Senadores Pedem Criação de CPI Contra Adultização de Crianças nas Redes Sociais
A proposta de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a adultização de crianças nas redes sociais está em andamento no Senado. Com o apoio de 70 parlamentares, os senadores Jaime Bagatolli (PL-RO) e Damares Alves (Republicanos-DF) buscam uma ação rápida do presidente da Casa para a abertura da CPI.
Urgência na Instalação da CPI
Durante discurso no plenário, na terça-feira (12), o senador Jaime Bagatolli enfatizou a necessidade de que a CPI seja instalada “imediatamente”. Segundo ele, “vamos unir a nossa coragem para que esta CPI seja imediatamente instalada”.
Apoio Parlamentar e Representatividade
O pedido protocolado por Bagatolli e Alves conta com o apoio de praticamente 90% dos senadores, representando 81 autoridades legislativas. “Esta não é uma batalha de partidos, de direita ou de esquerda, mas de toda a sociedade”, ressaltou Bagatolli.
Ação do Presidente do Senado
Para que a CPI tenha início, é necessária a ação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Bagatolli expressou confiança de que o presidente atuará com urgência para pautar a instalação. “Acredito muito que o nosso presidente Davi Alcolumbre vai pautar isso urgentemente”, declarou.
Objetivos da CPI
Caso seja estabelecida, a CPI terá um prazo de 120 dias para investigar a atuação de influenciadores digitais e plataformas de redes sociais em conteúdos que sexualizam crianças e adolescentes. “Estamos enfrentando plataformas que podem estar contribuindo para a maior exploração de crianças da história”, afirmou Bagatolli, destacando que a principal meta é identificar e combater essa problemática, sem transformar o processo em um jogo de censura nas redes sociais.
Contexto e Viralização do Debate
A movimentação no Senado também é impulsionada por um vídeo viral do influenciador Felca, que denuncia a exploração de crianças em conteúdos digitais. Este cenário tem gerado um amplo debate sobre a segurança e proteção das crianças nas redes sociais.
* Publicado por Henrique Sales Barros
