Críticas dos EUA à Prisão Domiciliar de Bolsonaro
O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, manifestou, na última segunda-feira (4), sua desaprovação à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O episódio levanta questionamentos sobre a independência das instituições brasileiras e repercute internacionalmente.
Landau descreveu em postagem na rede social X que “os impulsos orwellianos desenfreados do ministro estão arrastando sua Corte e seu país para o território desconhecido de uma ditadura judicial”.
Alegações de Obstrução de Justiça
Na crítica, Landau afirmou que o “suposto crime” de Bolsonaro foi “apenas” criticar Moraes, que agora considera isso uma “obstrução da Justiça”. O vice-secretário do Departamento de Estado dos EUA, equivalente ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, destacou que a crítica à postura do ministro não justifica a medida imposta.
Repercussão no Governo Norte-Americano
De acordo com informações do Metrópoles, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado também condenou a ordem de prisão domiciliar. Em comunicado, afirmaram que os EUA responsabilizarão todos os envolvidos na conduta sancionada.
“Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impõe prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que auxiliarem e forem cúmplices da conduta sancionada”, diz um trecho da publicação.
Decisão do STF sobre Bolsonaro
- Na última segunda-feira (4), Moraes decretou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
- A decisão se baseou no descumprimento de medidas cautelares anteriormente estabelecidas.
- O motivo central foi a participação de Bolsonaro, via telefone, em uma manifestação no Rio de Janeiro no dia 3 de agosto.
- Os filhos de Bolsonaro republicaram a participação nas redes sociais, mesmo durante o cumprimento das medidas cautelares.
- Moraes enfatizou que a Justiça é igual para todos e não tolerará desrespeito às determinações judiciais.
Controvérsia sobre Direitos Humanos
O escritório representativo dos EUA classificou Moraes como um “violador de direitos humanos” e citou sanções já aplicadas a ele pela Lei Magnitsky, que visa punir abusos. Dessa forma, empresas norte-americanas estão proibidas de realizar transações financeiras em seu nome, e seus bens nos EUA ficarão bloqueados.
Reações de Conselheiros de Trump
Jason Miller, conselheiro da campanha de Donald Trump para as eleições de 2024, também repudiou a decisão de Moraes. Em declaração na rede social X, ele afirmou que o ministro estaria utilizando a Justiça para “silenciar a oposição e ameaçar a democracia”.
O conselheiro reiterou que o Departamento de Estado condena a medida, enfatizando que os EUA responsabilizariam todos os que facilitassem tal conduta.
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