Redução de Tarifas Agrícolas para o Brasil: Novo Decreto da Casa Branca
A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira (14/11) uma ordem executiva que altera parte das tarifas sobre produtos agrícolas provenientes do Brasil, as quais foram implementadas em julho sob pressão política. O objetivo da medida é facilitar negociações entre os dois países e beneficiar o agronegócio brasileiro.
Mesma Política, Novas Condições
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs tarifas adicionais de 40% contra o Brasil em julho, justificando a decisão como uma forma de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrentava acusações no Supremo Tribunal Federal (STF). A nova ordem retira alguns produtos agrícolas da lista de sobretaxas, mas mantém o estado de emergência e grande parte das tarifas em vigor.
A redução impacta itens como carne bovina, café, cacau, frutas, vegetais e fertilizantes, que agora estarão isentos da alíquota extra de 40%. A mudança entrou em vigor à 00h01 do dia 13 de novembro, no horário da costa leste dos EUA. Importadores que pagaram a tarifa após o decreto poderão solicitar reembolso à alfândega americana.
Progresso nas Negociações Bilaterais
De acordo com autoridades dos EUA, a flexibilização das tarifas segue um “progresso inicial” nas negociações entre Brasil e Estados Unidos, iniciado após um telefonema entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de outubro.
Revisão do Tarifaço Anterior
O tarifaço de 40% foi anunciado em 9 de julho, com Trump enviando uma carta a Lula comunicando a nova taxa a partir de 1º de agosto. Na ocasião, Trump descreveu o julgamento de Bolsonaro como uma “caça às bruxas” e criticou intervenções da Justiça brasileira que, segundo ele, atacavam a liberdade de expressão. As alegações de barreiras comerciais “injustas” contra empresas americanas foram refutadas pelo governo brasileiro.
Impacto no Agronegócio Brasileiro
A nova decisão da Casa Branca é vista como um gesto significativo para o agronegócio nacional, que foi o setor mais prejudicado pelas altas tarifas. No entanto, a administração americana deixou claro que não considera a questão encerrada: o estado de emergência permanece e novos ajustes podem ser feitos se o governo dos EUA avaliar que o Brasil não está cumprindo as exigências estabelecidas.
Expectativas de Acordo Prévio
Recentemente, o chanceler Mauro Vieira comentou que o Brasil apresentou uma “proposta geral” ao governo dos EUA durante encontro com o secretário de Estado, Marco Rubio. Brasília espera firmar um acordo preliminar até o início de dezembro, o que serviria como base para futuras negociações mais abrangentes.
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