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Governador do Rio defende aumento de recursos no combate ao crime organizado

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25/11/2025 – 16:35  

Aumento de Investimentos em Segurança Pública é Defendido por Governadores

Os governadores do Rio de Janeiro e Amapá apresentaram propostas para fortalecer a segurança pública em seus estados, destacando a importância de maior financiamento e autonomia para as polícias.

Proposta de Aumento de Recursos

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, defendeu que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25 assegure mais recursos para o combate ao crime organizado. Ele sugeriu que parte da taxação das apostas esportivas seja direcionada para a segurança pública.

Castro ressaltou a necessidade de repasses federais sem a imposição de “projetos carimbados” pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele criticou as atuais restrições ao uso do Fundo Nacional de Segurança Pública, pedindo compensação da União pelo papel dos policiais civis no combate a crimes federais, incluindo o tráfico de armas.

Integração da Atuação Policial

O governador ainda enfatizou a importância da integração entre as polícias, considerando as dificuldades em distinguir crimes estaduais e federais atualmente. Ele defendeu a liberdade das corporações para realizar seu trabalho sem interferências externas.

“Rio de Janeiro é um estado de serviços. O crime organizado tem tomado conta de ações de serviços, como internet e transporte alternativo. Acredito que a polícia deve ter liberdade para agir. Não deve haver autoridade mandando abrir inquérito sobre nada,” afirmou Castro.

Críticas ao Combate ao Crime

As declarações de Castro surgem em meio às críticas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que mencionou que o governador não havia avançado na luta contra o contrabando de combustíveis, uma prática frequentemente ligada ao financiamento do crime organizado.

O governador argumentou que não é necessário constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública, mas sim aplicar a legislação existente, de 2018, e reforçar a subordinação das polícias estaduais aos governadores. Ele pretende evitar que a Polícia Federal escolha sua área de atuação livremente.

Ações no Amapá

Em contraste, o governador do Amapá, Clésio Luis, afirmou que o estado está empenhado em combater facções criminosas que vêm aumentando sua influência. Ele destacou o apoio do ex-ministro da Justiça, Flávio Dino, como crucial para a redução da criminalidade, propondo mais investimentos e parcerias entre as forças de segurança.

Questionamentos sobre Métodos Policiais

O deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) criticou a operação Contenção do Rio, que resultou em 122 mortos, incluindo cinco policiais. Ele mencionou que muitos mandados de prisão não foram cumpridos, especialmente das lideranças do Comando Vermelho, questionando a liberdade de atuação defendida pelos governadores.

“A lógica de uma polícia com licença para matar tem gerado um ciclo de violência. Grupos de extermínio têm relações próximas com forças de segurança,” comentou Vieira.

Próximos Passos na PEC da Segurança Pública

O relator da PEC da Segurança Pública, deputado Mendonça Filho (União-PE), confirmou a entrega de seu relatório para o dia 4 de dezembro, sinalizando novos desdobramentos nas discussões sobre o tema.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Roberto Seabra

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