Produção de série da Netflix seleciona moradores da Grande Curitiba para elenco de apoio

A série “Irmandade”, do Netflix, está selecionando elenco de apoio e figuração para filmagens na Região Metropolitana de Curitiba. A produção está a procura de homens entre 25 e 60 anos – não precisa ser ator para se inscrever. As filmagens acontecerão entre o dia 22 de março e 15 de abril. Os interessados podem enviar um e-mail para elencodepesquisacuritiba@gmail.com, assunto “PRISÃO”, com nome e sobrenome, telefone, altura, idade e cidade, além de anexar duas fotos caseiras de bermuda e sem camisa, sendo uma de rosto e uma de corpo inteiro.

Irmandade é uma série de televisão policial brasileira criada por Pedro Morelli e produzida pelo serviço de streaming Netflix em parceria com a produtora O2 Filmes. A série conta a história (fictícia) de uma facção criminosa homônima nos anos 90. (Wikipedia)

Café da manhã em parreiral e uma noite na carroça? Conheça opções de experiências memoráveis na RMC

Viajar, sair, ir. Verbos de conjugação tão aguardada durante a pandemia que deu água na boca. A espera foi igualmente longa na outra ponta dessa estrada, para quem recebe o visitante. E no meio desse caminho, reinventar: uma ação no presente que garantiu o futuro de muitos empreendimentos turísticos e fez nascer iniciativas com foco no turismo de experiência na região chamada Rotas do Pinhão, que compreende Curitiba e boa parte da Região Metropolitana.

“O turismo de experiência já estava no mapa de tendências desde 2018, a pandemia acelerou o processo porque despertou no consumidor a busca por bem-estar”, conta a coordenadora estadual de Turismo do Sebrae/PR, Patrícia Albanez. “Se você vai circular, que seja para se sentir bem”.

Viver experiências memoráveis, conviver com a natureza, conhecer histórias e pessoas são pontos integrantes desse roteiro. E dois aspectos são essenciais, conforme a consultora, para que um serviço seja oferecido como turismo de experiência.

O primeiro é impactar os sentidos. “A gente chega no lugar e já tem um aroma, uma decoração, um conforto auditivo que nos transporta para lembranças. O serviço precisa impactar para que sejam despertadas as boas memórias”, destaca. O segundo, ser inusitado. “É aquela sensação de que você saiu melhor, agregou um conhecimento e tem algo a contar”, explica.

Guiados por essas dicas e todos os cuidados que a pandemia ainda exige, a Agência Estadual de Notícias buscou experiências perto da Capital. Do café da manhã servido sob o parreiral até a hospedagem em uma carroça, não é preciso ir muito longe de Curitiba para se surpreender.

As opções podem ser sazonais, como o piquenique entre os campos de girassol e de camomila, ou estão de portas abertas o ano todo, como a degustação de queijo no local de produção; o passeio pode ser ecológico e urbano, ou ainda noturno para quem puder ir um pouco mais longe até a Lapa. Em comum: em vez de serem criados artificialmente para o turista, nasceram de histórias vividas, contadas de um jeito autêntico e recontadas pelo próprio viajante.

CONHEÇA AS EXPERIÊNCIAS:

CAFÉ NO PARREIRAL

O roteiro começa com um café da manhã debaixo do parreiral. A 35 km do marco zero de Curitiba (Praça Tiradentes), o café rural na Colônia Campina do Taquaral acontece aos domingos dos meses da safra de uva, entre dezembro e fevereiro, ou até que os cachos sejam colhidos na Cantina Zanchetta. Sim, o turismo de experiência vai no ritmo da natureza. A chuva, por exemplo, impediu que o café fosse servido num domingo do começo de janeiro, quando completou o aniversário de 144 anos que Beniamino Zanchetta, da Itália, fincou raízes em São José dos Pinhais.

“A primeira coisa que ele fez foi plantar um parreiral. Então vieram os quatorze filhos e um deles, o José, veio aqui para a colônia em 1902”, conta José Augusto Zanchetta, da quinta geração.

A história da família sempre foi de recomeços sob o parreiral. Fizeram vinho e viram o fim das plantas sugadas pela praga pérola-da-terra e hoje, em um parreiral até pequeno – 700 plantas em 3 mil metros quadrados, colhem vivências memoráveis. “Meu sonho era levar o nome da família no rótulo das garrafas de vinho, optei pela gastronomia e agora usamos a uva como turismo”, resume José Augusto, que abandonou 20 anos na contabilidade para continuar essa história do jeito que ele gosta de resgatar: “Gosto de fazer de um jeito diferente”.

E a ideia que surgiu numa conversa com a esposa Raquel tomando um café exatamente no parreiral se transformou em café farto de produtos dali das colônias servido ao som de gaita e violão; e está previsto pelos próximos sábados e domingos até o início de fevereiro.

Caso não dê tempo de chegar, a família oferece “polenqueta” (receita do nono) aos sábados e almoços italianos aos domingos. Ao longo do ano, mais experiências devem acontecer: após a colheita, o “amassar uva com o pé” e o retorno previsto do “merendim”, espécie de lanche sob o parreiral; de maio a julho, o empreendedor divide com o público dará início ao projeto “Meu pé de parreira”, que permite ao cidadão cuidar da sua própria safra de uva.

Onde: Colônia Campina do Taquaral, São José dos Pinhais

Quando: dezembro a fevereiro (sob consulta)

Ao redor: paisagem rural, cicloturismo, atrativos do Circuito Ecoturístico Taquaral

Contato: (41) 99965-5494 – @cantinazanchetta (Instagram)

Foto: Divulgação

DEGUSTAÇÃO DE QUEIJOS

Seguindo em direção a outra rota de colônias de São José dos Pinhais, o Caminho do Vinho, o protagonista da experiência é o queijo. Na Queijaria Sapori Italiani, a degustação orientada surgiu do incentivo de falar sobre a história do casal Carla e Antônio, a herança italiana de produzir queijos artesanais, visitando a área externa e saboreando alguns dos onze tipos de queijo que fabricam. Afeto e conhecimento unidos.

“A degustação surgiu como um incentivo na jornada que participamos. Queremos representar nossa região turística rural e sua bacia leiteira levando qualidade de vida em forma de queijo”, afirma a proprietária Carla Gualano. A queijaria fica aberta ao público para vendas e visitas de rotina.

Onde: Colônia Mergulhão, São José dos Pinhais

Quando: quintas e sextas, 19h (com reserva)

Ao redor: paisagem rural e todos os atrativos do Caminho do Vinho

Contato: (41) 99784-8684 – @queijariasaporiitaliani (Instagram)

PIQUENIQUE ENTRE CAMOMILAS OU GIRASSÓIS

De carro, caminhando ou de bicicleta, a rota de acesso à Colônia Marcelino, em São José dos Pinhais, é de contemplação e bem “instagramável”. Ali campos de girassol e de camomila foram além da agricultura e de belas fotos e se tornaram o cenário de uma experiência aromática cheia de delícias produzidas na colônia e oferecidas em toalha xadrez pela família Ienkot.

O “novo olhar para a contemplação”, como define Patricia Albanez, do Sebrae, tem foco em explorar a vivência do espaço rural. “As pessoas querem ter algo a contar e a experiência do piquenique une o aspecto da produção e do turismo sem ser conflitante”, destaca.

A iniciativa partiu das filhas de Martinho Ienkot, que são a quinta geração da família de origem polonesa que há 30 anos se dedica a plantar e colher camomilas. “A ideia surgiu em decorrência da pandemia, quando um cliente se interessou em fazer um piquenique em meio ao campo de camomilas. Começamos a amadurecer a ideia para remodelar o nosso café colonial e trabalhar com o turismo de experiência”, conta Mônica Ienkot.

As camomilas estarão floridas de agosto a setembro e dão nome ao Circuito da Camomila ou Caminho das Camomilas, que une os maiores produtores de camomila do ranking nacional: Mandirituba e São José dos Pinhais. Mas não é mais preciso esperar tanto para um piquenique florido. Neste ano, um campo de girassóis é o cenário até fevereiro. Você pode levar seu lanche ou optar pela experiência completa em cestas que, só para dar mais vontade, incluem produtos que levam a camomila ou o girassol como ingrediente. 

Onde: Colônia Marcelino, em São José dos Pinhais

Quando: florada de girassol, de janeiro a fevereiro; camomila, agosto a setembro

Ao redor: paisagem rural e demais circuitos da Rota das Colônias

Contato: (41) 98759-6704 – @familia.ienkot (Instagram)

HOSPEDAGEM NA CARROÇA

A 35 km de Curitiba, indo pela PR-090 ou Rodovia do Cerne, está Bateias, distrito de Campo Largo que leva o nome das peneiras usadas na exploração do ouro, para encontrar uma hospedagem carregada de história. A própria estrada, entre curvas e beleza bucólica, iniciou por caminhos abertos pelo ouro em meados do século XVI e, inaugurada em 1940, permitiu o escoamento do café do Norte paranaense para o Porto de Paranaguá e não mais para o de Santos, unindo o Norte e o Sul do Estado.

Por mais de vinte anos, caminhões e carroças coexistiam em um trânsito vigoroso. Hoje as carroças estão guardadas nas lembranças ou em alguns quintais, mas uma delas virou quarto com cama queen size, teto com vista para as araucárias, porta para o Morro das Endoenças e com trilha sonora composta pelo canto dos pássaros e pelo barulhinho da água.

A Il Carrello é uma adaptação contemporânea no estilo glamping (camping com conforto). “A carroça é o elo entre dois elementos: a paisagem e a história dos imigrantes de Bateias, porque todas as etnias a usavam. Pensei em como deixar ela mais funcional do que meramente decorativa. Pesquisando sobre a imigração local, vi que os colonos do Paraná no Sul utilizavam a carroça coberta”, diz o empreendedor Rogério Oliveira.

Filho, neto e bisneto de professoras, ele conta que voltou do Equador, onde atuava na área de direitos humanos, assim que a pandemia da Covid-19 foi anunciada e passou a reescrever sua própria história. Ali na propriedade a mãe e a avó ensinaram muitos membros das famílias pioneiras na casa que funcionava como escola isolada. O que ficou da casa, como móveis, fotografias e até os livros de chamada, vai recarregar de significado os novos espaços que vão, aos poucos, dar forma ao projeto “Ravi”, com três cabanas temáticas (italiana, portuguesa e polonesa) e uma casa do Império brasileiro.

A ligação com a comunidade é a força motriz da hospedagem. “A ideia é que o turista passe o dia aproveitando o que a região oferece de turismo rural e ecológico. Que eu seja só um agente para trazer o turista. Que esse investimento inicial, mesmo que pequeno, tenha um efeito multiplicador criando uma rede de contatos com o comércio, o artesanato, os produtores, restaurantes e cafés locais”, destaca Oliveira.

Onde: Distrito de Bateias, Campo Largo

Quando: em construção, previsão de hospedagem para este inverno

Ao redor: morros e trilhas, Estância Ouro Fino, cafés e restaurantes, Vinícola Legado; ligação com Campo Magro

Contato: (41) 99115-2549

Hospedagem na carroça – Beteias, Campo Largo –

ARQUITETURAS DA LAPA

Se a opção for urbana e puder ir mais longe, a 70 km da Capital ficam as fachadas da cidade histórica da Lapa. Uma viagem no tempo que pode ficar mais memorável conhecendo de perto seus detalhes por meio do projeto “Arquiteturas da Lapa”.

O designer e historiador Leônidas Bueno propõe uma aula a pé a céu aberto diurno ou noturno. “O tour noturno ganha um ar mais bucólico com as luzes amareladas da cidade. A ideia não inclui os museus, é um passeio pelas ruas e pela arquitetura, onde vou contando sobre a formação e construção da cidade por meio da arte da arquitetura”, explica.

O público-alvo é formado por pequenos grupos familiares, de estudantes de Arquitetura e Urbanismo e cursos afins. O tour pode incluir pousada e uma pausa em restaurante ou confeitaria da cidade.

Onde: Lapa

Quando: ano todo, sob consulta

Ao redor: museus e demais atrativos do município histórico

Contato: (41) 99663-0952 – https://leondbueno.wixsite.com/website

Foto: Divulgação

ECOLOGIA URBANA

Se a opção for passear pela Capital, o roteiro pode ser ecológico e urbano ao mesmo tempo. Entre as “ekovivências” desenvolvidas pela turismóloga Amanda Selivon, o projeto “Cidade Sustentável” acontece em Curitiba e pode incluir visita a cooperativa de reciclagem, ao parque com práticas sustentáveis, almoço ecogastronômico, visita ao Museu de História Natural, a hortas urbanas e até pontos de compras com foco no consumo consciente.

“O roteiro é vivo. Ele pode ser desenhado conforme o desejo do grupo”, explica a empreendedora da Ekoways, que costuma atender escolas e turistas internacionais e deseja despertar o interesse de quem mora em Curitiba e região ou vem passar uns dias por aqui.

Onde: Curitiba

Quando: ano todo, sob consulta

Ao redor: roteiro personalizado com guia e locomoção

Contato: (41) 99996-9772 – @ekowaysturismo (Instagram)

ROTAS DO PINHÃO – As experiências foram inseridas no mapa ou aprimoradas durante a primeira edição da Jornada Experiências Rotas do Pinhão, promovida pelo Sebrae/PR para o Programa de Desenvolvimento Produtivo Integrado da Região Metropolitana de Curitiba – Pró-Metrópole e ofertada gratuitamente aos empresários do setor. A região chamada Rotas do Pinhão é uma das quinze em que o Estado é organizado e compreende Curitiba e grande parte da Região Metropolitana (RMC) com vocação para o turismo cultural, rural e o ecoturismo numa convivência do ritmo da metrópole com o bucolismo ao redor.

O contato com a natureza pode acontecer pertinho de casa e foi o que, durante a pandemia, atraiu muita gente a passeios pelos municípios da RMC. De acordo com o secretário do Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, a pandemia mudou o formato da procura pelo turismo pelas pessoas. “A pandemia nos mostrou uma outra forma de promoção do turismo. O setor que mais vai crescer no país e no mundo é o de grandes negócios ligados à natureza e o Paraná tem muito potencial nessa área”, diz.

Somente em Unidades de Conservação, são 1,2 milhão de hectares cobertos por opções de lazer. “Ao redor dos principais atrativos, existem as comunidades que ofertam o turismo rural, com pousadas e café colonial, além do contato com tudo o que a natureza oferta, como os pássaros, por exemplo”, afirma.

O trabalho em favor do turismo regionalizado é tripartite: poder público, iniciativa privada e sociedade organizada. O presidente da Agência de Desenvolvimento Turístico (Adetur) da região Rotas do Pinhão, Eros Consentino Tozetto, frisa a importância do mapeamento do turismo por região. “Cada cidade tem um produto ou uma vocação turística a oferecer, mas o olhar deve ser integrado. A política do turismo é regionalizada, não trabalha em cidades de modo isolado”, afirma.

Você pode conferir mais opções de turismo de experiência no caderno da Jornada de Experiências, lançado em novembro de 2021.  

Rodízio no abastecimento gerou economia de quase 90 bilhões de litros de água na RMC

Os 673 dias de rodízio no fornecimento de água em Curitiba e municípios da Região Metropolitana trouxeram uma economia de 89,8 bilhões de litros de água, que evitou o colapso do sistema. O racionamento acabou nesta quarta-feira (19).

Esse número só foi alcançado graças à combinação das medidas que incluíram cerca de 20 obras e ações para obter novas fontes de captação e ao atendimento da população à META20 com o uso racional da água. O volume economizado equivale à soma de três barragens do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC): Passaúna, Piraquara I e Piraquara II.

Ao longo desses 22 meses, o objetivo da Sanepar foi recuperar o nível das barragens, que chegaram ao seu momento mais crítico em 11 de novembro de 2020 com média de 26,77% de reservação.

O conjunto de ações e obras implementadas seguiu o protocolo de gestão de crise da Companhia e foi sendo aprimorado e acelerado ao longo do período. A relação inclui desde captações emergenciais, transposições e obras estruturantes, até o uso de novas tecnologias, como a semeadura de nuvens para induzir chuvas na cabeceira dos rios das bacias de abastecimento e um programa de financiamento de startups (empresas de inovação) que está disponibilizando R$ 1,5 milhão para os projetos.

As medidas não dispensaram nem mesmo as alternativas com menor performance. Um exemplo é a reativação da captação de água do Reservatório do Carvalho, nos Mananciais da Serra, levando água à Barragem do Piraquara I. Construído em 1906 e desativado em 2004, o Carvalho foi acionado novamente pela Sanepar em meados de 2020 para buscar 15 litros por segundo.

Na ponta extrema, a Sanepar antecipou em cinco anos a sobreposição do Rio Capivari, e investiu cerca de R$ 55 milhões para iniciar a operação de um sistema que permitirá levar até 1,2 mil litros por segundo à barragem do Iraí, vencendo uma distância de 51 quilômetros.

META20 E ESFORÇO CONCENTRADO – Uma projeção do comportamento das barragens, sem as ações implementadas, principalmente o rodízio, mostra que o sistema teria entrado em colapso em outubro/novembro de 2020, quando as barragens teriam atingido níveis entre 12,7% e 13,1%, o que praticamente inviabilizaria o fornecimento de água. E este cenário de colapso se repetiria a partir de julho/agosto de 2021, quando os níveis chegariam a 11%, baixando até 4,5% em outubro de 2021.

O diretor-presidente da Sanepar, destaca o esforço concentrado da Companhia em todas as ações e lembra que a participação da população, que aderiu prontamente à campanha META20 foi fundamental. “Trabalhamos muito. Sempre ampliando as soluções. A população ajudou muito. A campanha para diminuir o consumo em 20% foi incorporada plenamente. Obtivemos uma economia média de 17,17%. Começamos em agosto de 2020 e, dois meses depois, já havíamos batida a meta que foi repetida em setembro e outubro de 2021”, disse.

O rodízio, que se iniciou em 17 de março de 2020 para bairros da Região Sul de Curitiba e cidades da RMC (Sul) em função de queda de vazão nos pontos de captação, registrou seis configurações. E até esta semana estava no modelo de três dias e meio com água e até um dia e meio sem água.