de telejornais a 10 minutos e suas transmissões radiofônicas a 6 minutos. Em caso de desastres naturais ou eventos de grande relevância social, a emissora se comprometeu a retomar as transmissões habitualmente.

Este impacto deverá se estender ao sábado (29), pois alguns jornais impressos não circularão devido à paralisação.

Motivos da Greve

A categoria reivindica um novo contrato coletivo de trabalho que está vencido desde 2016. A Federação Nacional da Imprensa Italiana (FNSI) denuncia a estagnação salarial, destacando que o poder de compra dos jornalistas caiu cerca de 20% na última década, devido à inflação. Além disso, critica a crescente precarização do trabalho e a falta de regulamentação no uso da inteligência artificial.

A Federação Italiana de Editores de Jornais (FIEG), que representa os principais grupos de mídia, manifestou-se assegurando que a renovação do contrato é de interesse das empresas, mas acusou a FNSI de se recusar a modernizar um contrato considerado ultrapassado. A FIEG também ressaltou que investimentos significativos foram feitos em qualidade de emprego, mesmo em um cenário econômico desafiador.

Greve Geral e Protestos em Diversos Setores

Além dos jornalistas, outros setores, como transporte e educação, também se uniram à greve geral na sexta-feira (28). Nas principais estações ferroviárias de Milão, Roma e Nápoles, longas listas de cancelamentos e atrasos foram exibidas. A paralisação envolveu trabalhadores da Trenitalia, Trenord e Italo, com expectativa de normalização dos serviços às 21h. A adesão de funcionários do setor aéreo resultou em cancelamentos e atrasos de voos regionais.

As manifestações refletem uma oposição à proposta da Lei Orçamentária de 2026, atualmente em discussão no Parlamento italiano. Os sindicatos exigem maior investimento em saúde, educação e transportes, além de se opor aos gastos com rearmamento militar e políticas ligadas à economia de guerra.

Protestos em Apoio à Palestina

Neste contexto de greves, protestos em apoio à Palestina ocorreram em diversas cidades italianas. Os manifestantes criticam o governo e a União Europeia, acusando-os de conivência com a agressão ao povo palestino. Em Gênova, o ato mobilizou ativistas humanitários, incluindo a sueca Greta Thunberg e a relatora especial da ONU para os territórios palestinos, Francesca Albanese.

Para mais informações sobre esses e outros temas atuais, fique atento às nossas publicações.

Publicações recomendadas

Leia também