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Moraes Retoma Recesso com Principais Momentos de Seu Discurso

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se manifestou nesta sexta-feira (1º) sobre as sanções impostas pelos Estados Unidos. Durante a retomada dos trabalhos do tribunal para o segundo semestre, o magistrado recebeu apoio de colegas e autoridades do governo federal, demonstrando que não se deixará abalar pelas ameaças internacionais.

Apelo à Segurança Nacional

Em sua fala, Moraes criticou ações de uma organização criminosa que, segundo ele, busca submeter o funcionamento do STF a um Estado estrangeiro. Ele mencionou que muitos brasileiros estão sendo investigados pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal (PF) por suas condutas, que ele considera dolosas.

Na quarta-feira (30), o governo dos EUA colocou o ministro na lista da Lei Magnitsky, acusando-o de realizar uma “caça às bruxas” e violar direitos humanos, segundo declaração de Scott Bessent, secretário do Tesouro americano.

Críticas a “Pseudo-patriotas”

Moraes também fez críticas aos brasileiros que estão intermediando negociações com governos estrangeiros. Embora não tenha mencionado diretamente, sua fala parece ter se dirigido ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, que está sob investigação por atividades relacionadas ao Judiciário brasileiro.

O ministro afirmou que esses indivíduos representam uma “traição à pátria” ao negociar medidas econômicas desfavoráveis ao Brasil, como a recente tarifa de 50% sobre produtos brasileiros imposta pelos EUA.

Comparações com o Crime Organizado

Ao estabelecer paralelos entre atos de violência política e o crime organizado, Moraes descreveu certos réus como “milicianos do submundo do crime”. Ele expôs que essas ações configuram atos de traição e reforçou que a Corte não se deixará intimidar por pressões externas.

Foco na Continuidade dos Trabalhos

Finalizando seu pronunciamento, Alexandre de Moraes garantiu que ignorará as sanções aplicadas e continuará desempenhando suas funções na Suprema Corte. Ele destacou que o STF manterá sua trajetória de julgamento e os processos relacionados à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 seguirão em frente.

“Este relator vai ignorar as sanções e continuar trabalhando como vem fazendo”, concluiu Moraes, reafirmando o compromisso do STF com sua missão constitucional.

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