Paraná registra primeira temperatura negativa de 2021

Conforme o outono avança, as temperaturas mais baixas começam a surgir com mais força no Estado pela primeira vez no ano. Na manhã desta quarta-feira (28), o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) registrou a temperatura de -0,1°C no município de General Carneiro, na região Sul.

O registro é consequência de uma massa de ar frio e seco que se estende por boa parte do Paraná ao longo desta semana, mantendo as temperaturas mais baixas até sexta-feira (30). Além disso, as características da região em que o município se encontra favorecem os picos negativos, especialmente no período noturno.

“General Carneiro está em uma região propícia, de vale, em que há uma tendência para o resfriamento. Mas, de modo geral, temos a atuação de uma massa de ar mais seco e mais frio, o que favorece a diminuição das temperaturas como um todo. Teremos esse mesmo cenário até pelo menos o final de semana”, explica Lídia Mota, meteorologista do Simepar.

No entanto, ela aponta que o registro da temperatura negativa foi pontual. “É possível que se repita, mas vai ser muito pontual, como aconteceu hoje (quarta-feira). Esse não é um comportamento anômalo, já que estamos entrando em um período do ano sem muito aquecimento. Mas não estamos em um cenário propício para temperaturas negativas”.

A temperatura máxima registrada no município de General Carneiro nesta quarta-feira foi de 23,8°C, o que demonstra que o frio se intercala com temperaturas amenas, além da predominância de um tempo seco por todo o interior do Estado.

Segundo a meteorologista, as temperaturas mais baixas devem atingir, nestes próximos dias, principalmente as regiões do Litoral, Leste e Centro-Sul do Estado, que já apresentam uma propensão ao resfriamento. A tendência é de variação de nebulosidade entre o Leste e Litoral do Estado pela incursão de umidade do oceano. Essa variação pode alcançar a região mais central do Paraná, chegando até os Campos Gerais.

No Oeste e Noroeste, as temperaturas se mantêm mais altas, e apresentam maior tendência para predomínio de sol.

GEADA – Segundo o instituto, não há alerta de geada no Estado.

MÍNIMAS – Confira abaixo as temperaturas mínimas (°C) registradas pelas estações do Simepar em todo o Estado nesta quarta-feira (28):

Altônia 11,0

Antonina 18,1

Apucarana 13,3

Assis Chateaubriand 10,1

Cambará 11,6

Campo Mourão 8,1

Capanema 8,7

Capitão Leônidas Marques 10,7

Cascavel 8,8

Cerro Azul 14,2

Cianorte 12,3

Cidade Gaúcha 9,4

Clevelândia 7,7

Colombo 13,6

Cornélio Procópio 13,7

Curitiba 14,1

Cândido de Abreu 11,9

Foz do Iguaçu 8,6

Francisco Beltrão 6,8

General Carneiro -0,1

Guarapuava 7,9

Guaratuba 18,1

Guaíra 10,2

Inácio Martins 7,8

Irati 12,3

Ivaí 12,4

Jaguariaíva 11,1

Lapa 13,0

Laranjeiras do Sul 9,8

Loanda 15,1

Londrina 11,0

Marechal Cândido Rondon 7,7

Maringá 12,1

Morretes 17,8

Palmas 6,4

Palmital 12,3

Palotina 5,6

Paranaguá 18,5

Paranavaí 10,2

Pato Branco 9,2

Pinhais 13,6

Pinhão 5,9

Ponta Grossa 12,7

Santa Helena 8,3

Santo Antônio da Platina 14,3

São Mateus do Sul 9,0

Telêmaco Borba 8,8

Toledo 8,6

Ubiratã 11,5

Umuarama 12,1

União da Vitória 6,6.

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Chuvas e menor consumo dão alívio a reservatórios da região Sul

As chuvas registradas nos últimos dias, combinadas com as medidas de redução de demanda, deram um alívio aos reservatórios do Sul e Sudeste/Centro-Oeste e diminuíram o risco de um novo racionamento nos moldes do de 2001. O cenário, no entanto, ainda é preocupante, uma vez que o período úmido só está no início e ainda não se sabe ao certo qual a intensidade da hidrologia nos próximos meses, dizem especialistas.

De 1.º de outubro até agora, os reservatórios do Sul – que representam 7% do armazenamento do País – tiveram ganho de 5,78 pontos porcentuais no volume de água, de 28,35% para 34,13%. No Sudeste/Centro-Oeste, responsável por 70% da capacidade, a recuperação foi menor, mas pelo menos parou de cair. Em 6 de outubro, as usinas da região registraram o menor patamar de água em seus lagos, de 16,49%. No dia 12, estava em 16,82%.

“A situação de suprimento ainda é desconfortável, mas melhorou na margem, ou seja, não é hora de comemorar o fim da crise hídrica. O cenário só despiorou”, diz o presidente da consultoria PSR, Luiz Augusto Barroso. Segundo ele, a adesão das empresas em relação ao plano de redução voluntária também ajudou bastante na melhora do cenário.

Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que o programa de redução voluntária de energia elétrica somou 442 megawatts (MW), em setembro, e 600 MW neste mês. Junta-se a isso a antecipação do funcionamento de usinas térmicas e eólicas autorizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A combinação de todos esses fatores ajudou a diminuir o nível de tensão sobre o sistema momentaneamente. “Hoje, o cenário é outro O risco diminuiu sensivelmente. Agora, temos de ver se essa trajetória de chuvas vai continuar nas próximas semanas”, diz o professor da UFRJ Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel).

Em evento ontem, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) descartou o risco de racionamento neste ano, mas destacou que a situação ainda é crítica e que as medidas emergenciais precisam ser mantidas em 2022. Ou seja, as térmicas devem continuar em operação por mais tempo, o que pressiona o preço da energia para o consumidor. “Esse é o ponto crítico que vai perdurar nos próximos meses. A bandeira tarifária não está conseguindo cobrir o preço das térmicas. Algumas chegam a R$ 1,6 mil o MWh”, diz Castro.

Renovável

Ao mesmo tempo, há previsão para entrada em operação de uma série de novas – e mais baratas – usinas no mercado, como as solares e as eólicas. Segundo o presidente da Comerc, Cristopher Vlavianos, a eólica foi a grande protagonista durante essa crise elétrica. Em alguns momentos, os parques espalhados pelo País, sobretudo no Nordeste, conseguiram gerar até 21% de toda energia consumida no Brasil inteiro.

A solar chegou a quase 2% do total produzido, mas a tendência é que ela siga a trajetória da eólica. “No futuro, prevemos que ela vai ocupar um espaço ainda maior que a eólica no País. O benefício é que há potencial também no Sudeste”, diz Vlavianos.

Renováveis vão reforçar sistema

Além do volume de chuvas, o abastecimento do ano que vem vai depender da manutenção das térmicas emergenciais em operação atualmente e da entrada de nova capacidade, afirma o presidente da PSR, Luiz Augusto Barroso. Segundo ele, há um série de usinas renováveis entrando em operação em 2022, tanto de geração centralizada (parques maiores) quanto distribuída (placas residenciais). “Além de reforçar a oferta, isso diversifica a matriz e reduz a nossa dependência à hidrologia.” Além disso, completa o executivo, o governo vai realizar neste mês um leilão para compra de nova oferta de energia para 2022, adicional ao que já está previsto, o que reforça o suprimento do ano.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Motoristas encerram greve no transporte coletivo de São José dos Pinhais

Motoristas de ônibus encerraram a greve do transporte coletivo de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Com isso, o serviço voltou a funcionar normalmente nesta sexta-feira (15).

A retomada aconteceu depois da categoria aceitar uma proposta da Auto Viação Sanjotur em uma assembleia realizada na quinta (14).

Os funcionários não receberam parte do salário que deveria ter caído na conta na última sexta-feira (8).

A empresa fez proposta aos trabalhadores de na segunda-feira (18) pagar 50% e dia 25 de outubro o restante.

A Sanjotur opera mais de dez linhas de ônibus urbanas e rurais.

Informações Banda B