Terceira dose contra Covid-19 começa a ser aplicada no Paraná em setembro; saiba quem vai receber

A terceira dose da vacina contra a Covid-19 começa a ser aplicada no próximo dia 15 de setembro no Paraná. A informação foi confirmada pelo secretário de estado da Saúde, Beto Preto, em coletiva de imprensa concedida nesta quinta-feira (26), durante o recebimento de mais 190.800 doses de CoronaVac.

O anúncio de aplicação da “dose de reforço” foi anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na quarta-feira (25). Ela será aplicada em quem tomou a segunda dose há mais de seis meses. O intuito, segundo Queiroga, é fortalecer a imunidade da faixas etárias diante do crescimento da circulação da variante delta.

Segundo Beto Preto, o Paraná deve ter no máximo até sexta-feira (27) um número estimado de pessoas que irão receber a terceira dose. “São números variáveis, porque temos cidadãos com mais de 70 anos que tomaram a Astrazeneca, então não vão entrar agora”, explicou.

Inicialmente, a terceira dose será aplicada em pessoas com 70 anos ou mais, que tenham recebido a segunda dose há mais de seis meses, além de imunossuprimidos. Segundo o Plano Estadual de Imunizações, entram no grupo dos imunossuprimidos: indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de predinisona ou equivalente >10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos em tratamento e/ou que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; e neoplasias hematológicas.

Durante a entrevista, Beto Preto ainda destacou a importância do alinhamento com o Plano Nacional de Imunizações (PNI). “Estamos em um caminho que é mundial, mas só podemos dar um passo a frente aderidos ao PNI, por isso nossa estratégia tem dado certo. Hoje os municípios estão praticamente iguais, porque há esse equilíbrio. Se nós sairmos desse pareamento, vamos ter dificuldades e consequências”, concluiu.

Entrega

O Paraná recebeu mais 190.800 doses de CoronaVac. Os imunizantes desembarcaram no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e foram encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), onde permanecerão até sexta-feira (27), quando serão enviados às 22 Regionais de Saúde.

Informações Banda B

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Variante ômicron frustrou planos da Prefeitura de Curitiba de liberar uso da máscara

A descoberta da variante ômicron da Covid-19, no último mês de novembro, frustrou os planos da Prefeitura de Curitiba de liberar o uso da máscara em ambientes externos. Em entrevista à Banda B, nesta quarta-feira (8), a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, afirmou que a expectativa era ter flexibilizado a utilização do equipamento de proteção agora em dezembro.

“A gente tinha uma pretensão, mas o vírus tem nos desafiado. A gente tinha uma pretensão, talvez se não tivesse a variante ômicron, de liberar o uso da máscara em ambientes externos agora em dezembro. Mas, com a chegada da ômicron, tudo ficou em stand-by. Até tem uma recomendação da Secretaria de Estado da Saúde da manutenção e a gente está alinhado da mesma forma”, disse Huçulak.

Nesta semana, Curitiba registrou menos de mil casos ativos de Covid-19, que correspondem ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus. A última vez que a cidade teve um índice menor que mil foi em junho do ano passado.

De acordo com os dados do Painel Covid-19, da Secretaria Municipal da Saúde, o número de casos ativos diminuiu 92% em um ano. Em 8 de dezembro de 2020, exatamente um ano atrás, a cidade possuía 14.112 casos ativos.

“A gente repercute isso como uma excelente notícia neste momento, porque se a gente voltar um ano atrás nessa data nós estávamos no olho do furacão, com mais de 14 mil casos ativos. Se a gente pegar 8 de dezembro de 2020, veremos um número absurdo, foi aquela onda do final do ano em dezembro que assustou todo mundo, foi um Natal triste para família e todos os profissionais de saúde. Então, a gente comemora esse dado de hoje, mas com a cautela de muita gente que não tomou a vacina”, avaliou a secretária.

Huçulak atribui a redução de casos ao índice de vacinação. Curitiba chegou nesta quarta-feira a 80,6% da população vacinada, ao menos, com uma dose. Em relação à população completamente imunizada (com duas doses ou dose única), a cobertura chega a 72,8%.

“Não basta eu estar imunizado, eu preciso que a pessoa que eu convivo também esteja. Quanto mais pessoas vacinadas, maior será a proteção da sociedade como um todo. Essa baixa de números de casos ativos, de positividade, de casos novos, de internação, é por causa da vacina. A gente tem um dado que 83% dos óbitos são em pessoas não imunizadas. Então, a vacina é proteção, é necessária. É importante que, se a pessoa não quer acreditar na vacina, a sociedade voltou ao normal, todo mundo voltou a conviver, só isso já é um argumento suficiente”, reforçou.

Vacinas são eficazes contra a Ômicron, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou, nessa terça-feira (7), que as vacinas são eficazes contra a nova variante Ômicron do coronavírus, detetcada na África do Sul, ao proteger os infectados que desenvolvem doença grave.

“Não há razão para duvidar” de que as vacinas atuais protegem os doentes infectados com Ômicron contra formas graves de covid-19, afirmou o responsável pela resposta de emergência em saúde pública da OMS, Michael Ryan, em entrevista. 

“Temos vacinas muito eficazes que se mostram potentes contra todas as variantes até agora, em termos de gravidade da doença e hospitalização, e não há razão para acreditar que não seja o caso” com a Ômicron, disse Ryan, acrescentando que estão no início estudos da variante, detectada apenas em 24 de novembro e que já foi registrada em cerca de 40 países.