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Saneamento reduz internações femininas e incidência de doenças ginecológicas

Dados recentes revelam a importância do saneamento básico na saúde das mulheres no Paraná, especialmente em um mês que destaca a luta feminina. O relatório do Datasus, do Ministério da Saúde, aponta que, em 2025, o Brasil registrou 73 mil internações de mulheres devido a doenças relacionadas à água, enquanto o Paraná contabilizou apenas 3.650 casos, representando 5% do total nacional.

Investimentos em Saneamento

Estatísticas mostram que, a cada 100 internações de mulheres por doenças como diarreia e infecções intestinais no Brasil, apenas cinco são paranaenses. Esse resultado é atribuído aos investimentos consistentes da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que alcançou 100% de cobertura de água tratada e 82,4% de atendimento na rede de esgoto até 2025. Vale destacar que todo o esgoto coletado pela empresa recebe tratamento integral.

Papel do Saneamento na Igualdade de Gênero

A gestora de educação socioambiental da Sanepar e especialista em saúde coletiva, Luciana Garcia, enfatiza que o saneamento é fundamental para combater a pobreza e promover a igualdade de gênero. “Mulheres negras, de periferia e em situação de vulnerabilidade são as mais impactadas pela falta de infraestrutura. Melhorando o acesso ao saneamento, garantimos saúde e oportunidades para essas mulheres e meninas,” afirma.

Efeitos na Saúde Feminina

Uma pesquisa do Instituto Trata Brasil (2022) indica que o acesso pleno a serviços de água e esgoto pode reduzir em 63,4% a incidência de doenças ginecológicas entre mulheres de 12 a 55 anos. Segundo Luana Pretto, presidente executiva do Instituto, “a água tratada disponível 24 horas promove uma higiene íntima adequada, diminuindo infecções e garantindo dignidade menstrual; assim, meninas que têm acesso à água faltam menos à escola”.

Impacto Socioeconômico

Além dos benefícios à saúde, o saneamento também impacta na esfera socioeconômica. “Historicamente, a sobrecarga dos cuidados familiares recai sobre as mulheres. Se uma criança adoece devido à falta de saneamento, muitas vezes é a mãe quem precisa faltar ao trabalho ou interromper os estudos,” ressalta.

Universalização até 2030

O Marco Legal do Saneamento estabelece que até 31 de dezembro de 2033, os estados devem alcançar 99% de cobertura de água potável e 90% de coleta e tratamento de esgoto. No entanto, a Sanepar tem um cronograma agressivo, visando completar essa cobertura total até 2030.

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