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Mulheres Conduzem Mobilizações em Israel por Término da Guerra em Gaza

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Conflito em Gaza: Protestos Crescem em Israel Contra Ocupação

A escalada do conflito na Faixa de Gaza continua a gerar contestações internas em Israel. Enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu mantém o plano de ocupação, crescem os protestos de diversas organizações, especialmente de mulheres, que clamam pelo fim da guerra.

Netanyahu enfrenta uma onda crescente de pressão nacional e internacional para desistir de sua estratégia militar na cidade de Gaza, que inclui a proposta de uma transferência forçada da população civil. O primeiro-ministro sugere que outros países podrían acolher os palestinos deslocados.

No domingo, dia 17, está prevista a convocação de um bloqueio nacional, impulsionado por famílias de reféns e de soldados envolvidos no conflito. Nos arredores da Faixa de Gaza, mães de soldados têm montado acampamentos e intensificado sua presença nas manifestações, exigindo o término das hostilidades. Anabel Friedelander, organizadora do movimento e mãe de três reservistas, questionou: “Se o chefe do Estado-Maior diz que essa guerra precisa acabar, que ela coloca em risco os reféns e os soldados, o que devemos pensar, nós, mães?”

Reação do Movimento Feminino

Ronit Nahmias, avó de um reservista, também se une ao clamor, relembrando sua experiência em liderar um movimento similar que pedia o fim da ocupação israelense no sul do Líbano. “Chega, basta, parem! Não queremos enviar nossos filhos; não entendemos qual é o objetivo dessa guerra”, afirmou.

No entanto, o movimento de protesto enfrenta resistência, pois a Histadrut, o principal sindicato de Israel, anunciou que não apoiará o bloqueio.

Avanços Militares na Faixa de Gaza

O Exército israelense, por sua vez, confirmou que implementará um plano para ocupar a cidade de Gaza, como parte de uma nova fase de ofensivas contra o Hamas. O objetivo declarado é derrotar o grupo e garantir a libertação dos reféns. Na última quarta-feira, bombardeios intensos e a presença de tanques foram relatados em várias áreas da cidade, culminando em destruição e deslocamento significativo de civis.

Testemunhas mencionam que os ataques se intensificaram, resultando na morte de pelo menos 18 palestinos em um único dia, incluindo crianças. Os dados do Ministério da Saúde do Hamas, respaldados pela ONU, destacam que as represálias israelenses causaram 61.722 mortes, a maioria de civis, desde o início da guerra.

Objetivos de Israel e Promoção da Segurança

Netanyahu defendeu que o plano israelense não visa ocupar Gaza, mas sim desmilitarizá-la. O primeiro-ministro afirmou que o propósito é desarmar o Hamas e estabelecer uma administração civil pacífica na região.

O conflito resultou em 1.219 mortes de israelenses, principalmente civis, segundo informações oficiais. A situação cada vez mais tensa reflete as profundas divisões dentro da sociedade israelense e as preocupações com a continuidade do conflito.

Os recentes protestos, incluindo uma manifestação significativa de pilotos aposentados da força aérea israelense, colocam em evidência o crescente cansaço da população com a guerra. A pressão popular segue alta, com muitos clamando pela libertação dos reféns e pela paz duradoura na região.

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