O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou, nesta quinta-feira (14), a prisão preventiva do policial militar Fabio Anderson Pereira de Almeida, envolvido na morte de Guilherme Dias Santos Ferreira, ocorrida em julho deste ano. O caso ganhou notoriedade ao destacar a confusão que culminou na tragédia.
Motivos do Pedido de Prisão Preventiva
O documento do MPSP argumenta que a liberdade do policial pode comprometer a coleta de evidências, enfatizando que “a prisão preventiva é essencial para garantir a tranquilidade da instrução.” A medida visa assegurar a integridade das informações e a elucidação dos fatos.
Detalhes do Caso
O incidente ocorreu na noite de 4 de julho, no extremo sul de São Paulo, quando Guilherme Dias Santos Ferreira foi confundido pelo policial como um dos assaltantes. A vítima, que tinha acabado de sair do trabalho, se dirigia rapidamente a um ponto de ônibus, situado a cerca de 50 metros do local do ocorrido.
Segundo relatos, o policial havia sido alvo de uma tentativa de assalto por um grupo de criminosos em motocicletas e, após repelir os assaltantes, decidiu permanecer na área. Ao perceber Guilherme se aproximando, o policial disparou, atingindo a cabeça do jovem.
Consequências Imediatas
O boletim de ocorrência indica que Guilherme não estava envolvido na atividade criminal e rapidamente se movia em direção ao ponto de ônibus. Ao lado de seu corpo foram encontrados seus pertences pessoais, incluindo carteira, celular, e chaves, evidenciando que ele voltava para casa após mais um dia de trabalho.
*Sob supervisão de Pedro Osorio
