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Comissão Aprova Projeto que Institui Bicicletário, Guarda-Volumes e Vestiário em Prédios Públicos

03/10/2025 – 10:51

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Talíria Petrone, relatora da proposta na comissão

Aprovação de Projeto para Bicicletários na Câmara dos Deputados

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que visa a instalação de bicicletários, guarda-volumes e vestiários em órgãos públicos para servidores que utilizam a bicicleta como meio de transporte. O projeto altera a Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Detalhes da Proposta

De acordo com o texto aprovado, a obrigatoriedade se aplica a órgãos e entidades da administração pública que possuam mais de 100 servidores. A instalação pode ser dispensada caso haja comprovação de inviabilidade técnica por meio de perícia oficial.

Além disso, a proposta permite o compartilhamento de espaços entre diferentes órgãos ou entidades, desde que a distância entre eles não ultrapasse 700 metros.

Mudanças no Texto Original

O texto que foi aprovado é um substitutivo da Comissão de Viação e Transportes ao Projeto de Lei 2583/11, de autoria do ex-deputado Fábio Faria, e a diversos projetos apensados. As alterações se concentram na obrigatoriedade da instalação de bicicletários e na definição de normas sobre suportes, distâncias e localização dos espaços.

Essas mudanças serão integradas à Política Nacional de Mobilidade Urbana, que inicialmente previa a criação de uma lei específica para o assunto.

Incentivo ao Uso de Bicicletas

Para a relatora Talíria Petrone (Psol-RJ), é essencial criar ciclovias seguras e bicicletários adequados, tendo como objetivo a viabilidade do uso da bicicleta como meio de transporte. “Essa medida representa um avanço significativo para estimular o uso da bicicleta, promovendo a mobilidade urbana sustentável e contribuindo para a saúde e o bem-estar da população”, comentou.

Próximas Etapas do Processo

A proposta ainda será analisada, com caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que o texto se torne lei, é necessário que seja aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

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