A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba emitiu um alerta sobre o aumento dos casos de hepatite A na capital paranaense. Em 2022, foram registradas 563 notificações da doença, com a maioria dos casos (73%) ocorrendo em homens, especialmente aqueles entre 20 e 39 anos. No total, 2,4% dos casos necessitaram de internação em UTI, resultando em cinco mortes e um transplante.
Cenário Nacional
De acordo com a SMS, o alerta em Curitiba é parte de uma tendência observada em outras grandes cidades do Brasil, como São Paulo, Belo Horizonte e Natal, que também registraram aumento nos casos de hepatite A.
Dados Recentes
Neste ano, 64 casos de hepatite A foram confirmados em Curitiba, sendo que 42% dos afetados necessitaram de hospitalização. Segundo a secretária municipal de Saúde, Tatiane Filipak, a prevenção da doença deve ser uma prioridade, com ênfase em práticas como higiene das mãos, sexo seguro e vacinação.
Riscos de Complicações
O médico infectologista da SMS, Alcides Oliveira, alerta que jovens e adultos apresentaram maior risco de hospitalização, com potenciais complicações que podem levar à insuficiência hepática e até à necessidade de transplante. Por isso, o médico recomenda que a população procure atendimento ao primeiro sinal de sintomas.
Transmissão e Sintomas
A hepatite A é causada por um vírus que se transmite principalmente por via fecal-oral, através do contato com água ou alimentos contaminados, além de práticas sexuais que envolvam contato com fezes. Os sintomas podem incluir febre, mal-estar, dores no corpo, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia e icterícia, caracterizada pelo amarelamento da pele e dos olhos.
Vacinação e Prevenção
A vacinação contra a hepatite A está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde desde 2013, direcionada a crianças de 1 a menores de 5 anos e a grupos específicos atendidos nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie), como aqueles que usam Profilaxia Pré-Exposição Sexual (PrEP), pessoas com doenças crônicas do fígado, imunossuprimidas, candidatos a transplante e portadores de HIV.
Além da vacina, é essencial adotar medidas de higiene rigorosas, como lavar bem as mãos, higienizar alimentos, consumir apenas água potável e usar preservativos durante relações sexuais para evitar a transmissão da doença.
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