7 países mais alfabetizados do mundo… e o que eles nos ensinam

A alfabetização da população é um índice que faz toda a diferença para que um país se torne uma nação desenvolvida. Em um planeta onde quase 800 milhões de pessoas não sabem ler e escrever, quais países são modelos de alfabetização?

De acordo com relatório do Central Intelligence Agency (CIA), o serviço de inteligência estadunidense, cerca de 76% dos 789 milhões de analfabetos do mundo estão concentrados em 9 países:

  • Índia
  • China
  • Paquistão 
  • Bangladesh 
  • Nigéria
  • Etiópia
  • Egito 
  • Indonésia
  • República Dominicana 

Na contramão, há países com 100% de sua população alfabetizada. Há algo em comum na dinâmica de ensino aplicada entre esses países?

Continue lendo este artigo do Quero Bolsa e entenda mais sobre o assunto. 

O que é analfabetismo? 

As pessoas analfabetas são as que não sabem ler e escrever. Ou seja, as que não desenvolveram a habilidade de compreender e se expressar por meio da escrita. 

Tendo isso em consideração, a taxa de analfabetismo é o índice que determina a fatia da população que tem mais de 15 anos e não sabe ler e nem escrever. Um problema que atinge, principalmente, os países subdesenvolvidos. 

Por que isso é um problema de desenvolvimento? Porque um país não consegue crescer e se tornar uma nação desenvolvida com tantas pessoas fora da escola. 

Analfabetismo funcional 

Há ainda as pessoas que conseguem assinar os próprios nomes, ler algumas palavras, mas não são capazes de compreender um texto inteiro, um livro, notícia ou resolver uma questão simples de matemática. 

Essas pessoas são os analfabetos funcionais. Este grupo, apesar de demonstrar algumas poucas habilidades de alfabetização, não tem capacidade de interpretar ou se expressar por escrito. 

Brasil entre os maiores índices de analfabetismo do mundo 

Nos países subdesenvolvidos, os dados de analfabetismo são preocupantes. E o Brasil está entre eles. 

O último relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), mostra dados alarmantes.

Os 10 países mais analfabetos do mundo representam 72% do total mundial. Além disso, entre 2000 e 2011, a taxa de analfabetismo caiu apenas 1%. 

Veja os 10 países com maior índice de analfabetismo:

  • 1.        Índia – 287,3 milhões de analfabetos (22,5% da população)
  • 2.       China – 52,3 milhões de analfabetos (3,85% da população)
  • 3.       Paquistão – 49,5 milhões de analfabetos (26,7% da população)
  • 4.       Bangladesh – 44,1 milhões de analfabetos (28,5% da população)
  • 5.       Nigéria – 41,8 milhões de analfabetos (24,4% da população)
  • 6.       Etiópia – 26,8 milhões de analfabetos (30,3% da população)
  • 7.       Egito – 15,6 milhões de analfabetos (18,2% da população)
  • 8.       Brasil – 13,9 milhões de analfabetos (6,95% da população)
  • 9.       Indonésia – 12,8 milhões de analfabetos (5,17% da população)
  • 10.     República Democrática do Congo – 12,4 milhões de analfabetos (17,4% da população)

Fonte: Dados disponíveis em http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/education/education-for-all/

Na contramão: Os 7 países com maior índice de alfabetização no mundo

Há também quem tenha conseguido sanar o problema da alfabetização da população. E mais do que isso, os países que chegaram a este ponto naturalmente aparecem entre os mais desenvolvidos do mundo. 

Não por coincidência, entre as 7 nações com maiores índices de alfabetização, há um forte ponto em comum: o investimento do PIB na educação. 

Também segundo o relatório do CIA World Factbook, os países com as maiores taxas de alfabetização são: 

1 – Andorra

Andorra tem 100% de sua população virtualmente alfabetizada. Para que isso fosse possível, o governo implementou leis e regras tornando a educação compulsória. 

Além disso, o governo de Andorra oferece educação gratuita até o nível secundário. Soma-se a isso ainda, o fato de que grande parte do Produto Interno Bruto (PIB) do país é gasto em educação.

2 – Finlândia 

Assim como Andorra, a Finlândia destina uma fatia expressiva do seu PIB para a educação. O país gasta 7% dos recursos no setor educacional. 

Dessa forma, a Finlândia também tem 100% dos seus habitantes maiores de 15 anos alfabetizados. 

3 – Groenlândia 

A Groenlândia também tem 100% de seus cidadãos com mais de 15 anos alfabetizados. Este é mais um país que destina uma fatia expressiva do seu PIB para a educação. 

Inclusive, o sistema de vocação educacional do país foi estabelecido ainda nos anos 1980. Dessa maneira, gera profissionais com conhecimentos práticos. 

4 – Liechtenstein 

Liechtenstein implementou fortes políticas para o sistema de educação em 1971 e colhe os frutos dessa atitude. 

O fortalecimento das instituições educacionais do país resultou em uma taxa de 100% de alfabetização. 

Vale lembrar que, em 2004, Liechtenstein fez alterações nessas políticas educacionais. As mudanças contornaram um decreto para adicionar mais instituições de ensino para atender alunos com deficiência psicológica. 

5 – Luxemburgo 

Luxemburgo também ostenta um índice de 100% de alfabetização de sua população. Além disso, o país tem ainda o fator trilíngue em sua educação. Lá, os cidadãos são alfabetizados em inglês, alemão e francês. 

6 – Noruega 

Outra nação com 100% de alfabetizados, a Noruega tem uma “expressão-chave” para o alto índice: educação gratuita. 

Com um sistema educacional sustentável bem estabelecido, o país oferece educação básica e superior gratuitas. 

Além disso, esse sistema não atende apenas os nativos, mas também estrangeiros. Quem busca ensino superior na Noruega também pode consegui-lo sem custos. 

7 – Azerbaijão 

O Azerbaijão é o 7º país da lista e o 1º fora dos 100% na taxa de alfabetização. Mas por muito pouco. O país tem 99,8% de alfabetizados e isso se deve a uma revolução no sistema educacional. 

A mudança expressiva teve início durante o período soviético. Nesta época, foram estabelecidas muitas escolas e universidades. 

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Como as telas implicam na vida das crianças

Um estudo da American Academy Of Child e Adolescent Psychiatry (AACAP), mostrou que crianças americanas, com idade entre 8 a 12 anos, passam de quatro a seis horas usando telas. Já quando se trata de adolescentes, esse tempo passa para até nove horas.

As crianças estão cada vez mais expostas às telas, sejam elas de celular, tablet ou até mesmo da TV. É importante reforçar que, como tudo na vida, a tecnologia também deve ser usada com moderação. Ela traz muitos benefícios quando bem usada e quando usada em excesso pode fazer mal.

Vale ressaltar que os jogos digitais estimulam a criatividade e o raciocínio lógico das crianças. Dependendo do jogo, pode até despertar mais interesse por alguma matéria escolar.

É na primeira infância quando a gente mais se desenvolve. Pensando nos pequenos, os jogos voltados para eles devem ser mais lúdicos e com as músicas mais baixas para não afetar a audição. Os jogos estimulam muitos neurotransmissores. Isso faz com que a criança queira jogar cada vez mais.

Por isso, os pais devem limitar um tempo para que elas joguem sem ter prejuízos no desenvolvimento. Lembre-se que a criança precisa ter contato social. Os responsáveis devem evitar jogos com muito barulho e sem objetivo. Verifique a faixa etária dos jogos e veja se eles se adequam a idade do seu filho.

É importante reforçar que já há trabalhos que correlacionam o uso de telas com atraso de linguagem. Isso é muito preocupante e por isso a necessidade de um limite de tempo é necessária. Quando esse atraso acontece na fase de alfabetização, essa criança também pode ter uma demora para aprender a ler e escrever.

Então, aproveite e limite o tempo de uso de tecnologias. Além disso, incentive-o a praticar esportes, participar de jogos coletivos e interagir socialmente com outras crianças para que ela se desenvolva da forma correta e sem prejuízos.

(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber (https://institutoneurosaber.com.br/), autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem, palestrante, especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniFil Londrina e em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação ISPE-GAE São Paulo, além de ser Mestra e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie. 

Site Toda Matéria vai eleger melhor professor do Brasil 

Site Toda Matéria vai eleger melhor professor do Brasil    Primeira edição do prêmio “Professor do Ano” vai reconhecer destaque do ensino fundamental e médio. Comunidade escolar pode indicar os mestres preferidos até 11 de novembro.   Um dos sites de conteúdo educativo mais acessados pelos estudantes brasileiros vai premiar o professor que se destacou em sala de aula. Quem indica os docentes que merecem concorrer ao título do Toda Matéria é a comunidade escolar: a comissão julgadora aceita indicações de alunos, ex-alunos, pais e profissionais da educação que tenham presenciado os feitos do indicado. A primeira edição do “Toda Matéria – Professor do Ano” recebe inscrições por meio de formulário online até 11 de novembro. O vencedor será anunciado em dezembro. Computador, smartphone e uma viagem fazem parte da premiação. 
 
Podem concorrer professores de ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas de todo Brasil. “A proposta é dar destaque aos docentes que, de alguma forma, fizeram a diferença. A dinâmica que criamos para indicação faz com que o verdadeiro reconhecimento venha da própria comunidade escolar”, ressalta Paulo Stenzel, head de marketing da 7 Graus, que é a empresa que administra o Toda Matéria. Os indicados serão avaliados por um time de especialistas em educação que compõem o júri. Há apenas uma categoria premiada e até cinco menções honrosas. 

Mecânica
Nenhum profissional pode se autoindicar, mas é possível que a mesma pessoa indique vários professores, desde que seja usado um formulário avulso para cada nova inscrição. O regulamento está disponível no site todamateria.com.br. A participação é gratuita. 
 
Premiação
O resultado final do concurso será divulgado no dia 16 de dezembro na página online do prêmio: todamateria.com.br/professor-do-ano. O prêmio ao vencedor será composto por: 1 troféu/certificado oficial do Prêmio Toda Matéria; 1 computador portátil; 1 smartphone e 1 vale de viagem. O prêmio “Menções Honrosas” será composto por: 1 certificado atribuído pelo Toda Matéria e 1 voucher para compra de livros. 

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