Setor do turismo no Paraná debate retorno das atividades

A 81ª Reunião Ordinária do Conselho Paranaense de Turismo aconteceu na  quarta-feira (5) e teve a participação de lideranças do turismo do Paraná.

 

Em reunião ordinária (a 81ª), o Conselho Paranaense de Turismo (Cepatur) debateu nesta quarta-feira (05) a retomada do turismo no Estado no período pós-pandemia. A reunião contou com a participação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e mais 337 participantes.

O encontro virtual foi aberto pelo vice-governador Darci Piana, e presidido pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes.

Marcio Nunes falou sobre os esforços que o Paraná está fazendo para vencer a crise e garantir a retomada do setor com segurança. Segundo ele, o entrosamento entre o Conselho Paranaense de Turismo, governador Carlos Massa Ratinho Junior e a Secretaria está resultando numa série de medidas que vão permitir a reabertura dos atrativos turísticos estaduais e dos estabelecimentos comerciais, sempre levando em conta a saúde da população.

A Sedest, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), prevê a abertura de Unidades de Preservação para o próximo dia 15. Outros destinos paranaenses estão voltando às atividades, gradativamente, em todo o Estado. “É um momento que exige ações orquestradas com todos os órgãos envolvidos, população e trade turístico e, principalmente, com a Secretaria de Saúde para preservar o turista”, disse.

Além da apresentação das ações do Ministério, durante a Reunião Extraordinária, o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, apresentou o um novo projeto que ainda está em execução e faz parte do programa de retomada do turismo do Paraná. A ferramenta inovadora busca, ao mesmo tempo, o aumento da arrecadação do setor turístico e a promoção do turismo regional.

O projeto consiste em mais um incentivo do Governo do Estado para que os paranaenses consumam produtos turísticos regionais e viajem pelo Estado, visando fomentar e potencializar a retomada do turismo após a pandemia a partir da oferta de produtos regionais.

O coordenador do Grupo de Trabalho (GT) do Turismo Religioso, Eliseu Rocha, divulgou o Fórum Estadual de Turismo Religioso, que acontecerá de forma virtual nos dias 13 e 14 de agosto. A próxima Reunião Ordinária do Cepatur acontece no dia 8 de outubro deste ano.

 

 

Ministro do Turismo destaca ações para mitigar a crise

O ministro Marcelo Álvaro Antônio apresentou as principais ações do Ministério do Turismo diante da pandemia, destacando que as ações para mitigação dos impactos por parte do governo federal se dividiram em três momentos.

O primeiro foi o de socorro ao setor, que ele chamou de “momento de sobrevivência”, com ações como a flexibilização da jornada de trabalho, a partir da Medida Provisória 936, que teve como objetivo principal, de acorde com ele, “preservar a sobrevivência de empresas e empregos”, a importância de ações como a não exigência de vistos para turistas de Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália para o turismo nacional. O ministro destacou que as ações para mitigação dos impactos por parte do governo federal se dividiram em três momentos.

A sanção da Medida Provisória n.º 948 marcou o segundo momento de atuação do Ministério. A MP assegura aos prestadores de serviços ou sociedades empresárias do setor do turismo e cultura a não obrigatoriedade de reembolso de valores pagos pelo consumidor em caso de cancelamento de serviços, de reservas e de eventos, incluídos shows e espetáculos.

Enquanto que o crédito gerado em casos previstos de reembolso poderá ser utilizado pelo consumidor no prazo de 12 meses, contado da data de encerramento do estado de calamidade pública.

Já o terceiro momento foi a prorrogação da MP 963, que abre crédito extraordinário de R$ 5 bilhões para o Financiamento da Infraestrutura Turística Nacional, sob a supervisão do Fundo Geral do Turismo (Fungetur).

Para a retomada do turismo, Marcelo Antônio disse que é necessário equilibrar a balança comercial do turismo, que já apresenta déficit de R$ 13 bilhões. Uma das soluções, para ele, é o turismo regional. “Há uma tendência para o turismo regional, a promoção dos destinos domésticos. Por isso temos uma meta de alcançar 100 milhões de turistas domésticos”, disse.

Ele finalizou a participação falando sobre a criação do Selo de Biossegurança do Brasil e sobre a concessão dos parques nacionais, que têm como principal objetivo dar segurança e confiança para que o turista possa viajar pelo país. “A intenção é incentivar os turistas a visitar os destinos que tenham esse selo, aliado a isso pretendemos viabilizar a concessão dos parques. Com isso, a população terá destinos mais estruturados, com um turismo receptivo mais qualificado”.

 

Representantes do turismo do Estado questionam Ministério

O presidente da Paraná Turismo, Jacob Mehl, fez um breve histórico do Conselho, com ênfase na relevância que tem perante aos empresários e operadores de turismo nesse período de crise.  Além disso, fez alguns questionamentos ao secretário de Atração de Investimentos do Ministério do Turismo, Lucas Fiuza,

sobre como as Áreas Especiais de Interesse Turístico, como Angra Doce, podem ter acesso aos benefícios da Lei 6.513/1977. Segundo o secretário, a lei é muito genérica e antiga (década de 70) e que está em fase de revisão. Outro questionamento do presidente da PRTur foi sobre a possibilidade de uma tratativa com a Agência Nacional de Transportes Terrestres para a não cobrança da taxa anual de R$ 1.800, considerada abusiva, por ônibus cadastrados. Fiuza respondeu que essa tratativa pode ser considerada em breve.

As perguntas foram encaminhadas previamente ao Ministério e formuladas por conselheiros, que fazem parte de entidades ligadas ao Cepatur, como Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo do Paraná (Abrajet-PR), Sindicato das Empresas de Transporte por Fretamento de Curitiba e Municípios do Paraná (Sinfretiba), Associação Turística do Norte Pioneiro/Região Turística Norte Pioneiro (ATunorpi) e Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV-PR).

Os questionamentos fazem parte da preocupação da autarquia e da Sedest, que trabalham desde o começo da pandemia em ações que integram o plano de retomada do setor do turismo. São estratégias e ações para a reabertura, como execução de certificados de segurança e protocolos sanitários para que os destinos paranaenses reiniciem suas atividades sem colocar em risco a saúde do turista.

Considerando as perdas econômicas do setor de aproximadamente R$3,93 bilhões, entre os meses de março e maio, a Paraná Turismo vem trabalhando com uma série de ações de apoio e orientação ao setor do turismo, para a preparação do retorno das atividades no Estado.

O trabalho é norteado por estudos da Organização Mundial do Turismo e pesquisas desenvolvidas pela autarquia que representa o turismo no Paraná, apontando que o retorno das atividades turísticas se dará primeiramente com o regional, a curta distância. Na sequência, o governo visa o turismo nacional, com as longas distâncias e, por último, o turismo internacional.

 

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Paraná ultrapassa a marca de 500 mil casos de Covid-19

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta terça-feira (19) mais 4.838 novos casos e 87 mortes pela Covid-19. Há ajustes ao final do texto. Os dados acumulados do monitoramento da doença mostram que o Estado soma agora 504.605 diagnósticos confirmados e 9.060 mortos, desde o início da pandemia.

Os casos divulgados nesta terça-feira são de janeiro de 2021 (4.525) e dos seguintes meses de 2020: junho (2), julho (9), agosto (6), outubro (5), novembro (58) e dezembro (233).

INTERNADOS – O boletim divulga que há 1.601 pessoas com diagnóstico confirmado internadas. São 1.284 pacientes em leitos SUS (607 em UTI e 677 em enfermaria) e  317 em na rede particular (130 em UTI e 187  em enfermaria).

Há outros 1.242 pacientes internados, 490 em UTI e 752 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

ÓBITOS – Os 87 pacientes que faleceram, relatados no boletim, são 31 mulheres e 56 homens, com idades que variam de 20 a 93 anos. Os óbitos ocorreram entre 12 de agosto de 2020 a 19 de janeiro de 2021.

Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (16), Maringá (6), Araucária (5), Ubiratã (5), Apucarana (3), Pontal do Paraná (3), Arapongas (2), Campo Largo (2), Carambeí (2), Cianorte (2), Nova Esperança (2), Rolândia (2), São José dos Pinhais (2), Telêmaco Borba (2) e Toledo (2).

A Secretaria da Saúde registra, ainda, a morte de uma pessoa em cada um dos municípios de Adrianópolis, Andirá, Barbosa Ferraz, Bom Sucesso, Campo Mourão, Cascavel, Colombo, Colorado, Cruzeiro do Oeste, Dois Vizinhos, Engenheiro Beltrão, Faxinal, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Guaratuba, Imbau, Lapa, Maripá, Medianeira, Nova Aurora, Paranaguá, Ponta Grossa, Rio Branco do Sul, Santa Helena, Santa Tereza do Oeste, Santana do Itararé, Sarandi, Umuarama, Ventania e Vitorino.

FORA DO PARANÁ – O monitoramento da Saúde registra 3.965 casos de residentes de fora,  sendo que 72 pessoas foram a óbito.

AJUSTES:

Exclusões

Total de exclusão: 10 casos residente no Paraná. 9 óbitos residente no Paraná

Um caso e óbito confirmado (homem, 88 anos) no dia 17 de junho em Londrina foi excluído por erro de notificação

Um caso e óbito confirmado (Homem, 90) no dia 02 de julho de 2020, em Maringá foi excluído por erro de notificação

Um caso e óbito confirmado (Homem, 28) no dia 24 de julho de 2020 em Maringá foi excluído por erro de notificação

Um caso e óbito confirmado (Mulher, 49) no dia 19 de agosto em Marialva foi excluído por erro de notificação

Um caso e óbito confirmado (Homem, 84) no dia 27 de agosto de 2020 em Foz do Iguaçu foi excluído por erro de notificação

Um caso confirmado (Homem,20) no dia 03 de setembro de 2020 em Colombo foi excluído por erro de notificação

Um caso e óbito confirmado (Mulher,72) no dia 03 de setembro de 2020 em Maringá foi excluído por erro de notificação

Um caso e óbito confirmado (Homem,39) no dia 28 de setembro de 2020 em Sarandi foi excluído por erro de notificação

Um caso e óbito confirmado (Homem,69) no dia 18 de novembro de 2020 em Cianorte foi excluído por erro de notificação

Um caso e óbito confirmado (Mulher,87) no dia 17 de dezembro de 2020 em Maringá foi excluído por erro de notificação

Confira o informe completo clicando  AQUI

Informações AEN.

População deve manter uso de máscara e evitar aglomeração, reforça governador do Paraná

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou nesta terça-feira (19) a importância de a população continuar com as medidas de proteção contra o novo coronavírus, mesmo com o início da vacinação no Estado. Em entrevista ao telejornal Meio-Dia Paraná, da RPC TV, ele ressaltou que há ainda muitas fases a serem vencidas.

No mesmo dia em que as doses do imunizante começam a ser distribuídas às 22 Regionais de Saúde do Paraná, o governador explicou como funciona a logística organizada pelo Governo do Estado para que as vacinas cheguem aos 399 municípios do Estado.

“Ontem foi um dia de muita alegria para os paranaenses, pois conseguimos fazer a primeira vacinação no Hospital do Trabalhador, que como tantos outros do Paraná, tem nos ajudado muito a combater o coronavírus desde o início da pandemia. Uma luz no fim do túnel, toda a população esperava por esse dia”, afirmou Ratinho Junior.

“Mas é importante reforçar que o início da vacinação não quer dizer que as pessoas podem relaxar, andar sem máscara, fazer aglomeração. Temos ainda algumas fases a serem vencidas, que envolvem a produção da vacina. Ainda levará alguns meses para que toda a população seja imunizada”, salientou. “Esses cuidados que a população do Paraná tem tido ao longo dos meses têm que ser reforçados até que a maioria esteja vacinada. Vencemos uma batalha, mas não a guerra contra a Covid-19”, destacou.

Ratinho Junior lembrou que, neste primeiro momento, serão vacinados no Paraná os profissionais da saúde, indígenas, idosos institucionalizados e pessoas com deficiência severa. “Os trabalhadores da saúde estão há 10 meses fazendo frente à pandemia e precisam estar saudáveis e seguros para continuar esse excelente trabalho”, destacou o governador.

“Dobramos o número de leitos de UTI no Paraná, mas é importante lembrar que as unidades intensivas não são feitas só de equipamentos, mas compostas por uma série de profissionais. Se você perde um membro da equipe, já compromete o funcionamento dessa UTI”, disse. “O cuidado neste primeiro momento é fazer com que os profissionais da saúde possam ser vacinados e tenham segurança de que não vão ficar doentes”, salientou.

LOGÍSTICA – Ratinho Junior explicou que o Governo do Estado começou o planejamento para a aquisição e distribuição dos insumos e imunizantes ainda no ano passado, em um trabalho conjunto envolvendo a Secretaria de Estado da Saúde, a Casa Militar e outros órgãos estaduais. “Programamos primeiro a logística dos insumos. Tínhamos que fazer chegar as agulhas, algodão, álcool e seringas a todos os municípios do Paraná”, explicou.

Iniciada no sábado (16), a entrega de 1,7 milhão de itens de insumos para abastecer as 1.850 salas de vacinação do Estado foi concluída em menos de 48 horas. Agora foi iniciada a distribuição de 132.540 doses dos imunizantes, metade das 265,6 mil recebidas pelo Paraná, em uma logística que envolve três aeronaves e caminhões da frota do governo. A expectativa é que na noite desta terça-feira todos os municípios estejam com as doses em mãos para iniciar vacinação já na quarta-feira (20).

“Às 8h as vacinas começaram a ser despachadas. Nossa estratégia foi desenhada usando as aeronaves do Estado, mas com um plano B para garantir que elas cheguem apesar do mau tempo”, disse. “Os municípios do Paraná também são muito organizados para esse processo. Temos um sistema de saúde no Paraná que é descentralizado, com atuação regional dos consórcios de saúde, o que facilita a vacinação simultânea”, afirmou.

O restante das vacinas está armazenado no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), para serem enviadas para a aplicação da segunda dose nos primeiros grupos que serão imunizados. O governador explicou que esse plano de atuação é necessário para evitar perdas ou desvios dos imunizantes e para desafogar os estoques dos municípios. Os novos lotes devem ser enviados nos próximos 20 dias, antes de iniciar a segunda etapa.

Informações AEN.