Na última semana, o Paraná concluiu uma importante operação de coleta de perfis genéticos em suas unidades penais. Realizada simultaneamente nas nove regionais do Estado, essa ação visa integrar dados ao Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), beneficiando investigações criminais e identificação de autores de delitos. No total, foram coletadas 3.475 amostras biológicas, superando a meta inicial de 2.400.
Avanço na Segurança Pública
O secretário da Segurança Pública, Saulo Sanson, destacou a importância da operação para a segurança no Estado. “A coleta genética de pessoas privadas de liberdade é um passo significativo na elucidação de crimes, tanto recentes quanto antigos. Além disso, a capacitação contínua dos policiais penais permitirá que essa prática seja uma rotina no ingresso nas unidades prisionais”, afirmou.
Metodologia Padronizada
As equipes atuaram de maneira padronizada, assegurando a qualidade e a rastreabilidade das amostras. Os dados coletados serão enviados ao banco nacional, onde ocorrerão cruzamentos automáticos com vestígios de cenas de crime. Isso facilitará a identificação de suspeitos e a conexão entre diferentes ocorrências, contribuindo para o avanço das investigações, especialmente em casos mais antigos.
Integração entre Estados
O diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Ciro Pimenta, ressaltou que a meta é expandir o número de perfis no banco e compartilhar essas informações com outros estados. “Esse compartilhamento é crucial para garantir cruzamentos precisos e efetivos, aumentando o potencial de resolução de crimes e fortalecendo a perícia como ferramenta estratégica de segurança pública”, explicou.
Cooperação Institucional
A operação foi coordenada pela Polícia Penal do Paraná e pela Polícia Científica, em uma estratégia de fortalecimento do banco genético. O Instituto de Identificação da Polícia Civil do Paraná também colaborou, garantindo a precisão na identificação dos indivíduos e a confiabilidade das coletas.
Triagem e Coleta
A diretora-geral da Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre, comentou sobre o papel da polícia na triagem das pessoas que ingressam no sistema penitenciário, destacando a coleta de amostras conforme a legislação vigente e em mutirões específicos.
Movimento Regional
Essa iniciativa faz parte de um movimento do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), que inclui Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, com foco na ampliação e qualificação da coleta de DNA no sistema prisional.
Capacitação Contínua
Antes da operação, uma fase de capacitação técnica preparou policiais penais e científicos para a coleta de amostras, focando na padronização dos procedimentos. “O legado da operação é garantir que todos os policiais penais sejam capacitados para realizar coletas de forma contínua”, ressaltou o diretor-geral da Polícia Científica.
Modelo Permanente
Como resultado, o Estado avança para a consolidação deste modelo como um procedimento padrão nas unidades prisionais, estabelecendo a coleta de material genético no momento do ingresso de novos custodiados.
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