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7 curiosidades sobre a vina em Curitiba: por que os curitibanos chamam salsicha assim?

vina

Quem visita Curitiba pela primeira vez provavelmente estranha quando alguém menciona um “cachorro-quente com vina“. Mas para quem nasceu ou vive na capital paranaense, a palavra vina faz parte do vocabulário desde a infância — seja no lanche da escola, no cachorro-quente de rua ou nos famosos enroladinhos de festa. Mas afinal, por que os curitibanos chamam a salsicha de vina?

A origem da palavra vina

A resposta para essa dúvida está na história da imigração em Curitiba. A cidade, conhecida por sua forte colonização europeia, recebeu ao longo dos séculos imigrantes de diversas origens, incluindo alemães, italianos, ucranianos, poloneses e japoneses. Esse mosaico cultural influenciou desde a arquitetura e a culinária até o jeito de falar do curitibano.

Foi justamente por influência dos imigrantes alemães que o termo vina surgiu. Eles trouxeram para o Brasil um tipo específico de salsicha chamado Wienerwurst, que pode ser traduzido como “salsicha de Viena” (em alemão: Wien = Viena; Wurst = salsicha). Em algumas regiões da Alemanha e da Áustria, essa salsicha é também conhecida como Frankfurter, nome da cidade de origem alternativa do embutido.

Ao chegar em Curitiba, os outros povos — que não falavam alemão — tinham dificuldade em pronunciar a palavra Wiener. A fonética da palavra alemã é semelhante a “víner”, o que acabou se transformando na forma abrasileirada e mais simples: vina.

Assim, ao invés de pedir uma salsicha no cachorro-quente, em Curitiba, pede-se uma vina, e isso se tornou uma marca registrada da cultura local.

Vina

A vina na culinária curitibana

A vina não é apenas um nome curioso — ela também é protagonista de um dos lanches mais tradicionais de Curitiba: o cachorro-quente com purê e vina. Servido em barraquinhas espalhadas pela cidade, esse lanche é conhecido por levar, além da salsicha, purê de batata, milho, ervilha, batata-palha e, muitas vezes, até ovo de codorna.

Esse estilo curitibano de preparar o cachorro-quente é motivo de orgulho local e faz parte da identidade gastronômica da cidade. Diversos pontos conhecidos, como as barraquinhas do Largo da Ordem ou os trailers nas praças dos bairros, são famosos por servir o lanche com aquela vina saborosa e acompanhamentos generosos.

Além do cachorro-quente, a vina também aparece em pratos de festa, como o enroladinho de salsicha com massa folhada, muito comum em aniversários e confraternizações. Isso reforça ainda mais a presença da vina na cultura alimentar da cidade.

O uso regional da palavra vina

É importante destacar que o uso do termo vina é quase exclusivo da Região Metropolitana de Curitiba. Em praticamente todas as outras partes do Brasil, a palavra correta e mais comum continua sendo salsicha. Por isso, é comum ver turistas confusos ao ouvir um curitibano usando a palavra vina, achando que se trata de outro ingrediente.

Inclusive, a palavra virou até mesmo uma forma de identificar um curitibano “raiz”. Em piadas e memes regionais, dizer vina é como uma espécie de senha de pertencimento à capital paranaense.

Curiosidade linguística: como se pronuncia Wienerwurst?

Para os mais curiosos, vale lembrar que a pronúncia correta da palavra alemã Wienerwurst é algo próximo de “víner-vurst”. A palavra Wiener vem de Wien, que é o nome de Viena em alemão. Portanto, a “salsicha vienense” virou vina em Curitiba — um exemplo interessante de como as línguas evoluem e se adaptam no cotidiano.

Onde encontrar a melhor vina em Curitiba?

Você pode encontrar vinas de diferentes marcas nos supermercados da cidade, como a tradicional Perdigão Viena, que inclusive reforça no nome sua origem. Mas o melhor mesmo é provar a vina em um cachorro-quente típico curitibano, servido com purê, molho bem temperado e muito carinho pelas mãos dos comerciantes locais.

Busão Curitiba também fala vina!

O Busão Curitiba é o seu portal essencial para ficar por dentro de tudo o que acontece em Curitiba e na Região Metropolitana. Da previsão do tempo aos eventos culturais, passando por curiosidades como essa da palavra vina, o portal é referência em conteúdo local.

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