As Forças Armadas do Iêmen anunciaram, neste sábado (21), a disposição de atacar embarcações dos Estados Unidos no Mar Vermelho caso o governo de Donald Trump decida intervir diretamente na guerra entre Israel e Irã. A situação no Oriente Médio se torna cada vez mais tensa com movimentos militares sendo monitorados na região.
Ameaça às embarcações americanas
O porta-voz do Exército do Iêmen, Yanya Saree, declarou que as tropas estão preparadas para agir contra navios comerciais e militares dos EUA. “Se os americanos estiverem envolvidos com o inimigo israelense em um ataque contra o Irã, as Forças Armadas do Iêmen atacarão seus barcos e navios de guerra no Mar Vermelho. Estamos acompanhando todos os movimentos hostis contra nosso país”, afirmou Saree em uma rede social.
Deslocamento de bombardeiros B-2
Segundo informações da Reuters, bombardeiros B-2, que têm a capacidade de atacar alvos subterrâneos, estão sendo deslocados para a Ilha de Guam, no Pacífico. Este movimento gera apreensão diante da possibilidade de uma intervenção militar dos EUA na guerra. O presidente Donald Trump afirmou que decidirá, em até duas semanas, se os Estados Unidos entrarão no conflito.
Concomitantemente, Israel anunciou a morte de Behnam Shariyari, comandante da Força Quds do Irã, e informou sobre novos bombardeios a instalações nucleares no Irã. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alertou sobre os riscos de vazamentos radioativos, não apenas para o Irã, mas também para países vizinhos.
Conflito em escalada
O conflito entre Israel e Irã completou nove dias, com relatos de mais de 430 mortos iranianos e cerca de 30 israelenses. Israel lançou um ataque contra o Irã, alegando que o país está próximo do desenvolvimento de uma arma nuclear. Apesar disso, o Irã defende que seu programa nuclear é pacífico e estava em negociações com os EUA para um acordo relacionado ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.
A AIEA, por sua vez, vem acusando o Irã de não cumprir algumas obrigações, embora tenha reconhecido que não há provas concretas de que o país esteja desenvolvendo armas nucleares. O Irã alega que a agência age de forma politicamente motivada, sob pressão de potências ocidentais como os EUA e Israel.
Apesar das alegações de Israel, indícios históricos sugerem que o país mantém um programa nuclear secreto desde a década de 1950, com a estimativa de possuir pelo menos 90 ogivas nucleares.
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