Após a implementação de tarifas pelo governo Trump, o mercado financeiro brasileiro experimentou um dia de volatilidade. O dólar superou a marca de R$ 5,60, enquanto a bolsa de valores apresentou seu pior desempenho mensal desde dezembro do ano anterior.
Alta do Dólar
O dólar comercial encerrou a quinta-feira (31) cotado a R$ 5,601, refletindo uma alta de R$ 0,011 (+0,19%). Durante o dia, a moeda alcançou R$ 5,62 no início da manhã, caiu para R$ 5,58 por volta do meio-dia e depois estabilizou-se em torno de R$ 5,60 até o final das negociações.
Com isso, o dólar apresentou uma alta de 3,07% ao longo de julho, o maior valor desde 4 de junho, e acumula uma queda de 9,37% no ano de 2025.
Desempenho da Bolsa de Valores
O índice Ibovespa fechou aos 133.071 pontos, com uma queda de 0,69%. O recuo mensal foi de 4,17%, caracterizando o pior desempenho desde dezembro. Esse resultado foi influenciado por uma combinação de fatores internos e externos.
Fatores de Influência
A valorização do dólar provocada por decisões do governo dos Estados Unidos, como a prorrogação das negociações com o México, afetou também o mercado financeiro brasileiro. O euro permaneceu estável, sendo negociado a R$ 6,39, ainda impactado pelo acordo comercial entre os EUA e a União Europeia.
No cenário interno, a definição da Taxa Ptax, taxa média do último dia útil do mês, pressionou a cotação do dólar. Esta taxa é essencial para a correção das reservas internacionais e da dívida do governo relacionada ao câmbio.
A pressão sobre a bolsa foi exacerbada pelo tom do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que não descartou a possibilidade de aumento das taxas de juros, caso a inflação se eleve nos próximos meses. A expectativa de juros mais altos frequentemente resulta na migração de investimentos da bolsa para produtos de renda fixa.
* com informações da Reuters
