O programa ConViver, da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), já beneficiou 454 empregados ou familiares de pessoas com necessidades especiais. Criada em 1998, a iniciativa oferece subsídios para terapias, medicamentos e aquisição de próteses, além de permitir a redução da jornada de trabalho para facilitar o suporte familiar.
O programa foi reconhecido entre 70 iniciativas inscritas e recebeu o Prêmio Ser Humano 2026, concedido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-PR). O troféu foi entregue na semana passada, durante o XIX Congresso Paranaense de Recursos Humanos.
Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, a premiação representa o reconhecimento público da dedicação da companhia às pessoas. “A Sanepar investe em um ambiente de trabalho saudável e seguro. A partir do momento em que compartilhamos um modelo de sucesso com outras empresas e mostramos que sensibilidade social e eficiência corporativa andam de mãos dadas, incentivamos o mercado e inspiramos outras empresas a também adotarem práticas inclusivas”, disse.
Desde 2020, o ConViver oferece a redução da jornada para que os funcionários possam acompanhar a reabilitação e o tratamento de seus dependentes. Mesmo sem obrigação legal, a Sanepar permite a redução de até 50% da jornada, sem dedução salarial. Atualmente, 26 funcionários são atendidos por esse benefício.
O engenheiro civil da Sanepar Christian Lopes Terra teve a jornada reduzida para acompanhar o filho Eduardo, autista nível 3. O menino realiza 13 sessões semanais de terapias diversas, todas no período da manhã. “Meu filho se tornou meu melhor amigo, e eu, o dele. Compartilhamos os desafios e vencemos juntos. Se meu filho é meu melhor amigo, a Sanepar se tornou nossa amiga. Estes momentos só são possíveis com o apoio da empresa e da equipe de RH, que acompanha de perto a evolução do Dudu”, afirmou.
Além da redução da jornada, o programa oferece auxílio para medicamentos e exames por meio da Fundação Sanepar de Assistência (Fusan), além de acesso a clínicas especializadas e terapias especiais.
A empregada da Sanepar Raceli Adriana Cecchin, de União da Vitória, participa do ConViver com os dois filhos. “Os dois foram diagnosticados com autismo e sem o programa seria impossível custear terapias, consultas e deslocamentos. O fardo é muito maior quando não há apoio e agora sei que posso contar com apoio emocional e financeiro para dar continuidade ao tratamento dos meus filhos e, graças a esses tratamentos, vemos evoluções diárias”.
A técnica administrativa Emanoelli Maria Markovski de Carvalho Panka, que mora e trabalha em Curitiba, contou que vivia constantemente preocupada com o orçamento familiar antes de ser incluída no programa, em 2022. “Hoje, as terapias especiais do meu filho estão garantidas. Sabendo que a empresa onde trabalho valida e apoia a minha realidade familiar, passei a trabalhar com muito mais leveza, foco e orgulho. O benefício se traduz diretamente na continuidade do tratamento. Sem interrupções por falta de verba, o desenvolvimento e o bem-estar do meu filho deram saltos significativos”, relatou.
A premiação é promovida pela Seccional Paraná da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-PR) e reconhece estudantes, profissionais e empresas públicas e privadas que contribuem para a evolução das práticas de gestão de pessoas e para o desenvolvimento humano.
A Sanepar foi premiada na modalidade ESG, na categoria Setor Público e Terceiro Setor. No ano passado, a companhia conquistou o primeiro lugar na modalidade Desenvolvimento, com o projeto “Jogos de Integração e Motivação”.
“O intuito da Sanepar vai além do cumprimento de obrigações legais. Promovemos a verdadeira inclusão, o bem-estar e a equidade no ambiente corporativo”, afirmou o gerente de Gestão Estratégica de Pessoas da Sanepar, Luiz Eduardo Pontara Filho. “Com iniciativas como o ConViver, a Companhia proporciona sustentabilidade emocional e financeira de seus funcionários, condições necessárias para que os dependentes PcD tenham acesso a tratamentos de saúde contínuos e de qualidade, fortalece o engajamento, o senso de pertencimento e a valorização do capital humano interno”, ressaltou.
Com informações da Agência Estadual de Notícias do Paraná.
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