Sanepar prorroga até 30 de novembro adesão a parcelamento de débito

Como mais uma ação para mitigar o impacto da Covid-19 às famílias mais vulneráveis, a Sanepar prorrogou até 30 de novembro o prazo de adesão ao programa de parcelamento de débitos para os clientes. As negociações das contas em atraso, com vencimento até junho de 2021, são feitas via Programa de Recuperação de Crédito Cliente Particular (Reclip). Esses débitos podem ser parcelados em até 60 meses, sem multa e sem valor de entrada. A taxa de juros foi reduzida de 0,46% para 0,1% ao mês.

Para fazer a adesão, o cliente tem como opções o site da Sanepar, o telefone 0800 200 0115, o e-mail corporativo ou ir às Centrais de Relacionamento, nas cidades onde estão abertas. Depois de negociada a dívida, o parcelamento será incluído nas faturas subsequentes. Todas as parcelas serão lançadas diretamente nas faturas conforme a negociação, não havendo pagamento em dinheiro em nenhuma situação.

Outro diferencial do Replic é que não há exigência de taxa mínima. Independente do valor do débito, da categoria do cliente (residencial, comercial ou industrial), da sua faixa de consumo e do valor final da parcela após a negociação, a dívida poderá ser paga em até 60 meses. A exceção é com imóveis alugados. Nesse caso, o número de parcelas não pode ultrapassar o tempo de vigência do contrato.

Débitos gerados a partir de julho poderão ser negociados, de acordo com as regras gerais da Sanepar. Não serão inclusas no programa as dívidas em discussão judicial.

TARIFA SOCIAL – As contas de água e esgoto para clientes cadastrados na Tarifa Social podem ser pagas até 14 de dezembro deste ano. Ou seja, o prazo de pagamento foi estendido por 90 dias a partir de 16 de setembro de 2021.

SEM CORTE  A Sanepar não tem cortado o fornecimento de água por falta de pagamento de nenhum cliente, desde o início da pandemia do coronavírus.

Todas essas medidas – o parcelamento de débitos, a prorrogação de contas da Tarifa Social e a manutenção das ligações inadimplentes – dão continuidade às ações sociais da Companhia para minimizar o impacto causado pela Covid-19 às famílias paranaenses.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Governo anuncia retorno do programa Voe Paraná e abertura de novas rotas

Maior programa de aviação regional do País, o Voe Paraná tem data para recomeçar. Na segunda-feira (27) o voo 2612 sai de Apucarana no começo da manhã e finaliza a rota no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. No dia seguinte, terça-feira (28), o voo 2520 parte de Curitiba às 11h05 para Pato Branco, retornando na sequência, às 13h30 – o tempo de viagem, por trecho, é de 1h25. Também na terça, às 16h25, o voo de retorno à Apucarana sai às 16h25 do Afonso Pena.

O anúncio da retomada da programação, suspensa desde março do ano passado em razão da pandemia de Covid-19, foi confirmada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta quinta-feira (16), em ato no Palácio Iguaçu, que contou com a presença da diretoria da Aerosul, companhia área paranaense com sede em Rolândia, na região Norte, uma das parceiras do projeto. As passagens, inclusive, já podem ser compradas no site da empresa – as aeronaves Cessna C208 têm capacidade para transportar até nove passageiros.

“Com a vacinação contra a Covid-19 avançando e a retomada da economia do Estado, as companhias aéreas passaram a ter condições de voltar com o programa, oferecendo mais linhas e voos. Finalizamos a composição nesta quinta-feira com a Aerosul para poder anunciar essas rotas entre Curitiba e Apucarana e entre Curitiba e Pato Branco”, afirmou Ratinho Junior.

“Essas linhas aéreas são um salto na logística e na infraestrutura do Paraná. Com uma melhor condição de deslocamento, tenho certeza que mais empresários terão interesse em abrir negócios no nosso Estado, gerando mais emprego e renda para os paranaenses”, acrescentou.

Essa é apenas a primeira etapa da parceria com a Aerosul. A empresa pretende até o fim do ano instalar as ligações Curitiba-Londrina, Curitiba-Telêmaco Borba, Curitiba-Guarapuava e Londrina-Foz do Iguaçu-Assunção (Paraguai). “O investimento ultrapassa US$ 25 milhões (cerca de R$ 130 milhões). Confiamos na aviação regional como um grande impulsionador do desenvolvimento”, destacou o presidente da companhia, Adílson Santos de Oliveira.

Além do Paraná, a Aerosul opera também em Santa Catarina e tem planos de iniciar rotas para o Rio Grande do Sul. “Conforme a demanda, pretendemos expandir mais”, disse o empresário.

CHEGADAS E PARTIDAS – O roteiro prevê seis voos semanais na linha Curitiba-Apucarana. Às segundas e quartas com saída de Apucarana. Às terças e quintas com saídas de Curitiba. E, nas sextas-feiras, o trecho completo, com ida e volta. Apenas nas segundas é que voo sai de Arapongas, onde está instalado o hangar da companhia.

“Apucarana é uma das grandes cidades do Paraná, um expoente do agronegócio. O modal aéreo tem muita importância nesse contexto, beneficiando o setor industrial, de serviços, público e, claro, o turismo”, ressaltou o prefeito da cidade, Sebastião Ferreira Martins Junior, o Junior da Femac, que também participou da cerimônia.

“A importância vai além. Apucarana hoje tem influência em outros 26 municípios. Todo o Vale do Ivaí vai ganhar muito com essa rota”, acrescentou.

A ligação entre Curitiba e Pato Branco, por sua vez, terá saídas da Capital de terça a sexta. Os voos do Sudoeste partem às terças, quartas e sextas.

MAIS VOOS – Atualmente há linhas aéreas periódicas ligando Curitiba a Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu, operadas por companhias aéreas diferentes – Azul, Gol e Latam.

A Azul Linhas Aéreas informou que planeja expandir sua operação para mais cinco cidades do Interior do Paraná ainda neste ano. Umuarama é um dos destinos visados pela companhia já a partir de outubro deste ano, e as cidades de Toledo, Guarapuava, Pato Branco e Ponta Grossa também poderão ter suas bases reabertas.

A Latam, por sua vez, também confirmou um incremento no número de voos partindo de Curitiba. Serão mais sete destinos: Porto Alegre, Belo Horizonte/Confins, Rio de Janeiro/Santos Dumont, Foz do Iguaçu, Maringá, Londrina e Fortaleza. Ao todo, até o primeiro trimestre de 2022, a empresa completará 10 destinos a partir da capital paranaense, contra os três em operação atualmente (Guarulhos, Congonhas e Brasília).

Também com previsão de estreia para os três meses do ano que vem, destacou a empresa, está a rota Cascavel-Guarulhos (SP).

VOE PARANÁ – Lançado pelo governador Ratinho Junior em outubro de 2019, o Voe Paraná mantinha voos regulares, em parceria com a Gol e Two Flex, de Curitiba para Guaíra, Paranaguá, Cianorte, Campo Mourão, Paranavaí, Arapongas, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, União da Vitória e Telêmaco Borba.

O programa, contudo, precisou ser descontinuado em março de 2020 em razão da pandemia da Covid-19. De acordo com a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística, 2.736 passageiros foram transportados no período.

O Paraná encerrou 2019 com 19 aeroportos operando voos regulares para destinos turísticos de qualquer lugar do País e do mundo – em 2018, eram apenas seis aeroportos (Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa). Ampliação que volta à pauta, com a reforma e ampliação de terminais importantes pelo Estado como os de Siqueira Campos, Paranavaí, Arapongas e Umuarama, entre outros.

Governo do Paraná propõe repasse de R$ 80 mensais para a compra de alimentos a famílias vulneráveis

O Governo do Estado enviou nesta quinta-feira (16) à Assembleia Legislativa um Projeto de Lei Complementar que institui, no Paraná, o Programa Estadual de Transferência de Renda. Com o repasse de R$ 80 mensais para a compra de alimentos, a proposta busca contribuir com a segurança socioassistencial de famílias paranaenses em situação de vulnerabilidade econômica e social.

Nos mesmos moldes do Cartão Comida Boa, implantado emergencialmente no ano passado para atender famílias afetadas pela pandemia de Covid-19, o benefício atende pessoas em situação de extrema pobreza (com renda mensal per capita de até R$ 89) ou de pobreza (com renda entre R$ 90 e R$ 178 per capita por mês).

O valor de R$ 80 por mês, por residência, deve ser utilizado para a compra de itens básicos de alimentação em estabelecimentos comerciais previamente fixados.

“O programa visa garantir a segurança socioassistencial de sobrevivência e renda, no âmbito da Política de Assistência Social e no enfrentamento à pobreza, provendo um incremento de renda com a perspectiva de garantir o mínimo para a dignidade humana”, diz a mensagem assinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O texto deve ser lido na segunda-feira (20) na Assembleia e tramitar em regime de urgência na Casa. Assim que aprovada pelos deputados, o Executivo tem um prazo de 60 dias para a regulamentação da Lei.

Beneficiários

A prioridade do programa Transferência de Renda é atingir a população que não é atendida pelo Bolsa Família. Porém, caso haja disponibilidade orçamentária, os beneficiários do programa federal também podem ser incluídos no do Governo do Estado, atendendo a critérios e condições que ainda serão regulamentados por ato do Executivo.

Coordenado pela Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho, com a participação de outras pastas e órgãos estaduais, o programa será executado com recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop), do Fundo da Infância e Adolescência (FIA) e outros valores do orçamento para a área.

Entre os objetivos da proposta estão a erradicação da pobreza, garantia da segurança alimentar, melhora da nutrição, promoção da agricultura sustentável e a redução da desigualdade social no Estado. A concessão do benefício tem caráter temporário e não gera direito adquirido. Por isso, a elegibilidade das famílias beneficiadas deve ser revista a cada 90 dias.

Cartão Comida Boa

Uma alternativa para a população que sofreu com as restrições impostas pela pandemia, o Cartão Comida Boa destinou, entre junho e agosto de 2020, um voucher de R$ 50 por mês para a população mais vulnerável utilizar em supermercados credenciados para comprar itens da cesta básica. No total, 794 mil vouchers foram distribuídos no período, com 2,7 milhões de transações de compra realizadas nos 399 municípios.