Conflito em Gaza: 29 mortes em novos ataques israelenses
Entre a noite de sábado (12) e a madrugada de domingo (13), a Defesa Civil palestina registrou pelo menos 29 vítimas fatais em novos ataques israelenses na Faixa de Gaza. As negociações indiretas de cessar-fogo entre Israel e o Hamas permanecem estagnadas, com ambos os lados se acusando mutuamente de obstruir as discussões mediadas por Catar, Egito e Estados Unidos, que tiveram início em 6 de julho.
Vítimas do Conflito
De acordo com autoridades palestinas, entre os mortos estão crianças. No campo de refugiados de Nuseirat, ao centro do território, 10 pessoas foram mortas durante um ataque, sendo que oito faleceram perto de um ponto de distribuição de água potável logo pela manhã, segundo informações da organização de primeiros socorros.
Investigação em Andamento
O exército israelense, em declaração à AFP, informou que investiga as informações sobre as mortes. Diariamente, a Defesa Civil reporta novas fatalidades em decorrência dos bombardeios israelenses. Imagens divulgadas pela AFP mostram corpos, incluindo de crianças, sendo levados para hospitais de Gaza de forma quase cotidiana.
As restrições à mídia impostas por Israel dificultam o acesso da imprensa e a verificação independente das alegações de ambos os lados do conflito.
Negociações Arrastadas
Uma fonte palestina próxima às negociações revelou que o Hamas rejeitou completamente um plano israelense de cessar-fogo que permitiria a manutenção de suas forças em mais de 40% do território da Faixa de Gaza. A mesma fonte enfatizou que as negociações em Doha enfrentam “obstáculos e dificuldades”, sugerindo que a insistência de Israel em seu plano é um dos maiores entraves.
Conforme a fonte, Israel planeja aglomerar centenas de milhares de deslocados no sul de Gaza, possivelmente preparando o terreno para um deslocamento forçado da população em direção ao Egito ou outros países.
Questões Humanitárias e Possível Flexibilidade
Outra fonte palestina mencionou que há “progresso” em relação à entrada de ajuda humanitária em Gaza e à troca de reféns por prisioneiros palestinos detidos por Israel. Uma autoridade israelense refutou as acusações e afirmou que Israel se mostra flexível nas negociações, enquanto a mídia local indica que um novo plano de retirada das tropas israelenses pode ser apresentado em Doha.
A autoridade israelense acusou o Hamas de não estar disposto a firmar um acordo e de realizar uma “guerra psicológica” para sabotar o diálogo.
Reuniões em Tel Aviv
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou recentemente os objetivos do governo: libertar os reféns ainda em cativeiro, desarmar o Hamas e expulsar o grupo de Gaza. Em Tel Aviv, milhares de manifestantes se reuniram, como é habitual aos sábados à noite, para exigir a devolução dos reféns. “A janela de oportunidade para trazer todos os reféns para casa está aberta por enquanto, mas não por muito tempo”, alertou Eli Sharabi, um ex-refém libertado.
