53% dos acidentes de trânsito em Curitiba envolvem motociclistas, aponta estudo

Um levantamento feito pelo Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) sobre o envolvimento de motociclistas em acidentes neste primeiro semestre em Curitiba demonstra que dos 2.267 ocorridos, 1.206 tiveram envolvimento direto de motos, cerca de 53,2% dos casos.

Os acidentes de trânsito com motocicletas foram 2,02% maiores do que no mesmo período do ano passado, que teve 1.136 registros. O balanço do semestre indica ainda que 19 pessoas morreram, sendo que no mesmo período de 2020 foram oito, aumento de 162,5%.

De acordo com a porta-voz da PM, tenente Jaqueline Mayra Tonelli, com base num levantamento do Departamento de Trânsito do Estado (Detran), a estimativa é que existem 164.128 motocicletas e motonetas em circulação na Capital, cerca de 11,05% de toda a frota da cidade, que já é de 1.485.557. No entanto, esse pequeno grupo foi responsável por 65,8% de todos os acidentes com vítimas nos primeiros seis meses deste ano.

“Notamos uma maior circulação de motos nas vias devido ao aumento dos serviços de delivery durante a pandemia. É uma hipótese de explicação”, disse. “E os dados são preocupantes. Nos alertam para intensificarmos operações e fiscalizações para prevenir acidentes, mas é algo que também deve pautar a discussão com a sociedade”.

PERFIL 

Para entender melhor quem são os condutores que se envolvem em acidentes, o BPTran também fez uma análise qualitativa de cada ocorrência, verificando características das vítimas. O estudo revela que o público masculino, com idade entre 18 e 40 anos, é o que mais se envolve em acidentes graves e com morte. O levantamento demonstra que 12 das 19 mortes pertenciam a esta faixa etária, assim como 633 dos 934 feridos.

“Ainda temos que trabalhar muito com a questão da educação no trânsito, pois temos dados ainda muito alarmantes e que demandam o envolvimento maior não só do poder público, mas também da sociedade como um todo, para evitar que mais vidas se percam no trânsito”, afirmou a tenente Tonelli.

“Os motociclistas precisam se preocupar mais com relação ao uso dos equipamentos obrigatórios de segurança, não apenas pensando na legislação mas, acima de tudo, na sua própria segurança e na segurança coletiva das rodovias e ruas das cidades”, complementou o diretor-geral do Detran, Wagner Mesquita.

CUIDADO CONSTANTE 

As recomendações de segurança para evitar acidentes de trânsito abrangem a direção, o uso de equipamentos adequados e, principalmente, o respeito ao próximo. A tenente Tonelli explica que o comportamento responsável de quem está na condução de uma motocicleta ou de outro tipo de veículo faz toda a diferença para minimizar o risco de acidentes e vítimas.

“Nosso papel é de fiscalizar e orientar, mas o trânsito envolve toda a sociedade e somente com a colaboração de todos esse ambiente será mais seguro”, disse.

Um exemplo de medida que exige cautela dos condutores de motos são os corredores entre veículos frequentemente usados pelos motociclistas para fugir de congestionamentos. “Existe um perigo grande quando se trafega entre veículos em movimento e, por isso, o BPTran recomenda que os condutores evitem essa prática, pois podem causar acidentes graves”, destacou a tenente.

O uso de capacete, além de ser item obrigatório, precisa estar ajustado e afivelado, com a viseira baixada. Os cuidados com a moto também são importantes, principalmente com relação às luzes de sinalização e sistema de freios em dia. Há ainda alguns recursos que podem ser adicionados, como a antena corta fio, que protege o piloto de fios de cerol ou outros tipos de objetos que possam atingi-lo durante a condução da moto.

“O BPTran está nas ruas para fazer fiscalizações, mas também para promover blitzes educativas e outras campanhas para que as pessoas tenham mais conscientização no trânsito. Contamos com apoio de instituições e de organizações da sociedade civil organizada que se preocupam com a segurança do trânsito, mas sobretudo é com o apoio do cidadão que contamos para que possamos reduzir os índices de vítimas e mortes na cidade”, afirmou a tenente.

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Anvisa aprova estudo de universidade de Curitiba para tratamento da Covid

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o estudo clínico da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) de um produto de terapia celular avançada para tratamento de pacientes com pneumonia viral em decorrência da Covid-19. O ensaio clínico faz parte de um dos projetos de pesquisa aprovados no edital interno da PUCPR, lançado em 2020, que contou com o subsídio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Contemplada pelo mesmo edital, outra pesquisa que avalia o estado de portador do vírus de cães e gatos domésticos apresentou resultados recentemente.

Em 2020, a instituição de ensino superior selecionou um total de 13 projetos, dos quais seis já tiveram divulgados resultados parciais ou conclusivos. De acordo com a diretora de pesquisa da PUCPR, Vanessa Sotomaior, alguns estudos já estavam em andamento e, com o auxílio do BRDE, foi possível concluí-los ou garantir a continuidade do projeto.

“A PUCPR com sua área de pesquisa científica vem contribuindo com estudos sobre o coronavírus, além de projetos humanitários que auxiliam a sociedade a enfrentar essa crise”, disse Vanessa.

Para o vice-presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, a divulgação de avanços nestas pesquisas contribuem para confirmar o caráter de responsabilidade social dos patrocínios executados pelo banco. “Estamos felizes, não só pelo arrefecimento da pandemia, mas também pela contribuição dos pesquisadores da nossa região com o conhecimento científico global acerca dessa doença”, afirmou.

Esta é a segunda iniciativa bem-sucedida entre BRDE e a PUCPR. A primeira foi com o BRDE Labs, programa desenvolvido em parceria com a Hotmilk – Ecossistema de Inovação da PUCPR, que selecionou projetos inovadores de startups voltados às demandas de agroindústrias paranaenses.

TERAPIAS AVANÇADAS  Coordenada pelo professor da Escola de Medicina da PUCPR, Paulo Roberto Slud Brofman, a pesquisa em humanos avalia o potencial terapêutico das células-tronco mesenquimais (CTM) para tratamento de pacientes com síndrome respiratória aguda grave decorrente do novo coronavírus.

Serão incluídos no estudo 60 pacientes com pneumonia viral causada por Sars-CoV-2 confirmado por testes RT-PCR, em situação moderada ou grave. O protocolo inclui a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pelos pacientes.

Participarão da pesquisa o Hospital do Trabalhador, o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, todos de Curitiba, além do Hospital Espanhol (Salvador), Hospital de Clínicas de Porto Alegre e do Instituto Nacional de Cardiologia (Rio de Janeiro).

Os produtos de terapias avançadas são desenvolvidos à base de células ou genes humanos, considerados medicamentos especiais, e necessitam de registro sanitário na Anvisa. O uso desses produtos sem a autorização da Agência pode colocar as pessoas em grave risco e configura infração sanitária e penal.

Para uso clínico na população, é necessário que haja a comprovação inequívoca da segurança, eficácia e qualidade dos produtos. Durante a fase de desenvolvimento e por meio de pesquisas controladas definem-se as indicações clínicas, as principais reações adversas observadas, os cuidados especiais com o paciente durante e após o uso, bem como os atributos críticos da qualidade do produto.

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO – De acordo com informações da Agência Brasil, a pesquisa coordenada pelo médico veterinário Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR, atestou que apenas 11% dos cães e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram Covid-19 apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas não têm sinais clínicos da doença.

Até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e dez gatos. Eles foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de Covid-19 e os que não tiveram. A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam espaços com pessoas com Covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.

Foram feitos testes PCR, isto é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os cães e gatos domésticos tinham o vírus. “Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. O estudo conclui, ainda, que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, não têm o vírus nas vias aéreas.

Teatro Guaíra faz apresentações de dança em pontos turísticos de Curitiba

O Teatro Guaíra inicia nesta sexta-feira (22), ao meio-dia, o projeto “Parques e Praças”, com apresentações de dança semanais em pontos turísticos de Curitiba. O primeiro espetáculo será a obra “Valsa de Apartamento”, do Balé, dançada na Praça Rui Barbosa.

Há ainda obras da Escola de Dança Teatro Guaíra e G2 Cia. de Dança. As atrações são gratuitas e acontecem semanalmente até o dia 4 de dezembro em diversos espaços públicos da cidade (veja mais detalhes abaixo).

O projeto tem o objetivo de levar espetáculos culturais a um público amplo de forma segura, considerando o cenário de controle da pandemia e ampla vacinação. Com as atividades virtuais desenvolvidas no primeiro semestre de 2021, o Teatro Guaíra chegou a mais de 600 mil paranaenses. O “Parques e Praças” é uma forma de agradecer a esses espectadores online e retomar a presença física do público com segurança.

Para a diretora do Teatro Guaíra, Monica Rischbieter, esse é um momento especial de reencontro com o público presencial depois de meses de atividades virtuais. “Depois de meses de distanciamento social, estamos perto fisicamente do público de novo. O artista precisa desse contato, só assim a arte cumpre sua função. Para nós é uma alegria poder levar a dança do Teatro Guaíra para o público nas ruas da cidade”, disse.

A ação é uma parceria da Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura, Centro Cultural Teatro Guaíra, PalcoParaná e Prefeitura de Curitiba. 

ESPETÁCULOS – O Balé Teatro Guaíra leva ao público a primeira apresentação presencial de “Valsa de Apartamento”, coreografia virtual do início de 2021 que foi destaque nacional. Na Praça Rui Barbosa, a valsa de Shostakovich vai embalar o público com movimentos suaves dos bailarinos.

O BTG apresenta ainda outros dois espetáculos. No dia 6 de novembro, o público assiste à “Carmen”, uma das tragédias mais conhecidas da história da arte. Dia 12 de novembro é a vez de “Caixa de Cores”, uma coreografia contemporânea que trata da influência das cores em nossa vida e o que elas representam para cada indivíduo.

A Escola de Dança Teatro Guaíra reúne 50 alunos para participar de 3 apresentações, incluindo uma coreografia criada especialmente para o projeto, “Pas de Six”. O público poderá conferir espetáculos clássicos, como trechos de “O Quebra Nozes”, “Giselle” e o famoso “pas de trois” de “O Lago dos Cisnes”, além de repertório contemporâneo.

A primeira apresentação da EDTG acontece dia 29 de outubro, na Praça Tiradentes, às 15h. Por fim, o G2 Cia. de Dança encerra a programação em 4 de dezembro com uma coreografia contemporânea de repertório.

Confira a programação:

Dia 22 de outubro (sexta-feira), Praça Rui Barbosa, ao meio-dia: Balé Teatro Guaíra apresenta “Valsa de Apartamento”;

Dia 29 de outubro (sexta-feira), Praça Tiradentes, às 15h: Escola de Dança Teatro Guaíra apresenta trechos de “O Quebra-Nozes”, “La Fille mal gardée”, “Esmeralda” e repertório contemporâneo;

Dia 6 de novembro (sábado), Parque Tanguá, às 15h: Balé Teatro Guaíra apresenta “Carmen”;

Dia 12 de novembro (sexta-feira), Praça Generoso Marques, às 15h: Balé Teatro Guaíra apresenta “Caixa de Cores”;

Dia 20 de novembro (sábado), Parque São Lourenço, às 15h: Escola de Dança Teatro Guaíra apresenta trechos de “O Lago dos Cisnes”, “Princesa Florine” e repertório contemporâneo;

Dia 26 de novembro (sexta-feira), Praça Santos Andrade, às 15h: Escola de Dança Teatro Guaíra apresenta trechos de “O Quebra-Nozes”, “Giselle” e repertório contemporâneo;

Dia 4 de dezembro (sábado), Museu Oscar Niemeyer, às 15h: G2 Cia. de Dança apresenta repertório contemporâneo.