Reichembach é autor da lei 21.966, que declara o queijo colonial do Sudoeste como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Paraná.
Créditos: Orlando Kissner/Alep
O deputado estadual Wilmar Reichembach (PSD) anunciou na Assembleia Legislativa do Paraná, nesta terça-feira (17), a conquista da Indicação Geográfica (IG) para o queijo colonial do Sudoeste. O registro, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), facilitará o acesso dos produtores a novos mercados, permitindo um aumento no valor agregado e na receita.
Durante sua fala, Reichembach ressaltou a importância do selo, que valoriza a qualidade do produto e o posiciona ao lado de queijos renomados, como os de Minas Gerais. “O selo IG é um reconhecimento da dedicação dos produtores. Desde a implementação da Susaf, ampliamos as fronteiras e oficializamos a comercialização, proporcionando mais força financeira aos nossos produtores”, destacou o deputado, autor da lei 21.966, que reconheceu o queijo colonial como Patrimônio Cultural e Imaterial do Paraná. Essa legislação foi aprovada por unanimidade e sancionada pelo governador Ratinho Junior em maio de 2024.
O trabalho da Aprosud (Associação dos Produtores de Queijo Artesanal do Sudoeste do Paraná) também foi mencionado como fundamental para o sucesso do queijo colonial. “O esforço da Aprosud é digno de nosso reconhecimento, pois tudo começa nas pequenas indústrias familiares”, afirmou Reichembach.
Apoio ao Setor
A obtenção da IG contou com o suporte do Governo do Paraná, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná/Iapar/Emater) e da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab), além de parcerias com o Sebrae/PR, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Cresol e as prefeituras regionais. “Esse selo é uma conquista repleta de esperança, incentivando mais produtores a se dedicarem ao setor”, comentou Denise Chiapetti Adamchuk, secretária de Agricultura de Francisco Beltrão.
Potencial da Região
O Sudoeste do Paraná abriga cerca de 60 queijarias registradas e aproximadamente 100 iniciativas com potencial de legalização. A região é parte da Rota do Queijo Paranaense, que atrai turistas interessados em aprender sobre o processamento dos queijos e degustar variedades locais, promovendo o turismo rural e novas oportunidades de negócios.
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