Vocabulário da Bolinha de Gude

Aí vai um post que venho pensando há algum tempo depois de uma conversa com alguns amigos e estávamos relembrando a nossa infância. Quem joga/ jogava bolinha de gude vai lembrar dessas coisas aqui e com certeza vai se identificar!

ESCAPIS:

Era quando você ia jogar a bolinha e, por uma energia sobrenatural, ela escapava dos seus dedos e você falava “ESCAAAAAAAAAPIS” e jogava novamente.

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ANTESQUEI:

Na definição para ver quem jogava primeiro, segundo e assim por diante, era feita uma linha e os jogadores ficavam longes dela e arremessavam a bolinha pra ver quem chegava o mais próximo desta marcação, quem ultrapassasse a linha ficaria por último, mas se gritasse “ANTESQUEI” e outra pessoa passasse depois de você, esta pessoa seria a última no seu lugar. Deu pra entender? HAHAHAHHA

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LIMPS:

O grito de “LIIIIIIIIIIIMPS” é apenas para limpar alguma sujeirinha que esteja no trajeto em que você vai jogar a sua bolinha. Muito bom quando você tá jogando em lugares com bastante pedras.

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JEITS/ AJEITS

Como o nome já fala, é um “jeito” para melhorar o lugar em que você vai jogar a sua bolinha. É muito utilizado quando sua bolinha cai em barrancos e você precisa jogar de um lugar melhor. Fala “JEITS” e mede com palmos (técnica rústica) e muda de posição de acordo com a lógica de distância.

Bola-de-gude

 

ALTS:

Quando o recurso “JEITS” e “LIMPS” não funcionam peça “ALTS” e apoie um dedo no chão enquanto a outra mão(que vai jogar a bolinha) está em cima da mão do dedo apoiado e efetue a jogada. 😉

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TROKS:

É quando você vê que sua bolinha está uma merda e vai lá e troca por outra que você tem.

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Deu pra lembrar um pouco da infância? Pensar que as crianças dessa geração talvez nem saibam o que é bolinha de gude. 🙁

Enfim, se você tem mais alguma palavra e queira compartilhar com a gente, envie nos comentários que a gente vai atualizando o post com dicas de vocês. VAAAAAAAAAAAALEU!

Quebra de barreiras: ASID Brasil promove ações de sensibilização durante Semana Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência

Constrangimentos, preconceitos, falta de acessibilidade, poucas oportunidades no mercado de trabalho e perda de autonomia. Estas são apenas algumas barreiras que fazem parte do dia a dia de pessoas com deficiência no Brasil. Quebrá-las é imprescindível para construir uma sociedade inclusiva e acolhedora para todos. Em homenagem ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, a Ação Social para Igualdade das Diferenças (ASID Brasil) promoverá a Semana Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência entre os dias 19 e 23 de setembro.

A iniciativa tem a finalidade de aumentar a conscientização sobre os empecilhos enfrentados por pessoas com deficiência através de uma campanha nas redes sociais com dados do Projeto Ponto de Partida, mapeamento realizado pela ASID para compreender essa realidade, e os programas desenvolvidos pela organização. O projeto foi criado em 2021 para descobrir as prioridades, necessidades e percepções de pessoas com deficiência em todo o país e apontar caminhos e soluções a fim de alcançar melhorias. Os dados compilados foram obtidos a partir de pesquisas pré-existentes, formulários on-line e encontros com quem tem deficiência, familiares, amigos e pessoas próximas à causa, como profissionais da área socioassistencial, da área de saúde e de educação.

 “A compreensão e a constante atualização sobre o contexto da pessoa com deficiência no Brasil e suas prioridades é fundamental para guiar nossas ações de impacto social. O fortalecimento de espaços de escuta permite que as soluções para os desafios citados sejam criados a partir e com a pessoa com deficiência, um passo essencial para a representatividade e a assertividade. Este é um primeiro passo da ASID Brasil e sabemos que ainda há muito para ser feito. Já estamos articulando novas estratégias e parcerias para que nossos eixos de pesquisas e disseminação de informações sejam impulsionados nos próximos anos”, ressalta Leonardo Mesquita, Analista de Inovações Sociais da ASID.

Educação

Estimativas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Censo Escolar e Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), em 2018, apontam que havia 12,5 milhões de pessoas com deficiência no país e 61% eram mulheres. Na população de 18 anos ou mais, 67,6% não possuíam instrução ou não completaram o Ensino Fundamental, um percentual muito superior aos 30,9% de pessoas sem deficiência com esse nível de escolaridade. Na mesma faixa etária, apenas 16,6% das pessoas com deficiência tinham Ensino Médio ou Superior completo contra 37,2% das pessoas sem deficiência. Devido a esses índices preocupantes, a ASID criou neste ano o Projeto Mais Educação: as diferenças que constroem. Com o  objetivo de fortalecer o papel das lideranças escolares e dos professores para fomentar a inclusão de pessoas com deficiência, o Mais Educação foi implementado no ensino regular em São Raimundo das Mangabeiras (MA).

Mercado de trabalho

Os números relacionados ao mercado de trabalho também revelam  muitos desafios.  A Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2020 registrou somente 495.784 pessoas com deficiência em trabalho formal de um total de 46 milhões de pessoas com vínculo empregatício. Segundo dados do Ministério da Cidadania (2020), dentre os 4,33 milhões de indivíduos com deficiência cadastrados no CadÚnico, somente 7% informaram exercer algum tipo de trabalho, sendo que três em cada quatro têm trabalhos informais. Para reverter esse quadro foi criado o Programa Empreenda, que oferece oficinas temáticas multidisciplinares, mentorias e acompanhamento para adaptação e inserção no mercado de trabalho e no empreendedorismo. 

Nos últimos três anos, a ASID realizou seis edições do Programa Empreenda em parceria com empresas, beneficiando 164 famílias de 34 cidades. Uma dessas edições foi realizada em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência da Cidade de São Paulo. Para 76% das pessoas formadas, o curso deu a confiança de que elas podem empreender e 52% indicaram que saíram do curso colocando em prática as ferramentas e os conteúdos que aprenderam. Com isso, ganharam uma fonte de renda e a oportunidade de traçar um novo rumo para suas vidas.

Capacitação e parceria com embaixadores

Outra ação durante a Semana Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência será o treinamento interno Inclusão e Diversidade no dia 21 de setembro, com histórico e contexto da pessoa com deficiência no Brasil e terminologias, tipos de deficiência e de acessibilidade, boas práticas inclusivas, capacitismo, eixos do desenvolvimento da pessoa com deficiência e caminhos e soluções a serem construídos pela ASID Brasil. No dia 30 de setembro, ocorrerá um encontro com a equipe da organização para debater os principais pontos abordados. O material será disponibilizado para novos membros da ASID no futuro. 

A organização também dará seus primeiros passos na parceria com embaixadores e convidará duas pessoas com deficiência para desempenharem esse papel. “Este é um grande passo para as novas estratégias de impacto da ASID. Nos últimos anos, iniciamos ações internas de diversidade para o time da ASID. O movimento de embaixadores complementa essas ações e será um pilar importante de representatividade e chancela de nosso impacto social. Queremos ampliar, nos próximos anos, o número de embaixadores e regiões representadas e, com esse grupo, criar novos espaços de discussão, metodologias e gerar conteúdos para fortalecer as pautas de diversidade e inclusão no país”, conclui Leonardo.

Sobre a ASID Brasil

A ASID é uma organização social voltada à construção de uma sociedade inclusiva por meio de projetos de responsabilidade social, como voluntariado, inclusão no mercado de trabalho e desenvolvimento de gestão de organizações parceiras. Com mais de dez anos de atividades, tem mais de 100 mil pessoas impactadas e mais de 7 mil voluntários. A ASID também possui reconhecimento a partir de prêmios nacionais e internacionais, como o Melhores ONGs Época e o United People Global. Mais informações, acesse www.asidbrasil.org.br

Copa do Mundo no Qatar: de flagelação a apedrejamento, veja restrições do país árabe

Um país absolutista, muito rico, dono da terceira maior reserva de gás natural do mundo, com apenas 3 milhões de habitantes e com leis e costumes bastante diferentes dos brasileiros. Mesmo com uma série de escândalos na preparação para o evento, como a morte de mais de 6 mil pessoas nas obras dos estádios e inúmeras violações aos direitos humanos, o Qatar será a sede da Copa do Mundo FIFA 2022, sendo a primeira vez que um país do Oriente Médio recebe um evento desse porte.

Há uma estimativa de que o Qatar receberá cerca de um milhão de turistas de todo o mundo durante o campeonato e o Brasil é um dos 10 países que mais comprou ingressos para os jogos da competição. Embora as autoridades cataris tenham dito que pretendem afrouxar algumas regras enquanto durar o evento, é preciso ficar atento às leis do país, conforme explica o doutorando em estratégia João Alfredo Lopes Nyegray, coordenador do curso de Comércio Exterior e professor de Geopolítica e Negócios Internacionais na Universidade Positivo (UP). “Por ser um país islâmico, as leis do Qatar derivam da Xaria, do Alcorão e da Suna, que são livros base do islamismo, uma religião com princípios e costumes bastante diferentes das religiões ocidentais”, alerta, ressaltando ainda que esses princípios se aplicam tanto a atos criminosos quanto a direitos de família, como a herança, por exemplo.

Segundo o especialista, o Qatar considera crime a homossexualidade e o adultério, além do consumo de álcool fora dos lugares permitidos. “A homossexualidade é um crime passível de pena de morte para os muçulmanos. Para o adultério e até mesmo relações entre pessoas que não são formalmente casadas, o país utiliza punições como flagelação. Bebidas alcoólicas são permitidas apenas dentro de alguns hotéis, predominantemente de luxo. Para quem consumi-las fora desses lugares, a pena é a mesma”, aponta o especialista, lembrando que existem relatos de estrangeiros condenados ao açoitamento por consumo de álcool no país. “O apedrejamento também é previsto na lei catari, embora não há registros de que tenha sido usado recentemente.”

É importante também um cuidado na hora de tirar fotos na visita aos pontos turísticos, uma vez que filmar e fotografar pessoas sem a autorização prévia delas também é crime no país. O professor alerta que esse cuidado extra para não infringir as leis do Qatar é fundamental, pois, se o testemunho for feito por uma pessoa considerada não confiável pelas autoridades, sequer é aceito. “É uma situação complicada, já que considerar alguém confiável ou não é algo bastante relativo. Além disso, se for uma questão envolvendo homens e mulheres, o testemunho feminino tem metade do valor do relato deles”, destaca.

Além das questões legislativas do Qatar, existe também o choque cultural em relação ao Brasil, de ações que são consideradas normais em território brasileiro mas que não são bem vistas no mundo árabe. “Aos heterossexuais também não são recomendadas manifestações públicas de afeto. É importante cuidar com as vestimentas também, uma vez que é mal visto pelos muçulmanos andar com roupas que expõem ombros, peitoral e coxas. Deve-se evitar também usar decotes e roupas justas”, finaliza Nyegray, que recomenda o uso de roupas que cubram, no mínimo, desde os ombros até os joelhos.

Sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo é referência em Ensino Superior entre as IES do Estado do Paraná e é uma marca de reconhecimento nacional. Com salas de aula modernas, laboratórios com tecnologia de ponta e mais de 400 mil metros quadrados de área verde no campus sede, a Universidade Positivo é reconhecida pela experiência educacional de mais de três décadas. A Instituição conta com três unidades em Curitiba (PR), uma em Londrina (PR), uma em Ponta Grossa (PR) e mais de 70 polos de EAD no Brasil. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de graduação, centenas de programas de especialização e MBA, cinco programas de mestrado e doutorado, além de cursos de educação continuada, programas de extensão e parcerias internacionais para intercâmbios, cursos e visitas. Além disso, tem sete clínicas de atendimento gratuito à comunidade, que totalizam cerca de 3.500 metros quadrados. Em 2019, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric. Desde março de 2020 integra o Grupo Cruzeiro do Sul Educacional. Mais informações em up.edu.br/