90% dos municípios do Paraná tiveram saldo positivo de empregos entre janeiro e maio de 2021

No Paraná, 360 dos 399 municípios tiveram saldo positivo de empregos com carteira assinada nos primeiros meses de 2021, o que representa 90%. O saldo de 103.432 novos empregos alcançado pelo Estado, quarto maior indicador do País, mostra que há uma distribuição homogênea em todo o Estado.

Os dados estão no novo levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, divulgado nesta quinta-feira (1º). O balanço ainda aponta que cinco municípios tiveram um empate entre novas admissões e desligamentos e 34 apresentaram saldo negativo.

No acumulado do ano, Curitiba é o destaque, com 23.393 vagas abertas. A Capital é seguida por Cascavel (5.161), Maringá (4.613), Londrina (3.322), Toledo (3.049), Araucária (3.003), São José dos Pinhais (2.700), Pato Branco (1.995), Ponta Grossa (1.841) e Apucarana (1.818).

Mas as vagas também estão distribuídas em pequenos municípios de todas as regiões, como Altônia (192), no Noroeste; Bituruna (363), no Centro-Sul; Imbituva (441), nos Campos Gerais; Marmeleiro (203), no Sudoeste; Santo Antônio da Platina (112), no Norte; e Santa Tereza do Oeste (173), no Oeste.

“São cinco meses consecutivos de alta na geração de empregos no Paraná. Somos um Estado muito forte economicamente, e esse resultado mostra que, mesmo durante a pandemia, a gente continua crescendo”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Estamos atraindo novos investimentos e também estimulando a atividade econômica com obras, crédito e benefícios fiscais”.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, que abrange de junho de 2020 a maio de 2021, o resultado é ainda melhor entre os municípios. Dos 399, 368 tiveram saldo positivo, o equivalente a 92,2% do total do Estado. Dois municípios tiveram saldo zero e 29 saldo negativo. 

Entre as cidades com melhor desempenho no período estão Curitiba (49.681), Maringá (8.642), Cascavel (7.913), Ponta Grossa (7.812), Londrina (7.473), São José dos Pinhais (4.498), Toledo (3.994), Arapongas (3.882), Araucária (3.685) e Umuarama (3.506). Os municípios pequenos também se destacaram, como Santa Helena (332), no Oeste; Tunas do Paraná (247), na RMC; Araruna (405), no Centro-Oeste; e Jaguapitã (440), no Norte

MAIO 

O resultado acumulado foi alcançado porque o indicador de maio também é positivo. O mês teve saldo de 15.884 contratações, número 111,65% maior com relação ao mesmo período do ano passado, quando foram cerca de 26 mil vínculos encerrados.

Neste período, o Paraná foi o melhor estado da Região Sul, à frente de Santa Catarina (13.587) e Rio Grande do Sul (7.458). No País, o Paraná ocupa o 4º lugar na geração de empregos, ficando atrás de São Paulo (104.707), Minas Gerais (32.009) e Rio de Janeiro (17.610). 

Entre os municípios paranaenses, 277 dos 399 (69,4%) abriram novas vagas em maio. 17 tiveram saldo igual a zero, enquanto 105 tiveram maior número de demissões.

Curitiba lidera o ranking dos melhores resultados, com saldo de 5.892 novos empregos. Na sequência estão Maringá (1.163), Toledo (853), Araucária (728), Cascavel (650), Umuarama (389), São José dos Pinhais (384), Foz do Iguaçu (252), Paranavaí (214) e Colombo (197).

Os pequenos também ficaram no azul: Ibaiti (52), no Norte Pioneiro; Jandaia do Sul (74), no Vale do Ivaí; e São João do Triunfo (51), nos Campos Gerais.

CAPITAIS 

Entre as 27 capitais brasileiras, Curitiba ficou em segundo lugar no saldo acumulado de janeiro a maio. Com as 23.393 vagas, a cidade foi ultrapassada apenas por São Paulo, que lidera com saldo de 153.460 empregos.

Já no recorte do mês de maio, a capital paranaense também figura entre os primeiros lugares. Com saldo de 5.892 empregos, Curitiba fica na quarta posição, atrás de São Paulo (43.062), Rio de Janeiro (8.513) e Belo Horizonte (6.817).

Curitiba volta ao segundo lugar quando se considera o acumulado dos últimos doze meses (junho de 2020 a maio de 2021). Enquanto São Paulo lidera com saldo de 263.125 empregos, Curitiba vem na sequência, com saldo de 49.681 empregos no período

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Petrobras anuncia reajustes de 6,3% na gasolina e 3,7% no diesel

Após mais de dois meses sem reajuste, o preço do diesel nas refinarias da Petrobras subirá 3,7% a partir desta terça-feira (6). A estatal anunciou ainda aumento de 6,3% no preço da gasolina. Os reajustes acompanham a alta das cotações internacionais do petróleo.

Segundo a estatal, o litro do óleo diesel será vendido por suas refinarias a um preço médio de R$ 2,81, alta de R$ 0,10. Já a gasolina sairá, em média, por R$ 2,69, R$ 0,13 a mais do que o valor vigente até esta segunda-feira (5).

O anúncio ocorre em um momento de questionamentos no mercado sobre a política de preços da estatal, que começou a observar prazos mais longos antes de decidir por mudanças. Na sexta (2), a Ativa Investimentos publicou relatório apontando defasagem de 20% no preço da gasolina.

“Pelo que estamos acompanhando, tal reajuste não deverá ser dado pela Petrobras tão em breve, uma vez que a companhia tem esperado intervalos maiores para reajustar os preços”, escreveu o economista-chefe da Ativa, Étore Sanchez.

Nesta segunda, pouco antes do anúncio da Petrobras, a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) havia calculado as defasagens em 12% na gasolina e 7% no diesel. A entidade lembrou que a última mudança no preço do diesel ocorreu há 66 dias.

Nesse meio tempo, as cotações internacionais do petróleo dispararam, levando o Brent, referência internacional negociada em Londres, a superar a barreira dos US$ 75 por barril pela primeira vez desde 2018. Na sexta, a cotação estava em US$ 76,17.

“Se não houver o reajuste, será uma sinalização muito ruim para o mercado”, disse antes do anúncio o presidente da entidade, Sérgio Araújo. Após o reajuste, diz a Abicom, as defasagens cairão para 7% na gasolina e 3% no diesel.

O último reajuste anunciado pela empresa foi uma redução de 2% no preço da gasolina, no dia 11 de junho, quando as cotações internacionais já vinham em alta. Na ocasião, a companhia anunciou também aumento de 6% no preço do gás de cozinha.

Um dia antes, o jornal Folha de S.Paulo publicou levantamento feito pelo Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) que já indicava que a estatal vem evitando repasses imediatos das volatilidades externas após a mudança no comando da companhia.

Os dados mostram, por exemplo, que a empresa deixou de acompanhar um repique nas cotações internacionais no início de maio, quando o preço médio praticado em suas refinarias chegou a ficar R$ 0,08 por litro abaixo do valor de referência calculado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

A estatal diz que não alterou sua política de preços. “A Petrobras monitora permanentemente o mercado e, a partir de uma percepção de realinhamento de patamar, seja de câmbio, seja de cotações internacionais de petróleo e derivados, realiza reajustes de preço”.

A percepção de que a empresa está observando prazos mais longos ocorre após a substituição de Roberto Castello Branco, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro em meio à escalada dos preços no início do ano, em um processo conturbado que derrubou as ações da companhia e levou a uma debandada inédita no conselho de administração da estatal.

Para seu lugar, Bolsonaro nomeou o general Joaquim Silva e Luna, que estava em Itaipu Binacional e assumiu defendendo que buscaria reduzir a volatilidade, mas prometendo “conciliar interesses de consumidores e dos acionistas”.

O repasse dos reajustes desta terça aos consumidores depende de políticas comerciais de postos e distribuidoras de combustíveis. Segundo a estatal, seus preços de venda representam 54% do valor de bomba do diesel e 32% do preço final da gasolina.

Informações Banda B

Auxílio emergencial pode ser renovado após outubro se pandemia persistir, diz Guedes

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta sexta-feira (25) que o governo poderá renovar o auxílio emergencial depois de outubro, caso a pandemia continue fora de controle.

Em audiência na Comissão Temporária da Covid no Senado, Guedes afirmou que “quem dirige o auxílio emergencial não é a economia, nem sequer a política, quem dirige o auxílio emergencial é a pandemia”.

“Se a pandemia continuasse fora de controle em setembro, outubro, novembro vamos ter que renovar o auxílio emergencial. Mas não é a expectativa no momento. Nas palavras do ministro Queiroga [Saúde], estaríamos num ambiente de controle da pandemia, com a pandemia sob controle”, explicou o ministro.

Guedes voltou a garantir que o benefício será estendido por mais três meses. Segundo ele, o prazo leva em conta a expectativa de vacinação da população brasileira.

“O auxilio que terminaria em 31 de julho segue agosto, setembro e outubro. Outubro é o mês que todos os governadores estão dizendo que terão vacinado toda a população adulta brasileira”, disse.

Guedes não detalhou como vai efetivar a proposta. A tendência é que o governo edite uma Medida Provisória para estender o auxílio. A ideia é manter o público beneficiado e os valores das parcelas. Hoje o benefício varia de acordo com a composição familiar, com parcelas que variam de R$ 150 a R$ 375 por mês.

Na rodada atual, cada parcela da assistência tem custo estimado de R$ 9 bilhões. Portanto, a prorrogação deve ter impacto de R$ 27 bilhões às contas do governo federal.

De acordo com técnicos do Ministério da Economia, cerca de R$ 7 bilhões devem sobrar dos pagamentos. Desse modo, o novo ciclo deve exigir uma liberação adicional de R$ 20 bilhões.

No dia 14 de junho, o ministro já havia afirmado ao jornal Folha de S.Paulo que o auxílio emergencial seria prorrogado por três meses. Segundo ele, a decisão considerava que a população adulta estará vacinada contra a Covid-19 até outubro.

De acordo com Guedes, o presidente Jair Bolsonaro iria bater o martelo sobre a medida após se informar com o Ministério da Saúde e receber a decisão do Ministério da Cidadania, que é responsável pela gestão do programa.

Logo após a declaração de Guedes, Bolsonaro disse que irá turbinar o Bolsa Família, programa criado na gestão do PT, e estender o pagamento do auxílio emergencial.

Bolsonaro confirmou em entrevista que o Ministério da Economia está estudando o pagamento de “mais duas ou três parcelas” do auxílio emergencial após o fim da rodada atual, que termina em julho.

“Mais duas ou três parcelas, está faltando só esse ‘finalmente’ aí, de auxílio emergencial de média de R$ 250. Média”, afirmou Bolsonaro em entrevista à SIC TV, afiliada da RecordTV em Rondônia, no dia 15 de junho.

A liberação dos recursos será feita por meio de crédito extraordinário, mecanismo usado em situações consideradas urgentes e imprevisíveis. Essa despesa não é contabilizada no teto, regra que limita as despesas do governo.

“No tocante ao Bolsa Família, tivemos uma inflação durante a pandemia no tocante aos produtos da cesta básica em torno de 14%, você teve item que subiu até 50%, sabemos disso daí”, disse.