Três pessoas, sendo dois homens e uma mulher, foram diagnosticadas com encefalite equina venezuelana em Tabatinga, no Amazonas. Este é o primeiro registro da doença na cidade em 2023. A informação foi confirmada nesta terça-feira (26) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A Fiocruz destacou que o monitoramento dos casos é feito através do Sistema Único de Saúde (SUS). A descoberta do vírus ocorreu a partir da detecção do material genético por meio do estudo FrontFever, cujos resultados foram divulgados recentemente.
Sobre a Encefalite Equina Venezuelana
Tabatinga está localizada na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. O virologista Felipe Gomes Naveca, do Instituto Leônidas e Maria Deane, explicou que os casos foram identificados utilizando tecnologia de PCR em tempo real, desenvolvida pela Fiocruz, e foram confirmados por sequenciamento genético.
“Nossos achados identificam o vírus como uma causa subdiagnosticada de doença febril aguda na Amazônia brasileira”, destacou.
A encefalite equina venezuelana é uma doença viral provocada por um alphavirus e transmitida por mosquitos, podendo afetar tanto humanos quanto equinos.
Sequelas da Doença
A doença provoca inflamação no cérebro e pode resultar em sequelas variadas, dependendo da gravidade da infecção. As consequências podem ser motoras, cognitivas, comportamentais e emocionais, impactando a qualidade de vida dos afetados. No entanto, a maioria dos casos tende a apresentar-se como uma doença febril leve, sem consequências severas.
Felipe Gomes Naveca, que lidera o Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), faz parte da Rede Genômica da Fundação. Criada inicialmente para investigar o genoma do Sars-CoV-2, essa rede busca gerar dados sobre o comportamento de vírus, visando melhorar o preparo do país em diagnósticos e na produção de vacinas.
* Com informações da Fiocruz
