03/02/2026 – 17:08
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Deputado Maurício Carvalho, autor do projeto de lei
Projeto de Lei Visa Ampliar Proteção a Mulheres em Situação de Risco
O Projeto de Lei 264/25 está em análise na Câmara dos Deputados e estabelece o Programa Nacional de Ampliação e Manutenção de Casas-Abrigo para Mulheres em Situação de Risco. O objetivo é viabilizar recursos federais para a construção, reforma e custeio dessas unidades em municípios com mais de 50 mil habitantes.
Função das Casas-Abrigo
As casas-abrigo têm a função de proteger mulheres e seus dependentes que enfrentam situações de violência doméstica e familiar, oferecendo acolhimento em momentos de risco iminente.
Responsabilidades dos Municípios
De acordo com a proposta, os municípios terão a responsabilidade pela implantação e gestão das casas-abrigo, que devem operar em locais sigilosos e de forma ininterrupta. O texto permite colaborações entre cidades vizinhas com menos de 50 mil habitantes para criação e manutenção de uma única casa-abrigo.
O autor do projeto, deputado Maurício Carvalho (União-RO), ressalta que, apesar da Lei Maria da Penha prever o estabelecimento de abrigos, a implementação ainda é insatisfatória e depende de iniciativas isoladas. “O apoio social e estatal no momento em que a mulher sofre violência doméstica é crucial para que ela possa sair do ciclo de violência e reorganizar sua vida de forma autônoma”, afirma Carvalho.
Critérios de Acolhimento
O projeto especifica os critérios para acolhimento nas casas-abrigo:
- Mulheres em situação de violência doméstica e risco de morte;
- Dependentes do sexo feminino (sem limite de idade);
- Dependentes do sexo masculino (até 12 anos incompletos);
- Crianças e adolescentes do sexo feminino em situação de risco, acompanhadas pela responsável legal.
Para garantir a segurança das acolhidas, o endereço das unidades será mantido em sigilo, embora haja possibilidade de flexibilização em casos específicos, desde que haja proteção adequada.
Financiamento do Programa
Os recursos necessários para a implementação do programa serão oriundos do orçamento do Ministério das Mulheres e do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). As prefeituras deverão se cadastrar junto ao Ministério e enviar relatórios anuais sobre a aplicação dos recursos e seus resultados.
Próximos Passos
A proposta seguirá para análise das comissões de Defesa dos Direitos da Mulher, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania, em um processo considerado conclusivo.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra
📲 Receba as notícias de Curitiba no WhatsApp!
Participe do grupo do Busão Curitiba e fique por dentro de tudo que acontece na cidade. Entrar no grupo ›



