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Trincheira da Linha Verde no Pinheirinho entra na fase final da recuperação estrutural

A recuperação estrutural da trincheira da Rua Marechal Otávio Saldanha Mazza, sob a Linha Verde, no Pinheirinho, entrou na etapa final. Na manhã desta terça-feira (1/9), o prefeito Eduardo Pimentel acompanhou os trabalhos no local, onde as equipes fazem os últimos retoques na pintura das soldas do revestimento metálico instalado nas paredes internas. A previsão é que os serviços sejam concluídos em meados de setembro.

Iniciada em janeiro e coordenada pelo Departamento de Edificações da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), a intervenção foi realizada em aproximadamente 350 metros da trincheira, no sentido Pinheirinho-Sítio Cercado. Os trabalhos incluíram a correção de fissuras, trincas, rachaduras, infiltrações, problemas nas juntas de dilatação e falhas no sistema de drenagem.

“Quem passa aqui todos os dias lembra como era quando chovia, que tinha um vazamento estrutural grande. Fizemos toda a contenção, a infraestrutura de recuperação estrutural que vai garantir por muitos anos a tranquilidade de quem passa por aqui”, disse Eduardo Pimentel.

Antes da instalação do revestimento metálico, foram feitos o tratamento de trincas, fissuras e rachaduras, a recuperação de trechos de concreto desagregado, a desobstrução dos drenos existentes, a implantação de novos drenos superficiais e profundos, o tratamento das juntas de dilatação e a execução de canaletas para condução da água.

“Essa foi uma intervenção importante para recuperar e proteger uma estrutura que é fundamental para a mobilidade da região. O trabalho reforça a estabilidade, combate os efeitos da umidade e contribui para aumentar a vida útil da trincheira, garantindo mais segurança para quem utiliza essa ligação todos os dias”, afirma o secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur.

Como parte da etapa final, estão sendo instalados 1.179 painéis de aço nas chamadas cortinas, que são as paredes laterais da trincheira. O desenho foi desenvolvido com base nos princípios da arte cinética, usando formas geométricas e cores que criam um efeito visual dinâmico conforme os veículos passam pelo local.

Segundo o arquiteto Pablo Izidoro, da Smop, a solução reúne aspectos funcionais e estéticos.

“Além de reforçar e proteger as paredes recuperadas, o revestimento foi pensado para melhorar a experiência de quem circula pela trincheira. A variação das perfurações e a disposição das chapas também favorecem a redução dos ruídos do tráfego, contribuindo para um melhor conforto acústico no entorno”, explica Izidoro.

Os painéis foram produzidos em um sistema modular, que permite mais eficiência na execução e padronização das peças.

O engenheiro fiscal da Smop, Tadeu Morais de Castro, afirma que a intervenção foi definida a partir das recomendações de inspeções técnicas especializadas.

“O trabalho foi realizado de forma completa. Não se tratou apenas de corrigir as manifestações visíveis, mas de atuar nas causas, principalmente nos problemas relacionados à água. Foram recuperados o concreto e as juntas, executados novos sistemas de drenagem e, depois, instalado o revestimento metálico para proteger as paredes”, disse Castro.

A recuperação estrutural segue as recomendações de estudos técnicos realizados na estrutura, que identificaram infiltrações, trincas e rachaduras. Durante o período de estudos e preparação da contratação, a Smop acompanhou permanentemente a situação e confirmou que a estrutura não oferecia risco aos motoristas.

O contrato prevê investimento de R$ 2,35 milhões na recuperação da trincheira. A obra integra o Programa de Revitalização e Obras de Curitiba, o PRO Curitiba.

Também acompanharam a vistoria o diretor de Edificações da Smop, Marcelo de Souza Bremer; a administradora da Regional Pinheirinho, Janaina Lopes Gehr; e técnicos da Smop.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

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