Vocabulário da Bolinha de Gude

Aí vai um post que venho pensando há algum tempo depois de uma conversa com alguns amigos e estávamos relembrando a nossa infância. Quem joga/ jogava bolinha de gude vai lembrar dessas coisas aqui e com certeza vai se identificar!

ESCAPIS:

Era quando você ia jogar a bolinha e, por uma energia sobrenatural, ela escapava dos seus dedos e você falava “ESCAAAAAAAAAPIS” e jogava novamente.

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ANTESQUEI:

Na definição para ver quem jogava primeiro, segundo e assim por diante, era feita uma linha e os jogadores ficavam longes dela e arremessavam a bolinha pra ver quem chegava o mais próximo desta marcação, quem ultrapassasse a linha ficaria por último, mas se gritasse “ANTESQUEI” e outra pessoa passasse depois de você, esta pessoa seria a última no seu lugar. Deu pra entender? HAHAHAHHA

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LIMPS:

O grito de “LIIIIIIIIIIIMPS” é apenas para limpar alguma sujeirinha que esteja no trajeto em que você vai jogar a sua bolinha. Muito bom quando você tá jogando em lugares com bastante pedras.

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JEITS/ AJEITS

Como o nome já fala, é um “jeito” para melhorar o lugar em que você vai jogar a sua bolinha. É muito utilizado quando sua bolinha cai em barrancos e você precisa jogar de um lugar melhor. Fala “JEITS” e mede com palmos (técnica rústica) e muda de posição de acordo com a lógica de distância.

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ALTS:

Quando o recurso “JEITS” e “LIMPS” não funcionam peça “ALTS” e apoie um dedo no chão enquanto a outra mão(que vai jogar a bolinha) está em cima da mão do dedo apoiado e efetue a jogada. 😉

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TROKS:

É quando você vê que sua bolinha está uma merda e vai lá e troca por outra que você tem.

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Deu pra lembrar um pouco da infância? Pensar que as crianças dessa geração talvez nem saibam o que é bolinha de gude. 🙁

Enfim, se você tem mais alguma palavra e queira compartilhar com a gente, envie nos comentários que a gente vai atualizando o post com dicas de vocês. VAAAAAAAAAAAALEU!

10 prédios que fazem parte da história de Curitiba

Cada construção em Curitiba conta um pouco da sua história. O arquiteto Guilherme Macedo, autor do livro “Prédios de Curitiba”, destacou 10 prédios que representam a cultura histórica da capital. Confira!

1 – Paço da Liberdade (construído entre 1914 e 1916)

Poucas pessoas sabem, mas no Paço já funcionou a Prefeitura Municipal de Curitiba. O prédio conta com simbolismos arquitetônicos, como os dois Hércules que sustentam a fachada principal, um de aparência jovem representando o poder executivo e um mais velho, na figura do legislativo, encimados por uma figura feminina, que representa “Curitiba”, a cidade personificada.

Foto: Washington Cesar Takeuchi

Com quatro pavimentos, a construção foi pioneira na implantação do primeiro elevador da capital. Por esses motivos, o Paço da Liberdade é considerado um patrimônio cultural nacional.

2 – Palácio Avenida (construído entre 1927 e 1929)

Foi no Palácio Avenida que nasceu o Cine Avenida, que juntamente com o Cinema da Glória e o Cine Palácio marcaram a cena cultural da região e transformaram a pequena Avenida Luiz Xavier na Cinelândia curitibana.

Foto: Washington Cesar Takeuchi

O Palácio Avenida é nacionalmente conhecido pelos seus espetáculos natalinos, que apresentam um coral de crianças em suas janelas e que ocorrem anualmente desde a reinauguração.

3 – Moreira Garcez (construído entre 1927 e 1959)

O Moreira Garcez já foi considerado o terceiro maior arranha-céu do Brasil. Sua construção apresenta ainda a inserção de elementos paranistas, como pinhões geometrizados presentes ao longo da fachada e em detalhes internos nas esquadrias do átrio.

Foto: Washington Cesar Takeuchi

4 – Brasilino Moura (construído em 1944)

A implantação desse prédio foi um dos pivôs do enfraquecimento do Plano Agache, que previa o desenvolvimento urbanístico da cidade. O destaque do prédio está na estética da fachada, um conjunto de esquadrias de ferro levemente inclinadas, emolduradas por ressaltos volumétricos azulados, as quais transmitem a sensação de estarem prestes a cair, motivo pelo qual recebeu o apelido peculiar de “balança, mas não cai”.

Foto: Washington Cesar Takeuchi

5 – Marumby (construído entre 1946 e 1948)

Foi o primeiro arranha-céu de Curitiba com uso exclusivamente residencial, curiosamente a construção recebeu o mesmo nome de um conjunto de montanhas conhecido no Paraná, e foi por muito tempo considerado ponto culminante do Estado do Paraná. É tido como o primeiro edifício condomínio da cidade.

Foto: Washington Cesar Takeuchi

6 – Anita (construído em 1950)

Apesar do porte baixo, o prédio é praticamente dono da esquina na trifurcação das ruas Cândido Lopes, Carlos de Carvalho e Ermelino de Leão. Porém, ao longo do tempo, acabou cercado por vizinhos gigantes, como os edifícios Tijucas e Souza Naves, além do Hotel Tibagi. Sua estética costuma ser alvo de fotos que ganham as redes sociais.

Foto: Washington Cesar Takeuchi

7 – Eduardo VII (construído entre 1950 e 1954)

Sem dúvidas esse é um dos edifícios mais marcantes de Curitiba. Seja pela sua imponência ou até mesmo a semelhança com o Flatiron Building (um dos primeiros arranha-céus construídos em Nova Iorque, Estados Unidos).

8 – Tijucas 1958 (construído em 1973)

Considerado um dos prédios mais visitados do Centro, pode-se dizer que o Tijucas possui uma cidade própria, um conjunto misto com alas residenciais e comerciais, afamado por uma galeria onde percorrem cerca de dez mil pessoas diariamente.

Foto: Washington Cesar Takeuchi

9 – Araucária (construído em 1969)

O prédio se destaca muito pelas notáveis esquadrias pré-fabricadas vibrantes e ritmadas que compõem uma fachada única.

Foto: Washington Cesar Takeuchi

10 – Governador (construído em 1967)

Quando construído seu formato circular era algo incomum e criava dúvidas do tipo: como mobiliar um quarto redondo? O volume cilíndrico passa a sensação de se soltar do bloco térreo, sua fachada é marcada por faixas verticais que enquadram as esquadrias.

Foto: Washington Cesar Takeuchi

*Fonte Estúdio C via Curta Curitiba

Conheça a história do sapateiro que saiu da Macedônia e há quase 70 anos é ‘xodó’ dos moradores do Portão

Jivo Nicoloski tem 90 anos. Xodó dos moradores do bairro Portão, em Curitiba, seu Jivo, como é conhecido, é popular pelo trabalho que desenvolve com a sapataria na Rua Curupaitis, numeral 2370. A Banda B foi conhecer a história do homem que saiu da Macedônia, terra dos Bálcãs no sudeste europeu, para viver no Brasil há 70 anos. Em um bate-papo espontâneo com a reportagem nessa segunda-feira (12), ele relembrou a trajetória de vida e se emocionou ao falar sobre o trabalho que, para muitos, é uma das profissões que corre “risco de extinção”.

Junto com a família, Jivo chegou ao país em 1952. Segundo o sapateiro, a ideia era buscar um lugar melhor para viver. Foi por meio de uma viagem religiosa que ele, finalmente, pôde sair da terra natal em busca de um novo destino.

“Eu vim com 20 anos para cá”, começou o entrevistado. “Era para a gente ir aos Estados Unidos porque era mais fácil, mas não deu certo e viemos ao Brasil. Na época, estava acompanhado do meu pai, irmão, tio, primo e um amigo”, pontua.

À Banda B, Jivo explicou que morou, antes de Curitiba, em Porto Alegre e no Rio de Janeiro. O restante da família, porém, foi morar no Canadá – país vizinho do destino previsto inicialmente. Ele, porém, como já estava trabalhando por conta própria com os sapatos, decidiu permanecer no Brasil.

“A ideia era ficar pouco tempo, mas como eu já estava bem aqui, decidi ficar”, completou.

Sapataria

A sapataria, como já dito, é, para muitos, uma profissão rara na atualidade. No entanto, foi ela quem consolidou a vida de Jivo. Na década de 50, conforme relembra, ele chegou ao Brasil com apenas 1 dólar no bolso e sem saber o português.

Ainda, antes de virar sapateiro, Jivo trabalhou em construção e no teatro. Mas o personagem fincou as próprias raízes no Brasil e construiu a própria família ao longo anos. Ao todo, o sapateiro tem cinco filhos homens e uma mulher, descendentes que o auxiliam no dia a dia do trabalho.

“A primeira coisa que eu aprendi a fazer com os sapatos, foi pegar a forma…”, falava Jivo ao mostrar parte da rotina de trabalho (ver vídeo abaixo) ao repórter Antônio Nascimento, durante a entrevista. “Então, eu trabalhava em uma fábrica na rua Riachuelo. O nome dela era A Favorita. Tirava cerca de 300 ‘pau’ por mês por conta das formas e reinvestia novamente. Foi assim que comecei por aqui”, destaca.

Seu Jivo trabalha em uma sapataria própria localizada na Rua Curupaitis, no bairro Portão. Foto: Antônio Nascimento/Banda B

Após sair da fábrica, Jivo conta que trabalhou com um homem, também imigrante, da Itália, antes de abrir por conta própria, algo que faz até hoje.

“Eu tinha uma loja de sapatos. Teve um Natal em que vendi, de uma vez só, cerca de 250 pares de calçados. Hoje, graças a Deus, também estou cheio de serviço”, apontava ele ao redor da sapataria e ao responder sobre a quantidade de clientes que possui. “A gente é muito conhecido. Eles sempre gostam de saber a minha história”, continuou.

Brasil

Em relação a família, além dos filhos, Jivo diz que só tem uma irmã de 87 anos, morando em Toronto, no Canadá. Ao longo dos anos, ele já voltou para a Macedônia por diversas vezes, mas é ao Brasil que o coração de Jivo realmente pertence, como ele mesmo destacou ao final.

“Nós chegamos e começamos trabalhar. Eu ajudei a construir o prédio do Tribunal da Justiça, da Biblioteca Pública, a praça do Homem Nu e do Teatro Guaíra. Se fosse para relembrar tudo, teria que começar lá ao meio-dia”, brincando sobre a trajetória. “Hoje, sou muito grato ao Brasil, graças a Deus”, concluiu a Banda B.

Vídeo

Veja parte da rotina de seu Jivo filmada pelo repórter Antônio Nascimento.

Reprodução Banda B