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Delegado e Policiais Condenados por Roubo de Cocaína em Falsa Abordagem em Paranaguá

Delegado e policiais são condenados por roubar cocaína de traficantes em falsa abordagem em Paranaguá

O delegado Tiago José Wladyka e dois policiais civis foram condenados por roubo de cocaína em uma falsa abordagem policial em Paranaguá, no litoral do Paraná. O tribunal impôs penas de reclusão significativas e determinou a perda dos cargos públicos dos envolvidos.

Condenação e Penas

Na terça-feira (19), a Justiça condenou o delegado Tiago José Wladyka a 14 anos, 9 meses e 23 dias de reclusão em regime fechado. Os dois policiais civis envolvidos também receberam penas de 12 anos, 11 meses e 16 dias. Apesar da condenação, todos eles continuam recebendo salários que variam entre R$ 8.866,34 e R$ 28.693,94, conforme informações do Portal da Transparência. Eles permanecem presos na Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba, enquanto aguardam possíveis recursos.

Acusações e Investigações

O Ministério Público denunciou Wladyka e os policiais por abuso de autoridade, furto qualificado e supressão de sinal identificador de veículo. As investigações indicam que, em uma operação simulada em uma casa, os agentes roubaram droga que estava armazenada por traficantes. Após a falsa abordagem, a cocaína foi dividida e depositada em diferentes locais.

Operação Gaeco

No início de agosto, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) localizou 56,2 quilos de cocaína, além de maconha em uma operação de busca e apreensão em uma residência em Quatro Barras. Poucos dias depois da apreensão, a casa foi incendiada, levantando mais suspeitas sobre as atividades ilícitas dos condenados.

Posicionamentos das Partes

A defesa de Wladyka optou por não comentar a condenação. A Polícia Civil informou que não se manifesta sobre casos que estão sob análise judicial. Não foi possível entrar em contato com a defesa dos dois policiais civis condenados.

Contexto da Falsa Operação

Tiago José Wladyka, que atuava na delegacia de Quatro Barras, está detido desde agosto de 2024. A crônica das fraudes revela um desvio alarmante do dever de ofício, ferindo a confiança pública nas instituições que deveria proteger. O desdobrar deste caso aguarda decisões referentes às outras denúncias apresentadas pelo Ministério Público.

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Fonte/Imagem: G1

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