Conflito entre EUA e Venezuela se Intensifica com Reforço Militar Norte-Americano
Nesta sexta-feira (24), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de “inventar uma guerra” contra o país. O comentário veio após o governo americano aumentar sua presença militar no Mar do Caribe, enviando o porta-aviões USS Gerald R. Ford à região, em meio a propostas do presidente Donald Trump de realizar operações terrestres.
Ações do Departamento de Defesa dos EUA
De acordo com o Departamento de Defesa dos EUA, essa mobilização visa combater o “narcoterrorismo” e pretende “detectar, monitorar e desmantelar atividades ilícitas” que ameaçam a segurança nacional e a estabilidade do Hemisfério Ocidental. O USS Gerald R. Ford, considerado o maior porta-aviões em operação no mundo, se unirá a uma frota já posicionada na área, junto com caças F-35 que foram deslocados para uma base em Porto Rico.
“A presença reforçada das forças norte-americanas na Área de Responsabilidade do USSOUTHCOM aumentará a capacidade dos EUA de detectar, monitorar e desmantelar atividades e atores ilícitos que colocam em risco a segurança e prosperidade do território nacional dos Estados Unidos e de nossa segurança no Hemisfério Ocidental”, afirmou Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, em uma postagem na rede social X.
Reação da Venezuela
Desde agosto, os EUA realizaram ataques a 10 embarcações nas proximidades da costa venezuelana e no Oceano Pacífico, resultando em ao menos 43 mortes. Washington alega que os barcos eram utilizados por traficantes de drogas, enquanto o governo venezuelano considera essas operações como tentativas de desestabilização.
Em um pronunciamento transmitido em rede nacional, Maduro criticou as ações militares dos EUA e acusou o país de buscar um pretexto para intervenção. “Eles estão inventando uma nova guerra eterna. Os Estados Unidos inventam um relato extravagante, vulgar e criminoso, já comprovadamente falso”, declarou.
Posições do Governo Venezuelano
O presidente Maduro reforçou que a Venezuela se mantém livre da produção de coca e cocaína, destacando os esforços do governo para eliminar o pequeno percentual de tráfico ainda presente no território. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, classificou o aumento da presença militar dos EUA como uma “ameaça contra a Venezuela, América Latina e Caribe.”
Nesta quinta-feira (23), Donald Trump declarou que as forças dos EUA iniciarão operações terrestres na região “em breve” para combater os cartéis de drogas. Tanto Maduro quanto o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, são alvo de acusações de ligações com organizações de narcotráfico, o que ambos negam categoricamente.
