O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se manifestou sobre a recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma taxa de 50% sobre as exportações brasileiras para os EUA. Segundo Eduardo, essa medida reflete os “abusos” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seria improvável caso seu pai, Jair Bolsonaro, estivesse no poder.
Ataque às exportações brasileiras
Eduardo Bolsonaro destacou que o diálogo entre autoridades brasileiras e o governo Trump tem sido constante, visando apresentar a realidade do Brasil. “A carta do presidente dos Estados Unidos apenas confirma o sucesso na transmissão daquilo que viemos apresentando com seriedade e responsabilidade”, declarou em nota.
O parlamentar ressalta que a decisão de Trump demonstra uma avaliação negativa do relacionamento comercial e institucional entre os países. “O relacionamento deixou de ser equilibrado e benéfico aos EUA e precisa ser reavaliado”, afirmou.
Contexto das tarifas comerciais
- Trump sempre manifestou a intenção de alterar tarifas comerciais, especialmente em relação ao Brasil e aos países do bloco Brics.
- A respeito de Jair Bolsonaro, Trump chegou a ameaçar tarifas de 100% caso os países não se adequassem aos interesses dos EUA.
- Na quarta-feira (9/7), o presidente americano afirmou que o Brasil não está “sendo bom” para os EUA.
Eduardo Bolsonaro argumenta ainda que a atuação de Moraes tem um respaldo político maior, que facilitaria uma “escalada autoritária”. “A partir de 1º de agosto, empresas brasileiras que desejarem acessar o maior mercado consumidor do planeta estarão sujeitas ao que se pode chamar de Tarifa-Moraes”, ressaltou.
Interferência nas ações penais
O ministro Alexandre de Moraes criticou Eduardo Bolsonaro, alegando que o deputado continua adotando medidas para interferir nos processos judiciais que envolvem seu pai, que é réu em ação penal. Em despacho recente, Moraes apontou uma postagem de Eduardo no X (plataforma) como uma tentativa de influenciar o andamento do processo, que inclui acusação de tentativa de golpe de Estado.
A nova tarifação de Trump
Na quarta-feira, Trump anunciou oficialmente a nova taxa de 50% sobre exportações brasileiras, com vigência a partir de 1º de agosto. A decisão foi comunicada por meio de uma carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A aplicação da taxa será independente de tarifas setoriais já existentes, como as que impactam o aço e o alumínio brasileiros. Em abril, o Brasil já havia enfrentado um aumento nas tarifas, que havia sido de 10%. Produtos que tentarem contornar a nova taxa estarão sujeitos a uma adaptação tarifária mais severa.
Trump justificou sua decisão afirmando que se deve a “ataques insidiosos” contra as eleições livres no Brasil e criticou o histórico de julgamento de Jair Bolsonaro, chamando-o de “caça às bruxas”. Ele ressaltou que não haverá tarifas para produtos fabricados nos EUA, caso empresas brasileiras optem por construir ou fabricar localmente.
A situação mantenha um cenário de tensão nas relações comerciais entre Brasil e EUA, com Trump solicitando uma revisão do relacionamento que considera injusto, e prometendo investigação sob a Seção 301 em relação às práticas comerciais brasileiras.
