O promotor Francisco Zanicotti foi nomeado, nesta sexta-feira (13), como procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Paraná (MPPR). Ele foi o único candidato na eleição interna e terá a responsabilidade de liderar a instituição por mais um biênio, de 2026 a 2028. O decreto foi publicado logo após a decisão da votação.
Processo Eleitoral
A eleição ocorreu no mesmo dia, com a participação de todos os membros do MPPR. O voto foi realizado de forma direta e secreta, permitindo que os integrantes votassem pela internet utilizando senhas e logins institucionais. Apesar do processo eleitoral, a escolha do novo líder do MPPR é uma prerrogativa do governador, que normalmente se baseia em uma lista com até três nomes oriundos dos candidatos mais votados.
Formação e Experiência de Zanicotti
Francisco Zanicotti é graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC) e em Teologia pela Faculdade Batista do Paraná, além de ter especialização em Políticas Públicas. Ele atua como promotor de Justiça desde 1996 e, em sua carreira, já presidiu a Associação Paranaense do Ministério Público (APMP) e ocupou cargos como promotor-corregedor e coordenador executivo na Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Administrativos. Desde 2013, ele é titular da 2ª Promotoria de Justiça da Criança e do Adolescente em Curitiba.
Atribuições do Procurador-Geral de Justiça
O procurador-geral de Justiça é o chefe máximo do Ministério Público Estadual, exercendo um mandato de dois anos com possibilidade de recondução. Entre suas responsabilidades estão a gestão administrativa da instituição e a proposta de ações contra autoridades com foro privilegiado, como juízes e deputados.
Além dessa função, o procurador preside órgãos administrativos do MPPR, como o Conselho Superior e o Colégio de Procuradores, e representa a instituição nos órgãos superiores da Justiça Estadual, incluindo o Órgão Especial do Tribunal de Justiça. Ele também é responsável por encaminhar ao Poder Legislativo projetos de lei oriundos do Ministério Público e submeter ao Colégio de Procuradores propostas referentes à criação e extinção de cargos e serviços auxiliares, além do orçamento anual da instituição.
