Vacinados contra a covid-19 no Brasil chegam a 39,9 milhões; 18,84% da população

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou nesta quarta-feira (18) a 39.897 840, o equivalente a 18,84% da população total. Nas últimas 24 horas, 634.424 pessoas receberam a vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal.

Entre os quase 40 milhões de vacinados, 19.711.628 receberam a segunda dose, o que representa 9,31% da população com a vacinação completa contra o novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, 288.068 pessoas receberam essa dose de reforço. Somando as vacinas de primeira e segunda dose aplicadas, o Brasil aplicou 922.492 imunizantes nesta quarta-feira.

Em termos proporcionais, o Rio Grande do Sul é o Estado que mais vacinou sua população até aqui: 24,29% dos habitantes receberam ao menos a primeira dose. A porcentagem mais baixa é encontrada em Roraima, onde 11,82% receberam a vacina. Em números absolutos, o maior número de vacinados com a primeira dose está em São Paulo (9,88 milhões), seguido por Minas Gerais (4,20 milhões) e Bahia (3,02 milhões).

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Pesquisa investiga mortalidade por covid-19 em 31 hospitais de todo o Brasil

Uma pesquisa de abrangência nacional sobre mortalidade por covid-19 e características das casas de saúde nas quais os óbitos aconteceram foi realizada recentemente com a participação da Universidade do Vale do Taquari – Univates

Participaram do estudo a professora doutora Claudete Rempel e a, na época, estudante do curso de Medicina Liege Barella Zandoná. A pesquisa também teve envolvimento do ex-professor Luis Cesar de Castro e do médico diplomado pela Univates Yuri Carlotto Ramires. A investigação foi publicada no periódico Internal and Emergency Medicine

Estiveram envolvidos com o trabalho 87 pesquisadores, de 37 instituições de ensino e pesquisa em saúde, que analisaram 6.556 internações para covid-19 durante o período do estudo. 

No estudo, foi investigado se as características socioeconômicas regionais, gerais e hospitalares da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estavam associadas à mortalidade em um estudo multicêntrico brasileiro de pacientes com covid-19i. Foram analisados 31 hospitais de 16 cidades brasileiras em quatro Estados. 

A mortalidade intra-hospitalar variou significativamente entre os hospitais brasileiros. Em hospitais privados localizados em cidades com alto Produto Interno Bruto (PIB) per capita foi registrada menor mortalidade. Na UTI, as equipes médicas de cuidados intensivos mais experientes que atendem pacientes com covid-19 foram associadas à menor mortalidade.

Estes hospitais receberam pacientes com covid-19 de 370 municípios de 12 Estados diferentes. Os pesquisadores concluíram que a mortalidade variou significativamente entre as instituições, variando de 9% a 48%. Na análise das características da UTI, hospitais com equipe intensiva menos experiente apresentaram maior mortalidade.

“A pandemia de covid-19 causou um grande impacto na sociedade atual por ter sido uma situação nunca antes vivenciada no século XXI. Acredito que todas as pesquisas realizadas desde o início da pandemia até o momento são de grande valia para possibilitar verificar se as condutas tomadas empiricamente na época foram corretas e, com isso, minimizar os danos que podem ser causados por um novo episódio semelhante”, descreve Liege.

“Além disso, com tantas pesquisas acontecendo simultaneamente, é possível analisar os danos causados à saúde da população que já foi contaminada pelo vírus e, com isso, tentar evitar que novas pessoas sejam contaminadas ou que, caso sejam acometidas, tenham poucos sintomas”. A jovem acredita que os resultados obtidos na pesquisa podem ajudar os órgãos governamentais responsáveis a distribuir melhor os recursos financeiros aos serviços de saúde e também mostrar a importância da melhor capacitação dos profissionais que atuam nessa área. 

“É possível perceber que os hospitais que registraram menor mortalidade foram os que tinham mais recursos, tanto financeiros quanto de equipes experientes. Infelizmente, no momento da pandemia, foi necessário aumentar o quadro de funcionários, os quais nem sempre eram qualificados para esse tipo de situação emergencial. Compreende-se com isso a necessidade de capacitar melhor os profissionais”, explica Liege. 

Compreendendo a pesquisa

A pesquisa analisou características regionais socioeconômicas, hospitalares e de unidades de terapia intensiva associadas à mortalidade hospitalar  de pacientes com covid-19 internados em instituições brasileiras. 

Foram coletados dados de pacientes com covid-19 confirmado laboratorialmente internados nos hospitais participantes da pesquisa de março a setembro de 2020. Os dados dos pacientes foram obtidos por meio de registros hospitalares.As informações dos hospitais foram coletadas por meio de formulários preenchidos in loco e de bases de dados nacionais abertas. 

Os pesquisadores construíram dois modelos: um testou as características gerais do hospital e o outro testou as características da UTI. Todas as análises foram ajustadas para a proporção de pacientes de alto risco na admissão hospitalar.

Dados

Os hospitais analisados tiveram 6.556 internações para covid-19 durante o período do estudo. A mortalidade intra-hospitalar estimada variou de 9% a 48%. O primeiro modelo incluiu todos os 31 hospitais e mostrou que uma fonte privada de financiamento e localização em áreas com alto Produto Interno Bruto per capita foram independentemente associadas a uma menor mortalidade. 

O segundo modelo incluiu 23 hospitais e mostrou que hospitais com turno de trabalho em UTI composto por mais de 50% de profissionais intensivistas registraram menor mortalidade, enquanto hospitais com maior proporção de profissionais médicos menos experientes tiveram maior mortalidade.

O impacto dessas associações aumentou de acordo com a proporção de pacientes de alto risco na admissão. A mortalidade intra-hospitalar variou significativamente entre os hospitais brasileiros. Ao analisar as características específicas da UTI, hospitais com equipes de UTI mais experientes tiveram mortalidade reduzida.

Implicações

Como a pandemia continua a se espalhar pelo mundo devido ao surgimento de novas variantes preocupantes e à baixa cobertura vacinal em razão da hesitação em vários países, é fundamental continuar a investigação de fatores que possam ajudar a reduzir a mortalidade. 

Como este estudo mostrou que a experiência profissional da equipe médica estava associada à menor mortalidade, investir em treinamento e supervisão sênior da equipe médica poderia melhorar os resultados em situações de emergência, como a pandemia de covid-19. 

Diferentes estratégias de treinamento e organização podem ser empregadas, como a supervisão da equipe sênior, o uso de simuladores para treinamento e a implementação de tele-estratégias na UTI, o uso de listas de verificação diárias e rodadas multidisciplinares. 

Concerto de abertura da 40ª Oficina de Música de Curitiba une Brasil e Argentina no palco do Guairão

Abertura da 40ª edição da Oficina de Música de Curitiba no Teatro Guaíra. Curitiba, 25/01/2023. Foto: Hully Paiva/SMCS

Com um concerto que teve como destaques o pianista brasileiro Arnaldo Cohen e músicos solistas da Argentina, foi aberta na noite dessa quarta-feira (25/1) a 40ª Oficina de Música de Curitiba, que também comemora os 330 anos de Curitiba e os 50 anos da Fundação Cultural de Curitiba. O público entusiasmado lotou o auditório do Teatro Guaíra, aplaudindo de pé as três apresentações da noite, sob a regência do maestro Abel Rocha.

O prefeito Rafael Greca assistiu ao concerto e comentou sobre as participações especiais.

“Nós trouxemos o brilhante pianista Arnaldo Cohen, que veio dos Estados Unidos, onde vive, e solistas do Teatro Colón, de Buenos Aires, para tocar com os grandes músicos da Camerata Antiqua de Curitiba. Nos próximos dez dias, a cidade estará repleta de harmonias. Quem está em casa, venha usufruir das alegrias da música”, conclamou o prefeito.

Arnaldo Cohen foi o primeiro a se apresentar junto com a orquestra, tocando o Concerto para piano nº 1 em Sol menor, de Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847). O virtuosismo do pianista empolgou a plateia, que pediu bis sugerindo que ele tocasse uma peça de Frédéric Chopin. Cohen atendeu o pedido.

Pouco antes de entrar no palco, o pianista comentou sobre a oportunidade de se apresentar na Oficina de Música. “A gente tem que ser grato à vida por fazer o que gosta e poder dividir com uma plateia bonita como essa. Eu diria que é um ato de amor e de comunicação do que temos para dar, criando essa empatia, que é o que está faltando muito nos dias de hoje”, disse.

Celebridades argentinas

O repertório seguiu com a Sinfonia Concertante em Mi bemol Maior, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), executada por um quarteto de sopros formado pelos brasileiros Cássia Carrascoza (flauta) e Ronaldo Pacheco (fagote) e pelos argentinos Michele Wong (oboé) e Fernando Chiappero (trompa).

Para o trompista, que vem para a Oficina de Música como professor pela terceira vez, o festival curitibano é um dos mais importantes do Brasil e uma referência para jovens músicos argentinos, que sempre participam dos cursos. “Para mim é um prazer enorme vir para Curitiba fazer aulas e tocar com amigos”, revelou.

A soprano do famoso teatro da Argentina, Jaquelina LIvieri, acompanhada de coro e orquestra da Camerata, finalizou o programa da noite, cantando o Laudate Pueri Dominum, de Georg Friedrich Händel (1685-1759). O público aplaudiu a solista, considerada a mais importante cantora lírica da Argentina, que venceu importantes concursos internacionais e já acompanhou o célebre tenor José Carreras.

Público entusiasmado

O público deixou o teatro empolgado. “Foi uma apresentação linda”, disse a professora de música Celina Mayer, de Curitiba. “Já participei de algumas oficinas como aluna e agora sempre acompanho a programação”, contou. Celina, moradora do Jardim das Américas, estava acompanhada da filha, Flávia, e da amiga Margarida da Costa, que se matriculou no curso de história da música. “Estudei piano por muitos anos e adoro vir na Oficina”, completou Flávia.

Os irmãos Nathália e Jonathas Thans de Oliveira estavam entre os muitos jovens da plateia que apreciaram o concerto. “Estamos habituados a ouvir música erudita desde criança. Gostamos muito dos argentinos convidados. A soprano foi maravilhosa”, avaliou Jonathas. Natália contou que é a segunda vez que assistem à programação da Oficina de Música. “É preciso ter mais incentivo entre os jovens. Há muita curiosidade que precisa ser despertada. Por isso, festivais como a Oficina de Música são muito importantes”, destacou.

Considerada um dos mais importantes festivais de formação e aperfeiçoamento musical da América Latina, a Oficina de Música de Curitiba está apenas começando. Até 5 de fevereiro a cidade será tomada por uma programação intensa de mais de 200 shows e concertos, nos teatros, espaços culturais, oratórios e igrejas, em parques e palcos itinerantes. Na sede da PUC-PR estão sendo realizados 90 cursos, com 1.300 alunos inscritos.

Entre as autoridades, além do prefeito Rafael Greca, estiveram na abertura da 40ª Oficina de Música de Curitiba a primeira-dama, Margarita Sansone; o vice-prefeito de Curitiba e secretário estadual das Cidades, Eduardo Pimentel; a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro; a secretária municipal da Educação, Maria Silvia Bacila; e a secretária municipal de Comunicação Social, Cínthia Genguini.

Próximas atrações da 40ª Oficina de Música de Curitiba

Quinta-feira (26/1)

19h – Capela Santa Maria – Concerto Mercosul Cultural, com Jaquelina Livieri (soprano) e Trio Jairo Wilkens (clarinete), Alexa Sanchez (fagote) e Clenice Ortigara (piano)

Ingressos (R$ 35)

19h30 – Teatro Cleon Jacques (Memorial Paranista) – Gabriel Schwartz, lançamento do álbum “Solo”. Grátis

20h – Guairão – Orquestra À Base de Corda convida Vanessa da Mata (Ingressos esgotados)

Sexta-feira (27/1)

12h30 – Capela da Glória – Recital de Alaúde

19h – Capela Santa Maria – Recital de Piano com Raphael Lusczcewski

19h30 – Teatro Cleon Jacques – Recital de violão solo com João Camarero

20h – Teatro Guaíra – BNegão, Danilo Caymmi e Orquestra À Base de Sopro

A 40ª Oficina de Música de Curitiba é uma realização do Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba, Ministério da Cultura, Governo Federal, com apoio master da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, e patrocínio da Volvo do Brasil Veículos e Copel Distribuição. Também apoiam o evento: Camões – Centro Cultural Português, Embaixada de Portugal no Brasil, Teatro Colón, Centro Cultural Teatro Guaíra, Escola de Música e Belas Artes do Paraná – Campus Curitiba I da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Universidade Federal do Paraná – Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), Sistema Fiep/Sesi Cultura, Família Farinha, Hard Rock Cafe Curitiba, LAMUSA – Laboratório de Música Antiga, Rádio Educativa 91.7 FM, TV Paraná Turismo, Teatro Regina Casillo e Bicicletaria Cultural.


Projeto realizado com o apoio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice) – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná.

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

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