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Dólar chega a R$ 5,25 com agravamento da guerra no Oriente Médio

A recente escalada do conflito no Oriente Médio e a inflação acima do esperado no Brasil causaram turbulências no mercado financeiro. O dólar disparou, chegando próximo a R$ 5,25, enquanto a bolsa interrompeu uma sequência de altas, com uma queda superior a 2%.ebc Dólar chega a R$ 5,25 com agravamento da guerra no Oriente Médioebc Dólar chega a R$ 5,25 com agravamento da guerra no Oriente Médio

Dólar em Alta

O dólar comercial fechou a quinta-feira (12) cotado a R$ 5,242, com uma alta de R$ 0,084 (+1,62%). Após um início de dia próximo da estabilidade, a moeda disparou logo após a abertura do mercado nos Estados Unidos, encerrando próximo ao pico do dia.

O desempenho do real refletiu movimentos de outras moedas de mercados emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano, e a moeda acumula uma desvalorização de 4,42% em 2023.

Queda na Bolsa de Valores

O mercado acionário também enfrentou um dia volátil. Após três sessões em alta, o índice Ibovespa da B3 fechou em 179.284 pontos, apresentando uma queda de 2,55%.

Impactos da Geopolítica e da Inflação

Os principais fatores que desencadearam essas movimentações foram o aumento significativo no preço do petróleo, consequência do agravamento das tensões no Oriente Médio. O barril de petróleo Brent, referência nas negociações internacionais, fechou a US$ 101,26, com uma elevação de mais de 8%. Esse aumento ocorreu após o novo líder do Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, anunciar a intenção de manter o fechamento do estratégico Estreito de Ormuz, pela qual transita 20% da produção mundial de petróleo.

Na mesma quinta, o Irã realizou ataques a dois petroleiros e a três navios no Golfo Pérsico, intensificando o conflito na região.

Influencia da Inflação no Mercado Interno

Fatores internos também pressionaram o mercado. A inflação oficial de fevereiro teve impacto significativo na bolsa de valores. Apesar da queda anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação mensal de 0,7% superou a expectativa de 0,65% de diversas instituições financeiras.

Uma inflação mais alta do que o previsto limita as chances de redução na Taxa Selic (juros básicos da economia) pelo Banco Central. Juros elevados afetam a bolsa, pois investidores tendem a optar por aplicações em renda fixa, como os títulos do Tesouro Nacional, em vez de ações.

* com informações da Reuters

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