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Técnico de Enfermagem Recebe 44 Anos de Prisão

Técnico de enfermagem condenado a 44 anos de prisão - 18/08/2025 - Equilíbrio e Saúde

Técnico de Enfermagem é Condenado a 44 Anos de Prisão por Abusos em UPA de Curitiba

A Justiça do Paraná condenou Wesley da Silva Ferreira, técnico de enfermagem, a 44 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por abusos sexuais cometidos contra pacientes em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Curitiba. A decisão foi proferida na sexta-feira, 15 de setembro, pela 12ª Vara Criminal.

Detalhes do Caso

O réu, que já estava detido preventivamente desde outubro do ano anterior, agora cumprirá sua pena. A defesa de Wesley não foi identificada, visto que o processo tramita em sigilo.

A condenação inclui também 2 anos, 7 meses e 4 dias de detenção em regime semiaberto, além do pagamento de uma indenização de 50 salários-mínimos (equivalente a R$ 75.900) para cada uma das vítimas.

Denúncias e Crimes Cometidos

Wesley foi denunciado pelo Ministério Público em novembro do último ano, com relatos de abusos sexuais ocorridos entre novembro de 2023 e outubro de 2024, envolvendo seis vítimas que estavam sob sedação.

Ele foi condenado por quatro casos de estupro de vulnerável, quatro de registro não autorizado da intimidade sexual, transmissão de material audiovisual referente a atos de estupro e por perigo de contágio venéreo, pois é portador de HIV e não utilizou preservativo durante os atos.

O técnico foi absolvido de acusações relacionadas a um crime de registro não autorizado da intimidade, produção de cena de sexo explícito envolvendo crianças e armazenamento de fotografias pornográficas com crianças.

Investigações e Resposta da Prefeitura

As investigações começaram após o companheiro de Wesley encontrar imagens dos abusos em seu celular. Em resposta às denúncias, a Prefeitura de Curitiba informou que o funcionário foi demitido sumariamente. Wesley havia sido contratado por processo seletivo público em 24 de novembro de 2023 e atuava no plantão noturno da UPA da CIC (Cidade Industrial de Curitiba), além de trabalhar também em instituições privadas de saúde.

Comentário da Promotoria

A promotora de Justiça Tarcila Santos Teixeira ressaltou a importância da condenação, afirmando que ela atende não apenas ao anseio das vítimas, mas também à confiança da sociedade nos serviços públicos. “Foi um crime que gerou comoção e a resposta foi adequada, refletindo o verdadeiro conceito de Justiça”, destacou.

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