TETO vai construir 27 moradias de emergência na região da CIC

Você deve conhecer a cantiga “era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada”. E é exatamente assim que as casas de diversos moradores das comunidades 29 de Março e Nova Primavera, localizadas na região da Cidade Industrial de Curitiba, estão. Residências que não oferecem condições básicas para uma vida digna. Mesmo com todas as dificuldades, as famílias não desistem e buscam formas para melhorar seus lares.

Mas a partir do próximo final de semana, a vida de dezenas de moradores dessas comunidades vai mudar. Várias famílias foram escolhidas para receber uma moradia de emergência da organização internacional TETO, que atua para garantir o direito à moradia nas favelas mais precárias e invisíveis do país, por meio de programas sociais que geram soluções concretas de melhorias das condições de moradia e habitat. Entre os dias 21 e 26 de julho, mais de 250 voluntários da organização irão levantar com as próprias mãos 27 casas nas comunidades 29 de Março e Nova Primavera, beneficiando famílias que lutam diariamente por uma vida mais digna. As moradias substituem as casas que já existiam no local, trazendo uma solução emergencial de alívio imediato às famílias que estão atualmente em situação de precariedade.

Para chegar aos beneficiados, o TETO promoveu diversas ações especiais, que vão de entrevistas com os interessados até a análise dos terrenos que irão receber as moradias. “São meses de estudos para chegarmos até as famílias que serão beneficiadas em cada construção do TETO. Procuramos entender muito bem a vulnerabilidade das famílias e de suas moradias. No final, as mais necessitadas são comtempladas pelo projeto. Mas é lógico que exigimos o engajamento total dos moradores nas reuniões e, até mesmo, nos dias da construção, tudo para que eles saibam que são realmente os donos das casas”, comenta Raphael Gonzaga, coordenador comercial do TETO Paraná.

Para tirar do papel o sonho de tantas famílias, o TETO vai investir mais de R$ 140.000,00, montante que engloba todos os materiais necessários para a construção das casas e, também, a infraestrutura necessária para transporte, alimentação e acomodação dos voluntários. “Nós não contamos com dinheiro público. Todo o nosso investimento é feito a partir de valores arrecadados em ações especiais da organização e, principalmente, por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas. Ou seja, o TETO é um caso digno de pessoas ajudando pessoas. Temos muito orgulho disso”, completa Lucas Kogut, diretor geral do TETO Paraná.

Sobre o TETO Brasil no Paraná

O TETO é uma organização internacional presente em 19 países da América Latina e Caribe, que atua há 10 anos no Brasil pelo direito das pessoas que vivem nas favelas mais precárias e invisíveis, engajando os moradores e as moradoras das comunidades e mobilizando jovens voluntários e voluntárias, para trabalharem juntos na construção de uma sociedade mais integrada.

Atuando há mais de 3 anos no Paraná, a organização já trabalhou em 12 comunidades na região da grande Curitiba, Castro e Paranaguá, sendo 6 delas com acompanhamento semanal em campo. Ao longo de sua trajetória no Estado, a organização já mobilizou mais de 3000 voluntários para construção de 236 moradias de emergência, divulgação dos trabalhos do TETO nas principais ruas de Curitiba, aplicação de mais de 1700 enquetes de caracterização socioeconômicas, visita a mais de 200 comunidades e realização de 17 projetos comunitários.

Para mais informações acesse o site www.techo.org/paises/brasil.

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Curitiba ilumina pontos turísticos de laranja pela prevenção ao câncer de pele

Nesta terça-feira (7/12), a Praça do Japão e a Torre de Cronometragem do Parque Náutico estarão iluminados de laranja, em alusão à adesão de Curitiba ao Dezembro Laranja, a campanha nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

A iluminação nesses locais foi feita para essa segunda-feira (6/12) e hoje ainda pode ser contemplada pela população. O objetivo é chamar a atenção dos curitibanos sobre a importância do diagnóstico e do tratamento precoce, além de orientar sobre os cuidados que devem ser incorporados à rotina diária.

O câncer de pele é o tipo de neoplasia mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Em Curitiba, dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam a projeção de 1.820 novos casos por ano. A boa notícia é que a maior parte, 95%, é do tipo não melanoma, menos agressivo. Além disso, quando descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura.

“Por isso é importante que a população fique atenta aos sinais e sintomas, e procure logo um serviço de saúde”, afirma a dermatologista do Centro de Especialidades de Santa Felicidade da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Simone Viola Ampuero Gehlen.

Prevenção

De acordo com a médica, a orientação é para que as pessoas fiquem atentas a lesões na pele que não cicatrizam, principalmente nas áreas que comumente ficam expostas ao sol. Sangramentos e pruridos neste tipo de lesões também são sinais de alerta. Segundo Simone, é importante observar pintas com mudança na cor e bordas irregulares.

Em qualquer um desses casos, a orientação é procurar o mais breve possível, um serviço de saúde, para uma avaliação. No SUS Curitibano, a porta de entrada é a unidade de saúde. Caso seja necessário, a unidade faz o encaminhamento do paciente para um especialista.

Além de observar os sinais de alerta, é importante também se prevenir. Medidas básicas do dia a dia que podem ajudar são o uso de filtro solar nas áreas que ficam expostas (com mínimo de fator de proteção solar de 30); evitar o sol entre as 10h e 16h; além de usar chapéu e roupas que protejam a pele o máximo possível da exposição direta ao sol.  

Câmara de Curitiba aprova suspensão de reajuste e limita correção do IPTU em 2022

O projeto da Prefeitura que adia a revisão da Planta Genérica de Valores e garante que o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) não sofra reajuste em 2022 foi aprovado, por unanimidade, nesta segunda-feira (06/12) em primeiro turno na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). A proposta, que recebeu 38 votos favoráveis, será votada em segundo e último turno nesta terça-feira (07/12).

Confirmada a aprovação, a atualização da Planta Genérica de Imóveis fica adiada para outubro de 2022, sendo que o reajuste que será aplicado valerá para 2023.

Dessa forma, os reajustes que estavam em vigor nos últimos anos, de 4% para imóveis residenciais, e de 7% para terrenos (mais a inflação), não serão praticados no IPTU 2022, que terá apenas a correção pela inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

A revisão da Planta Genérica de Valores atualizaria o valor venal dos imóveis da cidade, de acordo com o mercado. Com isso a cobrança do IPTU poderia variar acima da inflação para aqueles imóveis com valor venal defasado.

“A atual pandemia de Covid-19 teve repercussão no campo econômico, diminuindo a renda de muitas famílias e a receita de muitas empresas, que foram obrigadas a paralisar suas atividades. Fazer essa correção, neste momento, traria inúmeros prejuízos para população”, diz a mensagem da Prefeitura no projeto.

A revisão da Planta Genérica é prevista pela legislação. A Lei Complementar nº 40, de 18 de dezembro de 2001 determina, no § 2º do art. 36, que o Poder Executivo deve encaminhar ao Poder Legislativo, até o dia 15 de outubro do primeiro ano do mandato, projeto de lei com proposta de atualização dos valores unitários de metro quadrado de construção e de terrenos, constantes na Planta Genérica de Valores Imobiliários

No entanto, a valorização imobiliária observada nos últimos quatro anos e a entrada em vigor da nova Lei de Zoneamento, em agosto de 2020, provocaram consideráveis alterações na ocupação urbana, com reflexos diretos no valor venal dos imóveis na capital.