22/09/2025 – 20:21
Depoimento de Economista na CPMI do INSS
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Rubens Oliveira Costa durante seu depoimento na CPMI do INSS.
Na última segunda-feira (22), o economista Rubens Oliveira Costa prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e negou envolvimento em fraudes contra aposentados e pensionistas. Ele também se distanciou de sua associação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que foi preso em 12 de setembro.
Declarações de Rubens Oliveira Costa
Em sua fala, Costa afirmou: “Jamais ordenei, operei ou participei, conscientemente, do pagamento de qualquer propina.” Ele destacou que deixou o cargo de administrador financeiro no início de 2024, antes de ter ciência dos inquéritos criminais que o envolvem.
Amparado por um habeas corpus do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), Costa optou por não assinar o termo de compromisso para falar a verdade, respondendo a algumas perguntas com o direito ao silêncio. Seu nome figura entre os 21 indivíduos para os quais a CPMI pediu a prisão preventiva ao STF.
Movimentação Financeira e Questionamentos
Durante a sessão, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), questionou Costa sobre a movimentação financeira em empresas associadas a Antunes, que, segundo Costa, geraram entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões durante seu tempo de prestação de serviços. Ele mencionou que a Prospect Consultoria teria repassado R$ 1,8 milhão para a Vênus Consultoria e R$ 5 milhões para a Curitiba Consultoria, sem, no entanto, fornecer detalhes sobre os serviços prestados.
Ainda sobre suas receitas, Costa informou receber R$ 7.500 mensais da Vênus, mas sua renda total seria em torno de R$ 70 mil, considerando todas as empresas em que atua. Quando questionado se sentia responsabilidade pelo esquema, ele optou por permanecer em silêncio.
Propostas de Prisão
Devido às evidências apresentadas, o relator sugeriu o fortalecimento do pedido de prisão preventiva de Costa ao STF e propôs a votação de um pedido de prisão em flagrante, alegando risco de fuga. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, concordou com o endereçamento de ofício ao STF para reforçar a detenção de Costa, mas a decisão sobre a prisão em flagrante será tomada até o final da reunião.
Contexto da Investigações
A CPMI investiga fraudes relacionadas a descontos indevidos em aposentadorias e pensões, supostamente quanto à prestação de serviços a empresas de consultoria, envolvendo associações de aposentados e servidores do INSS.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli
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