USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- BTC: USD --

“Trump” e “Louco”: a influência das relações do presidente em conflitos bélicos

Ícone de sino para notificações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem se destacado como mediador em importantes conflitos internacionais desde o início de seu segundo mandato. A guerra entre Rússia e Ucrânia, o conflito entre Israel e Hamas, e a tensão entre Irã e Israel estão entre as questões que têm recebido sua atenção. As negociações de Trump em busca de paz são influenciadas por sua relação próxima com diversos líderes mundiais.

Trump como Mediador Global

  • Trump tenta intermediar um cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia, mas as seis reuniões sobre o tema não apresentaram avanços significativos.
  • Os EUA, junto a mediadores egípcios e do Catar, participaram de um cessar-fogo no conflito entre Israel e Hamas, que começou em janeiro, após negociações nas quais Trump esteve envolvido antes de assumir o cargo.
  • Após a quebra do cessar-fogo em março, a Casa Branca confirmou a autorização para que Israel retomasse os ataques a Gaza, levantando questionamentos sobre o papel de Trump como mediador.
  • No dia 23 de junho, Trump anunciou um cessar-fogo entre Israel e Irã, que tinha começado em 12 de junho.

Relações Pessoais Influenciam Negociações

O professor de Direito Internacional da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), João Amorim, destaca a proximidade entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que remonta ao primeiro mandato de Trump. Essa relação próxima é vista como um fator que intensifica a ligação entre os EUA e Israel, especialmente em questões militares.

Segundo Amorim, “não apenas Trump, mas todas as administrações americanas desde George W. Bush sempre apoiaram Israel incondicionalmente”. Ele enfatiza que Trump elevou essa relação a um nível sem precedentes, especialmente em suas interações com líderes do Oriente Médio.

“Netanyahu aproveita essas características pessoais de Trump para promover sua agenda expansionista e beligerante”, comenta Amorim.

Conflito entre Israel e Irã

Em 12 de junho, Israel conduziu um “ataque preventivo” ao Irã, no contexto de uma operação chamada “Leão Ascendente”, que foi um reflexo de intensas disputas sobre o programa nuclear iraniano. Apenas 11 dias depois, Trump anunciou um cessar-fogo mesmo sem uma confirmação formal dos envolvidos.

Gustavo Glodes, doutorando em Geografia pela Unicamp, declara que a possibilidade de novos ataques entre Israel e Irã permanece, mas a probabilidade diminui. Ele reforça que se a violência recomeçar, a preocupação é que o conflito se expanda, engajando mais países e interesses internacionais.

Ceasefire na Faixa de Gaza

Antes de sua posse, Trump já estava realizando articulações para um cessar-fogo entre Israel e Hamas. Ele utiliza a mesma tática de anunciar trégua na ausência de confirmação das partes envolvidas, como no acordo de janeiro e nas recentes negociações.

João Miragaya, especialista em História e membro do Instituto Brasil-Israel, afirma que Trump possui margem de manobra considerável nos acordos de cessar-fogo, conseguindo levar Netanyahu a atender suas demandas. Por outro lado, Amorim argumenta que a relação entre Trump e Netanyahu perpetua os ciclos de violência na Faixa de Gaza, onde a população local continua a sofrer.

Crise da Ucrânia e Relação com a Rússia

A guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, resultou em grandes perdas humanas e destruição significativa na região. Trump apresentou um plano de cessar-fogo de 30 dias, que foi aceito pela Ucrânia, mas a Rússia manteve uma postura hesitante.

Trump, que já se referiu ao presidente russo Vladimir Putin como “louco”, reconhece as dificuldades nas negociações, onde não conseguiu estabelecer um diálogo eficaz. Em conversas com Putin, ele apenas conseguiu identificar um interesse superficial por um cessar-fogo.

De acordo com Tito Lívio Barcellos Pereira, doutorando em Relações Internacionais, a posição russa em relação aos documentos e negociações varia. Ele sintetiza que as ambições da Rússia vão além da simples questão territorial, buscando um novo regime de segurança que exclui a Ucrânia da Otan.

📲 Receba as notícias de Curitiba no WhatsApp!

Participe do grupo do Busão Curitiba e fique por dentro de tudo que acontece na cidade. Entrar no grupo ›

Publicações recomendadas

Leia também