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Presidente de Israel Considera Fútil Abordar Solução de Dois Estados Neste Momento

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Discussão sobre a solução de dois Estados é considerada fútil por Herzog

O presidente de Israel, Isaac Herzog, declarou nesta quarta-feira (6) que a proposta de uma solução de dois Estados para resolver o conflito na Faixa de Gaza não contribui para os esforços de paz em andamento. Durante uma coletiva com o presidente da Estônia, Herzog qualificou a discussão sobre a proposta como “fútil” e argumentou que ela apenas aumentaria a frustração do povo palestino, sendo vista como uma recompensa ao terrorismo.

Esforços humanitários e críticas ao Hamas

Herzog enfatizou que Israel está empenhado em facilitar a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, embora tenha destacado as dificuldades enfrentadas pela ONU na distribuição de suprimentos. “Não nos esquivamos da necessidade humanitária de ajudar o povo de Gaza, mas pedimos ao mundo que não caia nas mentiras. Condene o Hamas e diga ao Hamas: você quer seguir em frente? Liberte os reféns”, afirmou Herzog.

Entenda o conflito na Faixa de Gaza

Desde outubro de 2023, Israel intensificou seus ataques na Faixa de Gaza em resposta a um ataque realizado pelo Hamas. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, entre 7 de outubro de 2023 e 13 de julho de 2025, pelo menos 58 mil palestinos foram mortos, e mais de 138 mil ficaram feridos. O Ministério não especifica a distinção entre civis e combatentes do Hamas, mas afirma que mais da metade dos mortos são mulheres e crianças. Israel, por outro lado, afirma que cerca de 20 mil mortos são combatentes.

Em 10 de julho, o Escritório Central de Estatísticas da Palestina anunciou que a população da região caiu de 2.226.544 em 2023 para 2.129.724, com a estimativa de que cerca de 100 mil palestinos tenham deixado Gaza desde o início do conflito.

Fontes oficiais israelenses relataram que, no mesmo período, quase 1.650 israelenses e estrangeiros perderam a vida em decorrência das hostilidades. Isso inclui 1.200 mortes em 7 de outubro e 446 soldados mortos na Faixa de Gaza ou ao longo da fronteira desde o início da operação terrestre.

Desde março, 37 soldados israelenses foram mortos e 197 ficaram feridos. Estima-se que cerca de 50 israelenses e estrangeiros ainda estejam reféns em Gaza, entre os quais 28 foram declarados mortos, mas seus corpos permanecem retidos.

No dia 9 de julho, 86% da Faixa de Gaza estava classificado como zonas militarizadas israelenses ou sob ordens de deslocamento, forçando muitas pessoas a procurar abrigo em locais superlotados, como prédios danificados e ruas.

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