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UE Proporá Novas Sanções ao Irã Após Mortes, Diz Von der Leyen

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta terça-feira (13/1) que a União Europeia (UE) irá propor rapidamente novas sanções contra os responsáveis pela repressão aos protestos no Irã. Até o momento, cerca de 2 mil pessoas já perderam a vida devido aos conflitos.

As manifestações no Irã são as mais significativas desde 2009 e ocorrem em um contexto de grave crise econômica no país.

Crise Econômica e Protestos

A atual crise no Irã teve início no final de dezembro de 2025, com o rial apresentando uma queda de cerca de 50% frente ao dólar, enquanto a inflação atingiu mais de 40% no mesmo mês.

  • Os protestos começaram em 28 de dezembro de 2025, motivados pela deterioração econômica, agravada por sanções internacionais ao longo das últimas décadas.
  • A última onda de protestos é a maior desde 2022, quando a morte de Mahsa Amini desencadeou mobilizações em todo o país. Amini faleceu após ser detida por supostas infrações no uso do hijab.
  • Atualmente, as manifestações já duram 16 dias e se espalharam por 187 cidades iranianas.
  • Dados de uma organização com sede em Washington, baseados em uma rede de ativistas no Irã, indicam que a maioria das vítimas é composta por civis. Até agora, 505 manifestantes e 133 membros das forças de segurança ou militares perderam a vida.
  • A repressão resultou na prisão de aproximadamente 10,7 mil pessoas.

Posição da União Europeia

Em uma postagem na rede social X, Ursula von der Leyen destacou que o “crescimento do número de vítimas no Irã é estarrecedor” e condenou “veementemente o uso excessivo da força e a contínua restrição à liberdade”.

“A União Europeia já incluiu a Guarda Revolucionária Islâmica em seu regime de sanções por violação de direitos humanos. Novas sanções contra os responsáveis pela repressão serão propostas rapidamente”, afirmou a presidente.

Ursula von der Leyen também enfatizou que a União Europeia está “ao lado do povo iraniano que marcha bravamente em busca de liberdade”. Com a intensificação das manifestações, as demandas políticas passaram a incluir a renúncia do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo desde 1989.

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