Putin Admite Ausência de Acordo de Paz na Guerra da Ucrânia e Confirma Encontro com Delegação dos EUA
Ainda sem um acordo preliminar em vista para a guerra na Ucrânia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (27/11) que os Estados Unidos apenas apresentaram uma lista de questões a serem debatidas, e não um documento formal estruturado. As declarações foram feitas em Bishkek, Quirguistão, após a cúpula da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC).
Negociações em Andamento
Putin enfatizou que a Rússia continua disposta a negociar e que, apesar de algumas considerações do governo norte-americano em áreas específicas, questões “fundamentais” ainda demandam discussões mais profundas. Segundo ele, “em princípio, concordamos que isso pode servir de base para futuros acordos, mas seria indelicado falar de versões finais agora, porque elas não existem”.
Visita da Delegação Norte-Americana
O presidente russo confirmou a ida de uma delegação dos Estados Unidos a Moscou no início da próxima semana para dialogar sobre o plano. No entanto, Putin não forneceu detalhes sobre quais representantes americanos participarão, ressaltando que essa escolha cabe ao presidente Donald Trump. Participarão da reunião, do lado russo, diplomatas do Ministério das Relações Exteriores e dois assessores presidenciais: Vladimir Medinsky, que conduziu as negociações com Kiev em Istambul em 2022, e Yury Ushakov, figura central nas interações atuais entre Moscou e Washington.
Propostas em Conflito
O plano elaborado por Donald Trump, que será discutido com Moscou, contém 28 pontos e efetivamente reconhece o controle russo sobre a Crimeia, Donetsk e Luhansk, além de congelar as posições atuais em Kherson e Zaporíjia. A proposta também requer que a Ucrânia renuncie à ideia de se juntar à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Em contraste, a proposta europeia não reconhece a soberania russa sobre quaisquer territórios ucranianos e não impõe um veto permanente à entrada da Ucrânia na aliança militar. O Kremlin indicou que a primeira versão americana “poderia servir de base para um acordo”, embora ainda não tenha recebido o texto atualizado que foi elaborado em Genebra durante consultas entre os EUA e a Ucrânia.
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