Paraná recebe 1ª edição do Conexão ISP – Fórum de Investimento Social Privado

As oportunidades e desafios do investimento social privado por meio das leis de incentivo e projetos de responsabilidade social corporativa são cercados de dúvidas e incertezas e permeados por mitos que afastam potenciais investidores. Como promover maior transparência e mais conhecimento a respeito dos formatos disponíveis no investimento social privado, melhorando a segurança das operações, permitindo um fluxo constante, saudável e democrático de recursos? Para desmistificar o assunto, no dia 31 de agosto, será realizado o 1º Conexão ISP – Fórum de Investimento Social Privado em Curitiba (PR), evento gratuito que visa criar um diálogo entre os atores envolvidos nesse processo: organizações da sociedade civil, órgãos responsáveis pela gestão do repasse dos recursos e pela prestação de contas e empresas do setor privado.

Norteado pelo tema Investimento Social Privado: Oportunidades e Desafios da Agenda Social, o evento, que será  presencial com transmissão no youtube, é direcionado a líderes e equipes de responsabilidade social; ESG; investimento social privado; profissionais de captação de recursos; organizações da sociedade civil; fundações e institutos que utilizam recursos públicos; e profissionais do setor público.

A programação contém três painéis. O primeiro é Apoiando causas do município através do Fundo da Criança e Adolescente e Fundo do Idoso, com participação da Fundação de Ação Social de Curitiba (FAS); Zeni Shisuco Okayama, consultora em Responsabilidade Social do SESI Paraná; e Eduardo Vieira, analista de Responsabilidade Social Corporativa da Engie Brasil. Em seguida, Leandro Marins de Souza, fundador do escritório Marins de Souza Advogados (advocacia com propósito e de impacto) e da Concausa Negócios com Propósito falará no painel Filantropia Empreendedora e ESG – potencializando o investimento social privado.

O encerramento terá a presença de Guilherme Karam, gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário; Daniela Costa Akiau, gestora de projetos da TRÊ investindo com causa; e Bryan Müller, fundador e diretor executivo da Olha o Peixe!. Os convidados abordarão o tema Investimento em Negócios Socioambientais – case Programa Territórios Regenerativos.

Além da difusão sobre investimento social privado, o Conexão ISP possibilitará a aproximação e o diálogo entre os atores desse ecossistema, mostrando como ações colaborativas e estratégicas são capazes de gerar impacto socioambiental. O evento conta com o patrocínio do Centro de Inovação SESI  e da Harmo Consulting Group, empresa de Comunicação, Design e Marketing, com foco em trazer novas perspectivas para organizações, marcas e pessoas e conta com o apoio do Worktiba e do Programa Vale do Pinhão de Curitiba. 

Curitiba como polo estratégico de investimento social privado no Brasil

Outro objetivo do 1º Conexão ISP é disseminar as discussões sobre investimento social privado que estão centralizadas no eixo Rio-São Paulo e tornar a cidade de Curitiba uma referência no tema, que se refere a contribuições corporativas para projetos de impacto social. O último censo elaborado pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), considerado uma das principais pesquisas sobre o assunto, verificou um volume total de investimento social privado de R$ 5,3 bilhões em 2020. O número superou em 63% as previsões para o período, de R$ 3,3 bilhões.

Na pesquisa de 2018, o montante foi de R$ 3,25 bilhões. O censo atribuiu o aumento à pandemia da Covid-19, que resultou em uma mobilização inédita. As empresas participantes do censo citaram pessoas em situação de vulnerabilidade como foco. Dentre os públicos analisados na categoria raça, origem e comunidades tradicionais, pessoas negras formam o grupo no qual mais investidores sociais focaram em suas iniciativas, sendo prioritário para 3% dos respondentes. 

Fórum marca lançamento de empresa focada no investimento social privado

O Fórum vai marcar o lançamento da InvestResponsa, empresa que organiza o evento e foi criada a partir da inquietação de três profissionais que atuam no ecossistema de impacto social há mais de 15 anos: Vanderlúcia da Silva, fundadora da Impact.to – Negócios Sustentáveis, especialista em responsabilidade social e em gestão estratégica de projetos, e Ana Carolina Vermelho e Luciano Torrens, cofundadores da Redvolution 21, que apoia o fortalecimento de negócios sustentáveis e de impacto positivo.

De acordo com os fundadores, a InvestReponsa foi criada para aproximar os atores envolvidos no investimento social privado. Bacharel em administração e habilitada em Comércio Exterior, Vanderlúcia possui mais de 25 anos de atuação em causas e projetos sociais no Brasil e em mais 19 países. Ana Carolina possui mais de 15 anos de carreira executiva em empresas de diversos portes e atua como mentora de negócios sociais e de impacto. Já Luciano possui carreira executiva C-Level de mais de 20 anos em empresas líderes de mercado e é especializado no tripé da governança: liderança, estratégia e cultura.

“Existem muitos mitos sobre o investimento social privado e informações desencontradas que trazem insegurança para as empresas. Pensamos em lançar a empresa no Conexão ISP, primeiro fórum realizado em Curitiba, e queremos ser referência no tema”, explica Vanderlúcia, acrescentando que a InvestResponsa quer estabelecer um diálogo com todos os atores do ecossistema para aumentar a qualificação e os resultados dos investimentos socioambientais. Segundo ela, a InvestResponsa terá como ênfase as práticas ESG e o investimento social privado por meio de doação direta e também por meio de Leis de Incentivo.

“Percebemos que tem muitos aspectos estruturais dentro da empresa que podem e devem ser desenvolvidos numa estratégia ESG. Nosso foco será olhar para o investimento socioambiental, entendendo ele como parte da estratégia da empresa, visando assim ter resultados claros e objetivos. Outro foco da nossa atuação são os investimentos que podem ocorrer por meio das Leis de Incentivo, que existem para a cultura, infância e adolescência, os idosos, pessoas com deficiência, entre outros. Muitas empresas fazem aportes para isso, mas nem sempre conectam esse apoio a sua estratégia, nem sempre avaliam o quanto esse investimento dialoga com a sua estratégia de sustentabilidade ou para os fatores ESG, por vezes aplicam em projetos de forma esporádica e pontual, sem aproveitar todo o potencial desse investimento”, conclui Vanderlúcia.

A InvestResponsa já nasce com a parceria da Simbiose Social, um negócio social que utiliza dados públicos em uma plataforma que possibilita a visualização de projetos disponíveis para investimento e  faz a gestão do pós-investimento, “Desde que conhecemos o Raphael Mayer, um dos fundadores da Simbiose Social, entendemos a importância que a informação tem para todo o processo de investimento social. Por meio desta parceria, podemos garantir para nossos clientes maior visibilidade de projetos, democratizando o acesso a recursos, ferramentas de auditoria que apoiam o compliance e uma automatização da gestão do pós-investimento, facilitando a mensuração do impacto. Tudo isto nos permite fornecer um serviço de responsabilidade social corporativa completo e com baixo investimento”, afirma Carol Vermelho..

Para participar do 1ª Conexão ISP – Fórum de Investimento Social Privado, acesse a página https://investresponsa.com.br. As inscrições são gratuitas. O evento terá transmissão ao vivo pelo Canal da Indústria no Youtube.

Serviço
Conexão ISP – Fórum de Investimento Social Privado 
Data: 31/08/2022
Horário: 8h30 às 12h30
Arena do Habitat de Inovação Senai – Campus da Indústria do Sistema Fiep
Marginal Comendador Franco | Avenida, 1341 – Jardim Botânico, Curitiba (PR)
Inscrições gratuitas pelo site investresponsa.com.br
Capacidade presencial para até 65 pessoas

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Parque Aurora é nova aposta do ramo imobiliário de Londrina (PR)

Entender o comportamento do consumidor é um dos principais desafios das construtoras e incorporadoras que buscam constantemente oferecer soluções de moradias. Para auxiliar nos passos dos futuros lançamentos de empreendimentos, as empresas se baseiam em pesquisas e estudos como o “Comportamento do consumidor de imóveis em 2040” – Onde e como habitaremos?”, realizado em 2019 pela Deloitte, em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

O resultado indicou inúmeras mudanças no perfil da sociedade e dentre os itens mais requisitados entre os clientes em potencial estão que: os imóveis deverão oferecer soluções adaptáveis para uma sociedade mais plural e dinâmica; oferecer espaços compartilhados; reunir espaços modulares e adaptáveis; apresentar sustentabilidade e eficiência energética; estar ancorado na Construção 4.0 e, ainda, ser uma  residência/condomínio eco friendly.

Referência no segmento de imóveis econômicos e compactos e de olho nessas tendências e necessidades, a Yticon, construtora do Grupo A.Yoshii, acaba de lançar sua trigésima sétima obra, sendo trinta apenas em Londrina. O residencial Malibu será um empreendimento com duas torres de 14 andares e 8 apartamentos por andar, que vão de 51 a 64 metros quadrados privativos, contemplando sacada com churrasqueira. Há, também, opções de plantas com garden, uma tendência no mercado imobiliário vertical.

Economia compartilhada e localização privilegiada

Baseada no conceito de “economia compartilhada”, o edifício terá coworking (espaço de trabalho), play studio, espaço para mini mercado e lavanderia, além de itens de uso coletivo, como bicicletas, ferramentas, material esportivo, tudo incorporado ao condomínio e planejamento urbanístico da área. Na área de lazer, os moradores poderão desfrutar de piscina com prainha, brinquedoteca, espaço gourmet, churrasqueiras, espaço fitness, quadra esportiva, entre outros.

O residencial estará localizado bem próximo à região da Gleba Palhano, no bairro Parque Aurora (sul de Londrina), uma área promissora de vertiginoso crescimento e desenvolvimento, que já apresenta grandes mudanças resultantes do avanço do mercado imobiliário. Com muita natureza ao redor, o residencial estará bem perto do Shopping Catuaí, instituições de ensino, acesso rápido à rodovia PR – 445 (com ligação direta à Universidade Estadual de Londrina – UEL) e uma rede de serviços bem completa, como supermercados e farmácias. 

Segundo Bruno Catarino, gerente da unidade da Yticon em Londrina, empreendimentos desse perfil fortalecem e valorizam ainda mais a região, sobretudo pela quantidade de itens no projeto, que facilitam a vida do morador. “Importante ressaltar que, além da construção do empreendimento, damos todo o suporte para a realização de infraestrutura e benfeitorias públicas, o que traz ainda mais segurança ao cliente de que está fazendo um bom investimento”, diz.

Sobre a Yticon Construção e Incorporação

A Yticon é uma construtora e incorporadora que atua há mais de doze anos nas cidades de Londrina, Maringá e Cambé, no Paraná, além de Presidente Prudente e Campinas, em São Paulo. A empresa do Grupo A.Yoshii desenvolve empreendimentos econômicos, localizados em regiões de potencial valorização, especialmente para quem quer conquistar o primeiro imóvel. A Yticon já construiu mais de 5,9 mil unidades, todas entregues rigorosamente no prazo, somando mais de 550 mil metros quadrados de área construída. Mais informações: www.yticon.com.br.

Sobre o Grupo A.Yoshii Fundado há mais de 55 anos, o Grupo A.Yoshii já construiu mais de 2 milhões de metros quadrados do Sul ao Nordeste do Brasil, entre obras industriais, edifícios corporativos e residenciais, escolas, universidades, teatros e centros esportivos. É composto pela A.Yoshii Engenharia, com sólida atuação em construções de edifícios residenciais e comerciais de alto padrão em Londrina, Maringá, Curitiba e Campinas; pela Yticon Construção e Incorporação, que realiza empreendimentos econômicos, localizados em regiões de potencial valorização em municípios do Paraná; e pelo Instituto A.Yoshii, voltado para a inserção social e a democratização cultural. Além disso, atua em Obras Corporativas, atendendo grandes corporações em suas plantas industriais, nos mais variados segmentos da economia, como papel e celulose, alimentício, químico, agronegócio, energia, assim como usinas sucroalcooleiras, centros logísticos, plantas automobilísticas, entre outros. Mais informações: www.ayoshii.com.br

Hackaton incentiva estudantes a pensar em inovação e empreendedorismo

Inovação e empreendedorismo também se aprendem em sala de aula. Para incentivar os jovens a desenvolver soluções para diferentes setores da sociedade, o SEB se uniu ao Sebrae/PR na realização do Hackathon SEB, que chegou à sua terceira edição no final de agosto. A maratona, que contou com a parceria da Companhia Paranaense de Energia (Copel), estimulou alunos dos ensinos fundamental e médio da escola a apresentar projetos que combinassem empreendedorismo e inovação.

O desafio, proposto pela escola, era o de desenvolver projetos em até 48 horas, com a avaliação de especialistas, relacionados com sistema de redes elétricas inteligentes. Para isso, os jovens contaram antes com a capacitação do Sebrae/PR, que apresentou os principais fundamentos do empreendorismo inovador. Um dos projetos vencedores, de Curitiba, trouxe um aplicativo que, conectado a um conjunto de tomadas e spots inteligentes, mede o valor da energia elétrica consumida e evita gastos excessivos, fazendo com que o consumidor saiba exatamente o custo da eletricidade em sua casa ou comércio.

Segundo a consultora do Sebrae/PR, Sonia Shimoyama, o Hackathon foi uma oportunidade para os jovens aprimorarem seus conhecimentos técnicos, pensando no futuro profissional.

“Foi uma situação diferente, inusitada e que eles ainda não tinham vivenciado. Por isso, começam a despertar, ampliar o horizonte de conhecimento. Isso faz toda a diferença na formação, pois é um aprendizado que marca a vida”.

Soluções inovadoras

Um dos objetivos do Hackathon era que os alunos desenvolvessem vários tipos de inteligência, desde as hard skills, que são as habilidades técnicas, até as soft skills, que são as emocionais.

Para o coordenador de tecnologia educacional da Escola SEB Dom Bosco, Raphael Corrêa, os alunos têm a oportunidade de aprimorar talentos que serão exigidas no futuro, quando estiverem no mercado de trabalho.

“O projeto coloca o aluno para trabalhar em equipe, enfrentar desafios reais e o coloca como protagonista”, observa Corrêa.

Este ano, o evento foi realizado em diversas cidades espalhadas pelo país, cada um com um cliente diferente, ao qual os jovens precisaram desenvolver algum tipo de produto ou serviço com soluções inovadoras. Ao final, as melhores equipes de cada região se classificaram para uma etapa nacional, que será realizada nos dias 29 e 30 de outubro.

Projeto Imperium foi o vencedor em Curitiba. Foto: Divulgação.

Controle do consumo de energia

Entre os projetos desenvolvidos no Hackathon SEB, está o Imperium. Idealizado pelos alunos Kauan Biesek Grobe, Isabelle Tetu de Oliveira, Maria Fernanda Santini e Paula Steuemagel de Oliveira, o Imperium conecta o usuário, por meio de um aplicativo, a um conjunto de tomadas e spots de luz que calcula, em tempo real, a quantidade de energia elétrica consumida em residências e estabelecimentos comerciais atendidos pela Copel.

Raphael Corrêa explica que o projeto poderia ser útil em casos de estabelecimentos familiares, em que residências dividem o mesmo medidor de luz.

“Como exemplo, poderíamos pensar em um salão de beleza ao lado da casa do seu dono. Com o Imperium, o empreendedor poderia consultar o aplicativo e saber qual é o consumo de ambos os locais, evitando gastos extras com a implantação um novo medidor de luz e sabendo exatamente o custo de eletricidade do seu negócio.”

Projetos como esse, que foi o vencedor do Hackathon SEB em Curitiba, na categoria ensino médio, podem contribuir para a inovação e o empreendedorismo na sociedade. Fernando Gruppelli, superintendente de regulação e finanças da Copel, conta que a empresa está desenvolvendo um sistema de redes elétricas inteligentes e que, a partir dele, novos serviços poderão ser oferecidos ao consumidor.

“A ideia foi de que os alunos atuassem com foco nessa nova tecnologia. Portanto, são propostas que poderia ser utilizadas no futuro. A Copel enxerga essa possibilidade”, adianta Gruppelli.