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Rio Iguaçu recebe 5 mil surubins da Copel em estação ambiental

A Copel iniciou um projeto de repovoamento ao longo de 2023, com a soltura de mais de 5 mil alevinos de surubim-do-Iguaçu (monjolo). Essa espécie é o maior peixe nativo do Rio Iguaçu e consta da lista de fauna ameaçada de extinção no Paraná, conforme o Decreto Estadual 6.040/2024.

Classificação de Espécies Ameaçadas

A legislação estadual classifica as espécies com base em critérios como distribuição geográfica, tamanho populacional e redução de indivíduos. Na última avaliação, o surubim-do-Iguaçu foi classificado como em perigo de extinção.

Estação Experimental de Estudos Ictiológicos

Com a ação de repovoamento, a Copel conclui um ciclo de reprodução em cativeiro na Estação Experimental de Estudos Ictiológicos, em Reserva do Iguaçu, próximo à Usina Hidrelétrica Governador Ney Braga. Esse complexo atua desde 1992 e já soltou mais de 800 mil alevinos de diversas espécies desde sua primeira atividade em 1997.

Local de Soltura e Importância da Ação

Os alevinos foram soltos em locais estratégicos, onde as condições ambientais são mais favoráveis ao seu desenvolvimento. “Essa ação representa um importante reforço para a população da espécie na região da Usina Segredo”, afirmou o engenheiro de Pesca da Copel, Junior Dasoler Luchesi.

Fatores Ecológicos na Reproduzibilidade

A produção de alevinos é influenciada pelo clima e outros fatores ecológicos. Na última desova, estimou-se que cerca de 50 mil surubins foram gerados, dos quais 5 mil alcançaram as condições necessárias para soltura, com pelo menos 90 dias de vida e peso mínimo de 110 gramas.

Segundo o especialista, o surubim apresenta hábitos de canibalismo, o que demanda uma grande produção de ovos para garantir uma quantidade significativa de indivíduos prontos para serem soltos.

Ciclo Reprodutivo

Na Estação, o ciclo reprodutivo do surubim-do-Iguaçu ocorre entre novembro e dezembro, durante o período de defeso, que proíbe a pesca, e nas temperaturas mais quentes. O processo envolve a seleção de matrizes reprodutoras, tratadas com hormônios para estimular a produção de gametas, coletados para fertilização in vitro. Para aumentar a diversidade genética, os reprodutores são identificados com chips, permitindo um controle rigoroso dos cruzamentos.

Os ovos fecundados são colocados em incubadoras e, após três dias, as larvas são transferidas para tanques externos, onde permanecem até atingir o tamanho adequado para soltura, um trabalho realizado durante os primeiros meses do ano.

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