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Pesquisadoras da Unicentro lideram três projetos internacionais em nanotecnologia

A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) destaca-se no cenário de pesquisa internacional com iniciativas voltadas para o tratamento do câncer. Pesquisadoras do Laboratório de Sistemas Nanoestruturados Aplicados, coordenado pelo professor Najeh Maissar Khalil, estão desenvolvendo projetos inovadores que almejam novas terapias para diferentes tipos de câncer, como o mieloma múltiplo e tumores de próstata.

Pesquisas em Foco

Os projetos, financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), são conduzidos por Camila Diedrich, Rafaela da Rosa Ribeiro e Daniele de Campos. Essas investigações buscam ampliar as alternativas terapêuticas utilizando nanotecnologia em colaboração com instituições de prestígio tanto no Brasil quanto no exterior.

Mieloma Múltiplo

Camila Diedrich integra uma equipe que investiga novos tratamentos para o mieloma múltiplo. Este câncer raro, que afeta a medula óssea, se manifesta tipicamente após os 50 anos e ainda não possui cura. Ela ressalta que, apesar dos avanços, a doença é considerada incurável, com os tratamentos atuais apenas prolongando a vida do paciente. A proposta do projeto envolve a utilização de curcumina em formato nanoencapsulado para aumentar sua eficácia e reduzir os efeitos adversos de medicamentos convencionais.

A pesquisa também promove um intercâmbio acadêmico com instituições internacionais, como a UT Southwestern Medical Center, nos Estados Unidos. Camila destaca a importância dessa colaboração para a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de novas ideias.

Câncer de Próstata

A professora Rafaela da Rosa Ribeiro lidera um projeto aprovado no âmbito da Chamada CNPq/MCTI, focado em mapear variantes genéticas relacionadas ao câncer de próstata e o impacto delas na interação com fármacos antitumorais. A pesquisa, que recebe um financiamento de R$ 1,3 milhão, busca compreender o fenômeno da morte celular coletiva, um mecanismo ainda pouco explorado na literatura científica. Com esse conhecimento, espera-se desenvolver tratamentos que eliminem simultaneamente múltiplas células tumorais.

Rafaela também formou uma rede de colaborações com instituições renomadas, como a Universidade de Washington e a Universidade de São Paulo (USP), para aprofundar a investigação e facilitar o acesso a recursos especializados.

Pesquisa na Bélgica

Daniele de Campos, integrante do laboratório, está desenvolvendo um duplo doutorado na Bélgica, focando na potencialização medicinal da crisina e curcumina, compostos naturais com reconhecido potencial antitumoral, mas que apresentam baixa absorção pelo organismo. Utilizando nanotecnologia, Daniele busca encapsular essas substâncias, aumentando sua eficácia e estabilidade.

Atualmente, ela está em fase final de testes de eficiência e eficácia em cultura celular e destaca a importância do intercâmbio científico promovido por sua pesquisa internacional.

Esses projetos não apenas promovem avanços na pesquisa sobre o câncer, mas também estabelecem uma cultura de colaboração científica entre instituições, potencializando a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de novas terapias inovadoras.

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