Wagner Moura e Greenpeace Brasil lançam animação que expõe a destruição das florestas

Greenpeace se uniu a Wagner Moura, estrela da série Narcos, sucesso da Netflix, para a sequência da sensação viral Rang-tan, produzido pela ONG. O novo filme denuncia o impacto devastador que a produção industrial de carne está tendo em florestas como a Amazônia.

“Tem um monstro na minha cozinha” conta a história de um menino que aprende sobre o desmatamento que está devastando florestas como a Amazônia, casa da onça. Com o animal, o menino explora como a carne em nossas cozinhas está alimentando o desmatamento de florestas e como reduzir a carne nas prateleiras dos supermercados, nos cardápios de fast food e em nossas próprias cozinhas pode ajudar a resolver isso. O vídeo foi feito pela agência de criação Mother e produzido pelo premiado estúdio Cartoon Saloon.

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“Existem poucos lugares mais incríveis e preciosos na terra do que florestas como a Amazônia. No entanto, as pessoas muitas vezes não sabem que muitas das carnes e laticínios em nossas geladeiras estão ligadas aos incêndios e motosserras que estão devastando a Amazônia e outras florestas importantes. As grandes empresas de carnes continuam derrubando nossas florestas em um ritmo surpreendente. Precisamos agir antes que seja tarde demais”, afirma o ator Wagner Moura.

Os incêndios de 2019, na Amazônia, chamaram a atenção da mídia, mas a temporada de incêndios de 2020 viu novos recordes em toda a linha. Somente nos 20 primeiros dias de outubro, foram mais de 12 mil focos de incêndio na Amazônia. No acumulado do ano são 88.804 focos, apenas 372 focos a menos do total registrado em todo o ano passado. Em comparação ao mesmo período do ano passado, houve alta em 211%. O Cerrado também registra aumento de 86% em comparação ao mesmo período do ano passado. São 11.946 focos de incêndio. Mas o número mais alarmante e aterrador não é da Amazônia e tampouco do Cerrado, e sim, a do Pantanal. Neste mesmo período de 2019, foram registrados 525 focos de incêndio. Neste ano, o Bioma registrou 2.667 focos de incêndio, uma diferença de 408%. Mesmo faltando dez dias para o término do mês, os três Biomas já queimaram mais que o mês de outubro inteiro do ano passado
“A carne é o maior promotor do desmatamento em todo o mundo. Esta animação é muito importante para expormos o futuro de nossas florestas. Em menos de 20 anos, a Amazônia pode entrar em colapso e isso está sendo impulsionado pela falta de ações das grandes empresas de carne para evitar que animais vindos de áreas desmatadas e queimadas cheguem para os consumidores. Os efeitos da política antiambiental do governo Bolsonaro são confirmados pelo aumento dos índices de desmatamento e violência no campo, com resultados negativos também para a economia do país”, ressalta Rômulo Batista do Greenpeace Brasil.


“Estou muito satisfeito por trabalhar neste filme de importância crucial com o Greenpeace. Essa luta nunca foi mais urgente. Juntos, podemos enfrentar as empresas industriais de carne que estão destruindo nossas preciosas florestas e os governos, como o meu no Brasil, que fazem conluio com eles. Espero que este filme inspire muitos a se juntarem à nossa missão de proteger as florestas”, completa Wagner.


O vídeo está sendo apoiado pela Meat Free Monday, a campanha lançada por Paul, Mary e Stella McCartney que visa aumentar a conscientização sobre o impacto ambiental prejudicial da pecuária.

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Biológicos são essenciais contra estresses climáticos do inverno

O inverno brasileiro, apesar de pouco rigoroso em geral, é sempre um momento que gera tensão nos agricultores, por ser um período que tradicionalmente apresenta poucas chuvas e tem aumentado risco de geadas. É necessária redobrada atenção à proteção da lavoura para reduzir os impactos das intempéries na produção. A melhor indicação para a estação é manter o cuidado preventivo, ou seja, preparar as lavouras para absorverem os impactos climáticos.

Parte importante destas ações prévias consiste no uso de produtos biológicos, que agem justamente no fortalecimento das plantas e no condicionamento do solo. Segundo o biólogo e gerente de portfólio da Biotrop, Éderson Santos, são diversos os bioinsumos à disposição do agricultor para mitigar os efeitos de estresses bióticos e abióticos. “A Biotrop tem, por exemplo, o Bionautus, que é um bioativador de alta tecnologia capaz de aumentar a resiliência das plantas a fatores como o estresse hídrico e as variações de temperaturas”, destaca.

Para o gerente de pesquisa e desenvolvimento da Biotrop, Sérgio Zanon, assim como o Bionautus, o produtor também pode contar com o Bioasis. À base de bacilos (Bacillus aryabhattai, B. circulus e B. rainezi), o produto é um hidrocapacitor que age de forma inovadora. “Ele cria células no entorno da raiz, absorvendo água e mantendo esta raiz hidratada. Isto promove um maior desenvolvimento radicular, faz com que a planta suporte períodos maiores de estresse hídrico, além de contribuir na absorção de nutrientes”, explicou o profissional.

Outra importante solução é o Biofree, um exclusivo inoculante promotor de crescimento composto pela combinação de Pseudomonas fluorescens e Azospirillum brasilense. O produto é capaz de aumentar a eficiência da adubação de base em até 25%, reequilibrar a biologia do solo e elevar a produtividade das culturas. É o único a combinar a fixação biológica de nitrogênio e a mobilização de fósforo.

De acordo com o gerente de portfólio da Biotrop, devido a sua formulação, o Biofree prepara a planta para superar situações adversas, fazendo ainda com que ela se desenvolva melhor. “Essa solução faz com que o sistema radicular da planta esteja mais robusto e desenvolvido, assim irá consequentemente absorver mais nutrientes, conseguindo acessar água em maior profundidade, passando com mais facilidade por essas situações de estresse”, comenta Santos.

Pós-estresse

Mesmo com as altas tecnologias em radares meteorológicos, muitas vezes a natureza surpreende com a formação de geadas intensas, pegando muitos produtores de surpresa. Quando isso ocorre é necessário ser rápido, pensar em alternativas para minimizar os impactos na produção.

O Bioativus, um fertilizante organomineral natural formulado a partir da fermentação de leveduras especiais, é uma tecnologia que pode ajudar. O produto é um complexante com alta concentração de aminoácidos livres, que promove o carregamento de nutrientes e tem ação sistêmica na planta. Essa fermentação de aminoácidos mitiga o estresse sofrido em decorrência da geada, ajudando a planta a se recuperar e se estabelecer mais rápido.

Outra possibilidade com essa ferramenta é realizar uma pré-proteção. “Se houver a previsão de geadas, ao aplicar o produto antecipadamente a planta estará mais forte e preparada para atravessar esse momento crítico, sem falar que estará também mais forte contra estresse biótico e abiótico”, acrescenta Santos.

Uma alternativa após estresse sofrido é o Stimutrop, um fertilizante mineral misto com características únicas de fisioativação que combinam o estímulo ao desenvolvimento das plantas e o crescimento de microrganismos benéficos em um processo sinérgico, capaz de elevar a produtividade das lavouras e a longevidade produtiva dos solos. “O produto contém metabólicos e vai fazer com que a planta tenha mais perfilhos, melhor desenvolvimento, e esteja mais robusta para acessar os nutrientes, tendo uma melhor resposta”, reforça o biólogo.

Sobre – A Biotrop é uma empresa brasileira, fruto da visão e empreendedorismo de um seleto grupo de profissionais apaixonados pelo agronegócio. Atua com foco em pesquisa e desenvolvimento de soluções diferenciadas e inovadoras, com o objetivo de contribuir para uma agricultura mais sustentável, saudável e regenerativa. Com escritório em Vinhedo (SP) e fábrica em Curitiba (PR), a empresa leva ao mercado o que há de melhor no mundo em soluções biológicas e naturais. Acesse www.biotrop.com.br.

Produtores de urucum de Paranacity iniciam processo para buscar a Indicação Geográfica

Foi no início da década de 1980 que o urucum foi introduzido em Paranacity, na região noroeste do Paraná, que se tornou um dos principais produtores do Paraná e que ganhou, informalmente, o nome de “Capital do Urucum”. De olho em um novo patamar para o produto, um grupo trabalha para que o município seja reconhecido junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), com a Indicação Geográfica (IG), como referência no cultivo do fruto.

A iniciativa é da Associação dos Produtores de Urucum de Paranacity (Aprucity) que – atualmente, tem 42 membros, Prefeitura de Paranacity, Sebrae Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-PR) e Sindicato Rural De Paranacity. O momento é de sensibilização dos agricultores para o fortalecimento do processo associativo.

A IG pleiteada pelos agricultores é por Indicação de Procedência (IP). Isso significa que, se reconhecido, o município será distinguido por ser origem geográfica conhecida como centro de produção, fabricação ou extração de determinado produto – o urucum.

“Queremos estimular a retomada das atividades da associação, que sofreu um hiato durante a pandemia. Em setembro, por exemplo, teremos um encontro estadual do urucum. Trata-se de um município que tem tradição na produção do fruto, um dos maiores produtores do Paraná e que tem potencial para agregar valor ao produto”, ressalta o consultor do Sebrae Paraná, Luiz Carlos da Silva.

O urucum, cujo pó das sementes é popularmente chamado de colorau ou colorífico, tem propriedades condimentares e tintoriais. É utilizado como tempero, como corante natural na indústria alimentícia, na indústria cosmética, têxtil, entre outras possibilidades. A maior parte do cultivo de Paranacity é beneficiada em São Paulo, de onde é enviada para o mercado interno e externo.

Pioneiro na produção, João Trindade Lopes plantou o primeiro pé de urucum no município em 1981. Hoje, aos 82 anos, ainda está na lida. A família tem 51 alqueires dedicados à produção do fruto, enviada para São Paulo e para alguns estados do Nordeste. Para o neto do pioneiro, Victor Salvadego Lopes, a IG ajudará a agregar valor ao produto.

“Meu avô conta que ninguém sabia como cultivar quando ele começou. Fez mudas, usou muita mão de obra e, com o passar dos anos, estabeleceu a cultura que se disseminou na região. Hoje a colheita é semimecanizada. Com a IG, esperamos atrair novos compradores”, comenta Victor Lopes.

Essa também é a expectativa do prefeito, Junior Cocco. Produtor de urucum, ele destaca que há potencial para que a produção no município aumente. “Poderemos fortalecer a tradição de Paranacity na cultura do urucum, ampliar a produção e mercados”, diz.

Características

Segundo André Luiz Moron, do Departamento Municipal de Agricultura de Paranacity, as lavouras se desenvolveram bem no município, que hoje tem cerca de 600 hectares de urucum, sendo que a maioria dos produtores é de pequeno porte. A produção anual gira entre 600 a 700 toneladas.  

“Nunca foi feito um trabalho de reconhecimento e acreditamos que através da IG teremos ganhos econômicos, além de marcar o município como referência por meio de um processo formal”, frisa Moron.

O técnico em agropecuária extensionista do IDR Paraná, Izac de Souza Ferreira, diz que vários estados são produtores, como São Paulo, Bahia, Rondônia, Mato Grosso do Sul, entre outros, e que o urucum de Paranacity se destaca pelo teor de bixina, o principal pigmento presente nas sementes, isso devido a características como tipo de solo, melhoria em técnicas de produção, clima e a predominância da variedade Piave (árvore com média de dois metros de altura).

“Em cultivares comuns, que vêm perdendo espaço, o teor de bixina é de 2% a no máximo 3%. Já na variedade Piave, o teor vai de 3% a 5,7%, o que significa maior potencial de coloração”, explica Ferreira.

O processo para a conquista da Indicação Geográfica é conduzido pela consultoria Viva Soluções. São diversos passos antes de protocolar no INPI o pedido para a distinção do produto. Em uma etapa mais avançada antes do pedido, os produtores irão desenvolver um caderno de especificações, que é uma cartilha com as técnicas de produção para que se obtenha um produto com qualidade uniforme e assegurada.

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