A investigação de drogas apreendidas no Paraná começa com a análise detalhada das substâncias realizadas pela Polícia Científica. Esses exames são essenciais para identificar compostos, detectar adulterações e acompanhar o aparecimento de novas drogas sintéticas, fornecendo informações cruciais para a Justiça.
Análises Laboratoriais
Após a apreensão, as amostras são encaminhadas aos laboratórios da Polícia Científica do Paraná (PCIPR), onde passam por procedimentos rigorosos. Inicialmente, realizam-se exames preliminares que ajudam na triagem do material. Equipamentos sofisticados, então, analisam a composição química, comparando-a com padrões analíticos existentes.
O trabalho visa, principalmente, identificar substâncias conhecidas, como cocaína e maconha. A confirmação da composição ocorre por meio de comparações com bibliotecas de dados, resultando em laudos periciais que atestam a materialidade do crime de tráfico de drogas.
Identificação e Composição
Além da identificação, os exames oferecem dados sobre a natureza das drogas, permitindo a detecção de componentes como THC e MDMA. As análises quantitativas avaliam a pureza e a presença de adulterantes, possibilitando um entendimento mais claro das características das substâncias apreendidas.
Produtos como cafeína e lidocaína são frequentemente encontrados em drogas adulteradas, contribuindo para uma compreensão das táticas empregadas no mercado ilegal.
Novas Substâncias Psicoativas
Os laboratórios enfrentam o desafio das Novas Substâncias Psicoativas (NSPs), que surgem a partir de modificações em compostos conhecidos. Essas drogas sintéticas podem não ser catalogadas e exigem investigações mais aprofundadas. Quando uma amostra apresenta um perfil químico diferente, são aplicadas técnicas avançadas como cromatografia e espectrometria de massas.
Os canabinoides sintéticos têm chamando atenção, especialmente os chamados “drogas K”, que aparecem em diferentes formas e composições. Produtos como a “cocaína rosa” também têm sido identificados, mas frequentemente não contêm a substância em questão.
Identificações Recentes
A PCIPR registrou a identificação inédita de uma substância sintética chamada MDMB-PINACA, que foi apreendida em Cascavel. Essa substância, muito mais potente que o THC, reforça a necessidade de monitoramento constante das inovações no mercado de drogas.
O trabalho laboratorial contínuo é fundamental para desmascarar técnicas de disfarce usadas por traficantes. Neste caso, a droga vinha camuflada como “terpenos para cosméticos”, dificultando sua detecção inicial.
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