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Solano Benítez Apresenta Conceitos do Centre Pompidou Paraná em Palestra no Museu

Arquitetura e Inovação: Masterclass com Solano Benítez em Foz do Iguaçu

No último dia 5 de setembro, o arquiteto paraguaio Solano Benítez conduziu uma masterclass em Foz do Iguaçu, reunindo arquitetos, engenheiros e estudantes de diversas instituições. A atividade, promovida pela Secretaria da Cultura do Estado, faz parte das ações de ativação do futuro Centre Pompidou Paraná, localizado em um pavilhão temporário na cidade.

Reflexões sobre Arquitetura e Comunidade

Antes da masterclass, Benítez apresentou detalhes do projeto ao governador Carlos Massa Ratinho Junior e ao presidente do Centre Pompidou, Laurent Le Bon. À noite, o arquiteto enfatizou a importância de desenvolver a arquitetura com foco nas pessoas e no contexto local. “Falar para os jovens é um compromisso muito significativo para mim. Não se trata apenas de explicar um projeto, mas de mostrar como pretendemos fazer arquitetura nesta parte do mundo, em sintonia com a comunidade”, declarou.

Aos 62 anos, Benítez evidenciou a responsabilidade associada à obra. “Durante muito tempo tentei mudar o mundo com a arquitetura. Agora, encontro eco nessas ideias, em uma dimensão política mais ampla”, afirmou.

Museu como Espaço Vivo

A proposta do Centre Pompidou Paraná é desenhada para ser um espaço vivo, integrado à Mata Atlântica e acessível à comunidade. O projeto valoriza o uso de materiais locais, como o tijolo feito com a terra vermelha de Foz do Iguaçu, aplicado com técnicas que combinam tradição e inovação. O espaço contará com grandes salões flexíveis, áreas de convivência e ventilação natural, promovendo um microclima favorável à região.

A Integração entre Arquitetura e Engenharia

O engenheiro português Rui Furtado, parceiro de Benítez no projeto, destacou a relação íntima entre arquitetura e engenharia. “São disciplinas irmãs. Nosso papel é entender o espírito do projeto e transformá-lo em realidade. O desafio aqui é converter a lógica poética do tijolo e do artesanato em uma construção industrializada”, explicou Furtado.

O engenheiro também ressaltou a importância das emoções que a obra pode transmitir. “As grandes construções devem impactar quem as visita. Neste projeto, isso acontece pela escala e pela interação da luz e sombra da mata com a edificação, criando uma atmosfera única”, completou.

Envolvimento da Comunidade

A diretora de Implantação do Centre Pompidou Paraná, Carolina Loch, comentou sobre a importância da masterclass para aproximar a população do museu antes de sua inauguração. “O Pompidou não se limita às artes visuais. Desde o início falamos em multidisciplinaridade, e a arquitetura é uma parte fundamental desse diálogo”, explicou.

Loch acrescentou que as atividades visam criar um sentimento de pertencimento entre a população local e o museu, envolvendo universidades nas fases de projeto e obra. “A ideia é que as pessoas sintam que o museu já faz parte do imaginário da cidade”, disse.

Atividades e Oficina para a Comunidade

A masterclass fez parte de uma programação especial que continua até o dia 6 de setembro no pavilhão temporário, situado na Avenida das Cataratas. O local foi cedido pela Motiva, concessionária do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu.

No dia 4 de setembro, cerca de 100 crianças da rede municipal participaram de uma oficina para a confecção de tijolos simbólicos, usando a técnica que será empregada no futuro museu. Uma nova oficina voltada aos estudantes de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) ocorreu na manhã do dia 5.

A agenda concluirá com um encontro entre a secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, e os responsáveis pela implantação do museu, além de uma nova oficina aberta à comunidade para confecção de tijolos.

A Secretaria da Cultura também anunciou um edital de R$ 600 mil para selecionar projetos que promovam novas oficinas nos próximos meses.

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