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Copel adquire 100% da Usina Mauá da Eletrobras

A Copel e a Eletrobras finalizaram uma negociação de troca de ativos que resulta na transferência de 49% da participação da Eletrobras CGT Eletrosul na Usina Hidrelétrica Jayme Canet Junior, ou Usina Mauá, para a companhia paranaense. Com a conclusão do negócio, a Copel agora é detentora de 100% da usina, que desempenha papel crucial no setor elétrico do Paraná.

Detalhes da Usina Mauá

Situada no Rio Tibagi, entre os municípios de Telêmaco Borba e Ortigueira, a Usina Mauá, em operação desde 2012, possui uma potência de 363 megawatts. Essa capacidade é suficiente para atender ao consumo de aproximadamente 1 milhão de pessoas. Antes da transação, a Copel já era responsável pela operação do empreendimento, detendo 51% de participação.

Importância da Hidrelétrica

O presidente da Copel, Daniel Slaviero, ressaltou a relevância da usina para a região e para o sistema elétrico brasileiro. Ele destacou que a Mauá é a maior hidrelétrica da Bacia do Rio Tibagi e da região Central do Paraná, com um reservatório que desempenha uma função crucial no armazenamento de água, contribuindo para a geração de energia e a regularização das vazões. Isso ajuda a mitigar os impactos de estiagens prolongadas e a minimizar os efeitos de cheias.

Outros Ativos Transferidos

Com a finalização da troca no dia 30 de setembro, a Copel também assume 49,9% da Eletrobras na empresa Mata de Santa Genebra, que possui a concessão de 887 km de linhas de transmissão de energia e uma subestação em São Paulo. A Copel já conta com equipes que atuam na manutenção das instalações integrantes do Sistema Interligado Nacional.

Contrapartida e Investimento

Como parte do acordo, a Copel transferiu a totalidade da Usina Hidrelétrica Colíder, localizada em Nova Canaã do Norte (MT), para a Eletrobras. Além disso, o contrato envolveu um pagamento em caixa de R$ 196,6 milhões à Eletrobras, incluindo ajustes relacionados à geração de caixa dos ativos e recebimento de dividendos.

Impactos na Estrutura da Copel

Com as mudanças, o desembolso total da companhia atinge R$ 365 milhões, conforme estipulado inicialmente. As alterações na titularidade dos ativos serão formalizadas por meio da assinatura de aditivos aos contratos de concessão. Slaviero finalizou afirmando que essa reestruturação visa simplificar a estrutura operacional e administrativa da Copel, concentrando as equipes nas áreas de maior relevância, com o intuito de aumentar a eficiência.

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